UF INTERVIEWS/ENTREVISTA: NICOLE TURLEY
Entrevista exclusiva para o UF com a Srª Frusciante, Nicole Turley!
ENTREVISTA DE JOHN FRUSCIANTE PARA A AMPED MAGAZINE
John foi recentemente entrevistado por Stephen "SPAZ" Schnee, da revista Amped Magazine. A matéria foi postada no último dia 19 de março no blog oficial da revista. Em PT/BR.
ENTREVISTA DE JOHN FRUSCIANTE PARA A GUITAR PLAYER
John concedeu entrevista para a edição de abril da revista Guitar Player onde ele fala sobre por que deixou os Chili Peppers, sua nova fase na música eletrônica e mais. Em PT/BR.
ENTREVISTA DE JOHN FRUSCIANTE PARA A PREMIER GUITAR
Dia 03/mar/2014 foi publicada uma matéria com uma longa entrevista com John Frusciante no site da revista americana Premier Guitar. Confira a entrevista traduzida em PT/BR.
NOVO ÁLBUM DE FRUSCIANTE: ENCLOSURE
Um novo álbum de John Frusciante está para sair e já tem data: 8 de abril. Enclosure já está dando o que falar em sites e revistas especializadas em música no Japão e nos EUA.
ENTREVISTA EXCLUSIVA COM O BLACK KNIGHTS
O Universo Frusciante mais uma vez entrevista pessoas que fazem parte do "universo Frusciante". Confira a entrevista que fizemos com o grupo Black Knights.
ASSISTA A ENTREVISTA DE JOHN E OS BLACK KINGHTS PARA A HEAVYWEIGHTS RADIO REALIZADA ONTEM, 29/01/2014
ENTREVISTA DE JOHN E OS BLACK KINGHTS PARA A HEAVYWEIGHTS RADIO - LEGENDADO
Assista a entrevista legendada em PT/BR de John Frusciante junto com os Black Knights para a Heavyweights Radio, realizada no dia 29/01/2014.
JOHN FRUSCIANTE IRÁ LANÇAR EP COM OMAR RODRIGUEZ-LOPEZ EM NOVO PROJETO - O KIMONO KULT
JOHN FRUSCIANTE IRÁ LANÇAR EP COM OMAR RODRIGUEZ-LOPEZ EM NOVO PROJETO
John está em um novo projeto, o Kimono Kult - que lançará seu primeiro EP dia 04 de março pela Neurotic Yell Records, gravadora de Nicole Turley (que também faz parte do projeto) esposa de Frusciante.
John Frusciante em
JOHN FRUSCIANTE EM "THE HEART IS A DRUM MACHINE" - LEGENDADO (PT/BR)
Legendamos o depoimento de 45 minutos de John ao "The Heart is a Drum Machine", um documentário de 2008 de Christopher Pomerenke, que faz a pergunta: "O que é música?".
ENTREVISTA EXCLUSIVA COM BRAM VAN SPLUNTEREN
ENTREVISTA EXCLUSIVA COM BRAM VAN SPLUNTEREN
Entrevistamos Bram Van Splunteren, ninguém mais ninguém menos que o maior documentarista da história do RHCP. Ele documentou o antes e o depois de John em 1994.
John Frusciante tentou salvar Layne Staley
JOHN FRUSCIANTE TENTOU SALVAR LAYNE STALEY
John teria tentado salvar Layne do vício de drogas que o matou em 2002.
Nova entrevista de John para a Billboard (PT/BR)
NOVA ENTREVISTA DE JOHN PARA A BILLBOARD (PT/BR)
Confira a tradução completa da forte entrevista que John Frusciante deu para a Billboard, publicada no site no dia 19 de agosto de 2013.
Sessão de fotos de John Frusciante - Por Mike Piscitelli
SESSÃO DE FOTOS DE JOHN FRUSCIANTE - POR MIKE PISCITELLI
O fotógrafo Mike Piscitelli liberou uma galeria de fotos de John Frusciante em seu site.
As fotos foram tiradas em Julho de 2012.
Entrevista Exclusiva com Toni Oswald
ENTREVISTA COM TONI OSWALD CONCEDIDA PARA O UNIVERSO FRUSCIANTE
John e Toni viveram um tempo mágico juntos na adolescência. Hoje os dois compartilham uma paixão pela Arte.
John Frusciante em 45º
GUITAR WORLD
A revista elegeu Eddie Van Halen como o maior guitarrista de todos os tempos.
John Frusciante aparece em 45º.

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Gear: By The Way - John Frusciante

John Frusciante effects depois de trazer o Gear: Californication - John Fruscianteelaborou o guia sobre os equipamentos utilizados por John Frusciante em By The Way. O álbum não possui entrevistas totalmente voltadas sobre essas informações ou imagens do período e por isso há uma carência sobre o que é utilizado no álbum por completo - mas essa postagem reune tudo que foi citado sobre os equipamentos em entrevistas durante e posteriores ao lançamento do trabalho.


"Eu queria um álbum com mais dimensão, mais sons diferentes e mais movimentos nas progressões de acordes. E também que fosse mais divertido."
- Guitar World (USA), Julho de 2002


GUITARRAS:


1962 Fender Stratocaster

"A guitarra que mais usei no By The Way foi a minha Stratocaster 62'."
- Tonal Telepathy, Agosto de 2002

John Frusciante utilizou principalmente uma Fender '62 Stratocaster com um pescoço de rosewood para as gravações do álbum. Timbres limpos eram importantes, Frusciante explica, "porque eu estava tocando muito mais acordes, e acordes que não eram somente suas tríades ou algo do tipo, e eu queria que todos esses intervalos fossem notados claramente."
- Guitar World (USA), Julho de 2002

"A Stratocaster '55 tem o timbre um pouco mais limpo e ela sempre pareceu soar melhor para o que eu queria em Califonication, mas para este álbum, a '62 soava melhor - o sustain era melhor - então usei ela praticamente por todo o caminho, além de SG e em algumas canções."
- Total Guitar, Agosto de 2002

"Então, quando os caras me perguntaram sobre se reunir novamente a banda eu disse que que precisava então de uma Stratocaster. Com isso Anthony me emprestou algum dinheiro e fomos a Guitar Center e eu comprei uma '62 com a escala em rosewood - e eu a usei em praticamente todas as faixas de By The Way."
- Guitarist Magazine, Junho de 2003

1955 Fender Stratocaster

Utilizada nas canções "The Zephyr Song" e "I Could Die For You" e em algumas partes do álbum.









1961 Gibson SG Custom

John usou outras guitarras para as sessões de By The Way, mas as faixas em que foram usadas não fazem parte do álbum. "Tivemos algumas músicas mais pesadas que não entraram no álbum, por terem um som mais pesado e distorcido - em algumas eu usei uma SG através de um Marshall que é dobrado com uma distorção", John se lembra. "Para mim, esse é o tipo final de distorção do som. Eu tenho uma excelente SG de 1961 - Vincent também descobriu ela para mim - ela tem P90s e eles são realmente ótimos. Nós também fizemos uma faixa de 15 minutos chamada "Strumming In D On J", o título significa literalmente "Dedilhando na escala de D (ré) na Jaguar" e espero que possamos lança-la, porque é uma música funky muito boa.".
- Guitarist Magazine, Junho de 2003


1955 Gretsch White Falcon

"A [Gretsch White Falcon 55'] eu só usei em Tear."
- Tonal Telepathy, Agosto de 2002

A única exceção notável foi a faixa "Tear", na qual John tocou sua grande e velha Gretsch White Falcon 55'. Que ele adquiriu com a ajuda especial de seu grande amigo, o ator e músico Vincent Gallo.
"Sim, Vincent descobriu ela para mim. É uma '57 (nota: não é uma '57 é sim '55) que antes era sua, mas ele tinha vendido a alguém e ele teve que comprá-la de volta. Ele é realmente uma mão na roda e um negociante, sabe?" diz John de seu amigo. "Ele é conhecido como ator e diretor, mas a sua verdadeira profissão é ser uma grande mão na roda e um revendedor!" Ele sorri. "Ele discutiu com esse cara e causou uma confusão feia para obtê-la de volta."
Você a queria porque ela parecia boa? "Não, eu queria ela porque Mattew Ashman, o guitarrista de Bow Wow Wow, usou uma", afirma John. "A sua não era da década de cinqüenta, porém, foi feita nos os anos setenta, mas é por isso que eu queria uma. Naquela época ele e Bernard Sumner do New Order foram os dois guitarristas que eu estava realmente encantado".
- Guitarist Magazine, Junho de 2003

1965 Fender Telecaster

"Em By The Way, toquei com as Teles mais do que com uma Strato."
- Vintage Guitar, Abril de 2009



                                                                 1963 Fender Telecaster



VIOLÕES:

Taylor/Taylor 314 CE


Para as partes acústicas, ele contou com alguns Taylors. "Eu nem sequer possuo um", acrescenta. "Nós os alugamos-los. Eles soaram bem para a gravação. Na música "Cabron", o violão esta com um capo. Eu realmente adoro usar um capo. Eu aprendi um monte de coisas do Johnny Marr recentemente, e ele parece sempre utilizar um capo. Há também um monte de violões com capo no álbum Aqualung do Jethro Tull, que eu estava ouvindo antes de compor "Cabron".
- Guitar World (USA), Julho de 2002

Os sons acusticos de By The Way forma gravados utilizando um Taylor, o produto Rick Rubin gosta deles. Frusciante não é grande fão dos Taylor's - ele prefere os Martin's.
- Guitarist Magazine, Junho de 2003

Martin 0-15

Foi utilizado nas partes acústicas de "Venice Queen".










PEDAIS:

- Ibanez WH-10 V1

"Usei o WH-10 na música Don't Forget Me, mas não há tanto wah em By The Way como nos álbuns anteriores. Eu só o liguei e o mantive em uma posição aguda. Eu realmente só precisava de um pouco de wah para essa música."
- Total Guitar, Agosto de 2002

Electro-Harmonix Electric Mistress Deluxe
Electro-Harmonix Big Muff

"Eu estou usando um monte de efeitos. Queríamos criar um verdadeiro sentido de atmosfera. Eu usei um pedal Line 6 de delay, um flanger da Electro-Harmonix e o Big Muff em muitas partes."
- Total Guitar, Agosto de 2002

- Digitech PDS-1002

Há um DigiTech digital delay na música "Don't Forget Me." "Eu toquei [double picked] 16th notes," Frusciante explica, "mas o eco está definido para onde ele está fazendo triplets. Essa música toda, aliás, é tocada somente nas cordas E (mizinha) e B (si)".
- Guitar World (USA), Julho de 2002

"Este riff foi bem considerado, pois Anthony canta sobre o meu delay me ajudando a desenvolver um grande efeito de fundo, usado em toda musica, dando mais tempo ao riff. Nos 70 você poderia utilizar como um solo, mas eu usei para colorir toda a estrofe."
- Tonal Telepathy, Agosto de 2002

- Line 6 DL4
- Line 6 FM4
- Boss FV-50 Volume

"Para "Don’t Forget Me", Eu usei envelope filter e eu estava usando o pedal de volume nessa música também - e junto a um DL4 da Line 6 em uma da configuração de delay que simulava o analógico onde que o som é constantemente realimentado."
- Total Guitar, Agosto de 2002

Electro-Harmonix Holy Grail

"Perto da finalização do álbum, por alguns overdubs, eu comecei a utilizar o pedal de reverb Holy Grail da Electro-Harmonix ".

- Guitar World (USA), Julho de 2002

TURNÊ/PEDAIS:





- Boss DS-2 Turbo Distortion [2002/2004]
- Electro-Harmonix Big Muff Pi USA [2002/2004]
- Boss PSM-5 Switch [2002/2003]
- Electro-Harmonix Holy Grail Reverb [2002/2004]
- MXR Micro Amp [2002/2004]
- Moog MF103 12-Stage Phaser [2002/2004]
- Ibanez WH-10 V1 [2002/2004]
- Boss CE-1 Chorus Ensemble [2002/2004]
- Boss FV-50 Volume [2002/2003]
- Z. Vex Fuzz Factory [2002/2003]
- Fender Tube Reverb 63' [2002/2003]
- Line 6 DL4 Delay Modeler [2002/2004]
- Line 6 FM4 Filter Modeler [2002/2004]
- Electro-Harmonix Electric Mistress Deluxe [2002/2004]
- DigiTech PDS 1002 Digital Delay [2002/2004]
- Dunlop Cry Baby 535Q [2004]



KEYS/SINTETIZADORES:

- Nord Keyboards - Nord Lead 2

"Na introdução Californication eu toquei algumas notas sobre o synth, mas na época eu não sabia realmente o que estava fazendo, eu tinha um instrumento medíocre. Agora faz mais sentido para mim, eu posso usá-lo com mais sabedoria. Mas ainda assim, estamos usando pouco, em sons suaves, não na base da música de qualquer maneira. Só Warm Tape foi composto usando um sintetizador, que eu usei nos ensaios. O resto são músicas de guitarra.Usando synth, conhecendo-o, tentando entender como ele funciona me permite ter uma nova abordagem à música. E para tocar guitarra, também."
- Tylko Rock (PL), Julho de 2002


- Doepfer A-100

Um grande sintetizador modular alemão é um dos novos brinquedos de Frusciante. Ele foi usado para processar algumas das faixas de guitarra em "Throw Away Your Television" e "Don't Forget Me."
- Guitar World (USA), Julho de 2002


AMPLIFICADORES:

- Marshall Major 
- Marshall Super Bass

"Sim, eu usei [os Marshalls Major e Super Bass] todo o tempo em estúdio."
- Tonal Telepathy, Agosto de 2002

Em By The Way, Frusciante usou um Marshall Major de 200 watts e Marshall Super Bass de 100 watts. Geralmente utilizando um destes em uma configuração estereo de som com algum outro amplificador de guitarra, tipicamente um Fender Showman Blackface conduzindo um Marshall.
- Guitar World (USA), Julho de 2002

- Fender Blackface Showman

"Uso também um reverb da Fender dos anos 50."
- Tonal Telepathy, Agosto de 2002

- Fender Tube Reverb 63'

"Eu estava usando um grande reverb de mola Fender dos anos 60. Eu usei-o com um sintetizador de modulação - que é o som que você ouve no refrão de "Throw Away Your Television". Como seria de se esperar pelo nome, ele tem "grande reverb", mas também tem um som realmente de grosso com um ótimo tom."
- Total Guitar, Agosto de 2002






"Eu usei reverb em grande parte deste álbum, como eu nunca tinha realmente feito antes", diz ele. "Essa é uma das principais diferenças entre o som da guitarra. Eu estava realmente influenciado por toda a surf music que eu tenho escutado. Eu tinha um velho Fender Spring Reverb."

- Guitar World (USA), Julho de 2002



TURNÊ/AMPLIFICADORES:


- Marshall Major
- Marshall 25/55 Silver Jubilee (2X)
" John usa um amplificador Marshall Major 200W com válvulas KT88 e um Silver Jubilee, juntos. Os amplificadores são usados simultaneamente através de um Boss Chorus CE-1 onde o sinal entra em mono e sai em estéreo. Então, dessa forma se o chorus está ligado ou não o sinal fica dividido para os dois cabeçotes. O Silver Jubilee é apenas um pouco sujo no volume que usamos."
 Os cabeçotes Marshall Major são difíceis de se encontrar, fomos capazes de encontrar somente três e nos conhecemos um cara chamado Mike Hill, que trabalhava na Marshall e ele nos disse que eles só fizeram cerca de 100 amplificadores desse - entre 1969 -1973. Eles são especiais porque em 200W você estar no seu volume máximo e ainda ele é realmente limpo. É basicamente como um amplificador de baixo. John soa tão limpo, com toda distorção ou overdrive é seu jeito de tocar a guitarra com os diferentes pedais. Se algo der errado e eu tenho que tirar o cabeçote Marshall para conferir, e - em seguida, quando você o coloca de volta, você realmente tem que regular ele tudo de volta. Você não pode simplesmente marcar os números que usa nele e os por novamente, porque do jeito que está configurado, o jeito que nós o usamos através das entradas significa que ele tem que ser corretamente regulado ou vai se tornar muito distorcido ou não vai ser enérgico o suficiente - mudando todo o timbre - ele é muito instável. Você tem que configurá-lo cerca de quatro vezes para encontrar o ponto certo. Eu estou acostumado com isso agora. "
- Dave Lee - Guitarist Magazine, Junho de 2003 

CABOS:

"Todo o equipamento com fio é Monster Cables. Eles soam bem e duram bem."
- Dave Lee - Guitarist Magazine, Junho de 2003


PALHETAS:

"John usa as Jim Dunlop 0,60 milímetros - laranjas. Existe uma história engraçada ligada a essas palhetas. O cara que faz elas estava perguntando se John queria uma personalizada e John achou isso engraçado, tipo foi um pouco rockstar demais, sabe? Então, quando nós estávamos na América do Sul estávamos em um aeroporto e um garoto viu a banda e, em seguida, ele olhou para mim e disse: Você é Dave Lee, o cara de John [Dave Lee, guy of John]. A história chegou ao cara que fabrica as palhetas e ele fez algumas com isso."
- Dave Lee - Guitarist Magazine, Junho de 2003


Todo material aqui contido foi retirado de entrevistas e citações de John Frusciante, entrevistadores ou pessoas ligadas a ele - e imagens dos seus equipamentos durante a gravação e turnê do álbum.

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Gear: Californication - John Frusciante

Depois do Guia Definitivo dos Pedais, a John Frusciante effects elaborou o guia sobre os equipamentos utilizados por John Frusciante em Californication - o álbum que marcou o seu retorno aos Red Hot Chili Peppers e os trouxe ao mainstream novamente. 



"Queríamos um novo som moderno sem o uso da nova técnica moderna."
- John Frusciante - Libro Journal (AT), Agosto de 1999

GUITARRAS:


1962 Fender Stratocaster

"[Usei a] '62 Stratocaster Sunburst em varias coisas de Californication."
- Guitar One (USA), Setembro de 1999









1955 Fender Stratocaster


"[No álbum Californication] Eu toquei principalmente com uma Fender Stratocaster de 1956, ou '55 ou algo assim. Ela tem o braço de maple e é realmente uma boa guitarra. Na verdade, quando eu comprei, um especialista em guitarra que estava comigo insistiu que os captadores eram originais, e as pessoas na loja pensavam que eles eram originais, mas depois que acabei de gravar o álbum eu levei para o cara que presta assistência nas minhas guitarras e ele disse que ela não tinha os captadores originais e que os captadores que nela estavam eram Seymour Duncan's que tinha sido feito para soarem como os captadores originais. Mas o som da guitarra soava bem, e isso é o que eu usei para a maioria das bases."
- Australian Guitar Magazine (AUS), 1999

"Eu usei uma Stratocaster '55 para a maioria das faixas básicas."
- Guitar One (USA), Setembro de 1999

"[Em "Scar Tissue"] Foi minha Strato '55 com braço de maple - a maioria das bases foi gravada com essa guitarra. Creio que liguei-a ao Showman, porque o Marshall não era limpo o suficiente."
- Guitar Player (UK), Setembro de 1999

"[Em "Get On Top" é] a de 55. É a que tem o melhor braço para tocar. Para a turnê, esta e uma Strato '62, com braço de rosewood."
- Guitar Player (UK), Setembro de 1999

"Aquele timbre de delay pesado [em "Savior"] é da minha Strato '55 com um Micro Synth da Electro-Harmonix e um 16 Second Delay."
- Guitar Player (UK), Setembro de 1999


1962 Fender Jaguar

"Eu a comprei em uma loja, eu acho que foi na Voltage Guitars em Sunset, em 1997. Eu não tinha uma guitarra e então com o pouco de dinheiro que possuía a comprei como meu presente de Natal. Então, quando os caras me perguntaram sobre se reunir novamente a banda eu disse que que precisava então de uma Stratocaster. Com isso Anthony me emprestou algum dinheiro e fomos a Guitar Center e eu comprei uma '62 com a escala em rosewood"
- Guitarist Magazine, Junho de 2003




1966 Fender Jaguar

"Eu usei uma Jaguar '66 em "Around The World", em uma das partes de guitarra em "This Velvet Glove", e em uma parte de guitarra aqui e ali."
- Guitar One (USA), Setembro de 1999

"[Em "Around The World"] É um Fender Jaguar que peguei emprestada do nosso engenheiro de gravação, Jim Scott. Gosto das Jaguar - elas tem um som muito legal. Pluguei-a em dois Marshalls: um JTM 45 e um SuperBass de 100 watts."
- Guitar Player (UK), Setembro de 1999



1965 Fender Telecaster

"[No solo em slide de "Scar Tissue"] Usei uma Telecaster '65. Existem dois solos diferentes - apenas liguei o pedal fuzz no segundo solo."
- Guitar Player (UK), Setembro de 1999

"Eu usei uma Telecaster em algumas coisas também, como "Easily" e "Scar Tissue"."
- Guitar One (USA), Setembro de 1999


"Eu fiz slide em uma Telecaster no Fender Showman. Meu guitarrista de slide favorito é Snake Finger. Sua influência não é evidente na canção, mas é assim que eu pratico slide: tocando junto com ele e Jimmy Page."

- Guitar One (USA), Setembro de 1999


1955 Gretsch White Falcon

"[Em "Oherside"] É uma Gretsch White Falcon '55 através do Showman e uma caixa Marshall 4x12."
- Guitar Player (UK), Setembro de 1999

"Eu também usei esta Grestsch White Falcon '55 - é o tipo de guitarra que Matthew Ashman usa no Bow Wow Wow e Malcolm Young costumava usar no AC/DC - para "Californication" e "Otherside"."
- Guitar One (USA), Setembro de 1999


"Eu usei a Gretch White Falcon - que é uma guitarra realmente incrível - em algumas faixas, como "Californication" e "Otherside". "
- Total Guitar (UK), Outono de 1999

"Como Ashman, Frusciante gosta da Gretsch com encordoamento .012, e usa em "Otherside", "Californication" e nas seções da melodia de "This Velvet Glove"." – J.D. Considine
- Guitar World (USA), Julho de 1999


1961 Gibson SG Custom

"No overdub [em "Otherside"], usei uma Gibson SG Custom '61 com um Marshall JCM 800 no talo - um humbucker num Marshall, como Eddie Van Halen."
- Guitar Player (UK), Setembro de 1999







1956 Gibson ES-175

"No ensaio, fiz muitos solos de guitarra gritantes [em "Get On Top"], mas acabei tocando o que está no disco com uma Gibson ES-175 ano 1956, com encordoamento .013. Não usei muito essa 175 - somente em "Porcelain" e neste solo."
- Guitar Player (UK), Setembro de 1999

"Frusciante também emprega uma Gibson ES-175 da década de 1950 - vintage - em "Porcelain", e nela utiliza um encordoamento .013." – J.D. Considine
- Guitar World (USA), Julho de 1999



PEDAIS:



"Tenho meus pedais de efeito limitados a um wah wah e uma distorção, com exceção de algumas faixas."
- Total Guitar (UK), Outono de 1999

- Boss DS-1 Distorcion

- Boss DS-2 Turbo Distorcion

- Boss CE-1 Chorus Ensemble

"[Em] "Porcelain", que possui uma parte de guitarra maravilhosamente delicada. Parece que foi tratada através de um efeito Leslie, mas foi de fato alcançado simplesmente dividindo o som da guitarra na saída de um pedal chorus, entre um Marshall de um lado e do canal de vibrato de um antigo Vox AC30, de outro.
- Total Guitar (UK), Outono de 1999

- Boss FZ-3 Fuzz

"[No solo em slide de "Scar Tissue"] Usei uma Telecaster '65. Existem dois solos diferentes - apenas liguei o pedal fuzz no segundo solo."
- Guitar Player (UK), Setembro de 1999

- Boss VB-2 Vibrato*

- Dunlop Uni-Vibe UV1SC Stereo Chorus

- Expression Pedal*

- Electro-Harmonix 16 Second Delay

"Aquele timbre de delay pesado [em "Savior"] é da minha Strato '55 com um Micro Synth da Electro-Harmonix e um 16 Second Delay."
- Guitar Player (UK), Setembro de 1999

- Electro-Harmonix Micro Synthesizer

"[No solo de "Savior" estou] usando um velho pedal da Electro Harmonix chamado Micro Synthesizer. É um efeito muito legal que permite que você obtenha um monte de combinações sonoras incomuns. A primeira vez que eu o ouvi foi no álbum de Iggy Pop, The Idiot. Infelizmente, esse pedal é muito frágil para me acompanhar na estrada."
- Total Guitar (UK), Outono de 1999

- Ibanez WH-10 V1/2

"[Em "Get On Top"] É o pedal WH-10 da Ibanez. Eles não o fazem mais, mas é o único wah que eu uso, pois não gosto de outros. [...] Em "Get On Top", usei o ajuste para baixo. O solo em "I Like Dirt" foi tocado com a chave na posição para guitarra."
- Guitar Player (UK), Setembro de 1999

- MXR Phase 90

- MXR Phase 100


"[No solo de "Parallel Universe"] Peguei emprestado um MXR Phase 100 do pessoal que estava gravando na sala ao lado. Estava procurando uma abordagem para aquele solo e o Phase 100 funcionou muito bem."
- Guitar Player (UK), Setembro de 1999


AMPLIFICADORES:  




"Meus amplificadores são essencialmente Marshall's, um cabeçote de baixo e um cabeçote de guitarra de que eu uso juntos, mas eu também tenho um Fender Showman para os meus sons limpos."
- Total Guitar (UK), Outono de 1999

- Marshall JTM-45

"Neste álbum, eu usei um verdadeiro e velho Marshall de 1965."
- Guitar One (USA), Setembro de 1999

"[Em "Around The World"] É um Fender Jaguar que peguei emprestada do nosso engenheiro de gravação, Jim Scott. Gosto das Jaguar - elas tem um som muito legal. Pluguei-a em dois Marshalls: um JTM-45 e um SuperBass de 100 watts.


- Marshall 25/55 Silver Jubilee

- Marshall Major 

- Fender Blackface Showman


"[Em "Scar Tissue"] Foi minha Strato '55 com braço de maple - a maioria das bases foi gravada com essa guitarra. Creio que liguei-a ao Showman, porque o Marshall não era limpo o suficiente."
- Guitar Player (UK), Setembro de 1999


"[Em "Oherside"] É uma Gretsch White Falcon '55 através do Showman e uma caixa Marshall 4x12."
- Guitar Player (UK), Setembro de 1999

"Eu fiz slide em uma Telecaster no Fender Showman. Meu guitarrista de slide favorito é Snake Finger. Sua influência não é evidente na canção, mas é assim que eu pratico slide: tocando junto com ele e Jimmy Page."
- Guitar One (USA), Setembro de 1999

- Marshall Super Bass


"[Em "Around The World"] É um Fender Jaguar que peguei emprestada do nosso engenheiro de gravação, Jim Scott. Gosto das Jaguar - elas tem um som muito legal. Pluguei-a em dois Marshalls: um JTM-45 e um SuperBass de 100 watts. O SuperBass é ótimo e tem um som bem gordo. O timbre muda algumas vezes durante a música."
- Guitar Player (UK), Setembro de 1999

"Eu também usei o cabeçote de baixo de 200 watts que eu usei em BloodSugar- eu uso uma cabeçote de baixo e uma cabeçote de guitarra ao mesmo tempo; é assim que eu toco. Eu consegui um bom som para este álbum, mas não Louie [braço direito da banda] não quer que eu leve os cabeçotes em turnê, porque ele acha que vai quebrar."
- Guitar One (USA), Setembro de 1999

- Marshall JCM-800


"No overdub [em "Otherside"], usei uma Gibson SG Custom '61 com um Marshall JCM 800 no talo - um humbucker num Marshall, como Eddie Van Halen."
- Guitar Player (UK), Setembro de 1999

- Vox AC30

"Essas faixas particulares incluem "Porcelain", que possui uma parte de guitarra maravilhosamente delicada. Parece que foi tratada através de um efeito Leslie, mas foi de fato alcançado simplesmente dividindo o som da guitarra na saída de um pedal chorus, entre um Marshall de um lado e do canal de vibrato de um antigo Vox AC30, de outro." 
- Total Guitar (UK), Outono de 1999


Todo material aqui contido foi retirado de entrevistas e citações de John Frusciante - e imagens dos seus equipamentos durante a gravação do álbum.

sábado, 4 de outubro de 2014

JF EFFECTS ENTREVISTA: GEE ROCHA (NX ZERO)

A John Frusciante effects teve o privilegio de entrevistar Gee Rocha da banda NX Zero, um dos maiores nomes da nova geração da guitarra nacional e dono de um talento incrível. Nessa entrevista abordamos diversos temas, entre eles: o novo trabalho do NX Zero, equipamentos utilizados por ele, processo de composição, o atual cenário musical brasileiro, e é claro, a influência de John Frusciante em sua música. Além de tudo, essa entrevista reflete o talento e generosidade desse grande músico brasileiro.

John Frusciante effects: Gee, em primeiro lugar, obrigado por nos conceder essa entrevista. Sou o Raphael Romanelli Andrade de Oliveira, dono da página John Frusciante effects, que administro juntamente com Rodrigo Galafuz. Temos um grupo da página no WhatsApp e, por diversas vezes, seu nome foi citado pelas pessoas do grupo como um dos maiores destaques no que se refere á guitarra e efeitos no cenário do rock nacional atual. Você se vê como um dos guitarristas com maior destaque atualmente?
Gee Rocha: Olha. Primeiramente, fico muito feliz por vocês terem um grupo tanto na internet como no Whats App no tema JOHN FRUSCIANTE e ver que meu nome é citado. Não me vejo ainda como um guitarrista com grande destaque. Mas posso falar abertamente pra vocês que não existe nada mais gostoso do que ser reconhecido pelo seu talento. Busco muito melhorar como guitarrista. Alias, nos últimos 2 anos, isso veio mais presente na minha vida. Hoje tento a cada dia me tornar um guitarrista melhor.

Recentemente foi liberado o novo single do NX Zero, "Uma Gota no Oceano". O que você utilizou para gravar sua parte e alcançar aquele timbre? O delay na introdução gera uma textura maravilhosa! 
Pow, que boa pergunta. Adoro falar disso. Na musica "Uma Gota no Oceano" Eu usei dois amplificadores ligados simultaneamente, definindo um timbre só entre os dois amplis. Um era o combo Fender Bass Man e o outro era um Orange Dual Terror. Especificamente nessa música, usei um Delay "Nova Delay" da Tc Eletronics com 20% de saída do EFEITO e um Cool Cat da Danelectro. No contexto geral da música, basicamente usei isso o tempo todo da musica. Em algumas partes usei outro "Nova Delay" com 45% de saida de efeito. 




Você já foi visto com muitas guitarras, mas de um tempo pra cá parece ter como guitarra principal apenas uma. É uma Fender Telecaster Deluxe '72? O que te levou a manter ela como principal?
Foto: Gee Rocha
Então. Na minha vida, sempre tive dificuldades pra achar a guitarra e meu timbre, meu amplificador. Enfim, na parte do NX Zero, toquei sempre com uma Gibson SG, por gostar muito do Angus Young. Depois fui para uma Condor, na qual na época ganhava patrocínio, e na época era bom pra mim. Depois pulei pra uma PRS, adorei a PRS, mas tive dificuldades com a pegada dela, que é ótima, mas pra mim não funcionava. Em seguida Gibson Les Paul. Fiquei um tempo na Gibson Les Paul, em especial a Custom e a Classic (amarela) que é very especial. E como o NX Zero toca bastante notas abertas e não  PowerCord ou Bicord, não sei o nome exato, enfim. Na época estava escutando muito Rolling Stones, e pensei, pow, poderia procurar uma Telecaster. E ai fui pra Los Angeles. E meu amigo Duayer estava junto nessa trip, e eu disse pra ele em uma loja de instrumentos musicais, que estava procurando uma Fender Telecaster. E ai, comecei a testar qualquer Fender. E assim fui testando umas Teles. Depois de um tempo, esse meu amigo Duayer me trouxe uma telecaster Deluxe 1974. E ae, foi apaixonante sentir o braço da guitarra. Em seguida, testei no mesmo Orange que uso no meu SET. Resumindo, a guitarra é muito versátil. Pra quem gosta de fazer som porrada, notas abertas, blues, enfim, ela é muito versátil. Sou apaixonado pela guitar. Tirando a parte que ela pesa muitos quilos. Hoje estou numa nova paixão pela guitarra SUHR Stratocaster. 

Foi postado no YouTube, recentemente, um vídeo do Gee Rocha tocando com a sua Suhr Stratocaster, para ver clique aqui!

Como funciona o processo de criação no NX Zero? São idéias preconcebidas antes de entrarem no estúdio ou elas são criadas através de jams como acontece no Red Hot Chili Peppers?
Sim, algumas fazemos em Jams. Mas na maioria das vezes, briso uma base num lugar qualquer, depois de um esboço gravado no celular, vou pra casa, gravo uma ideia de como poderia ser a música. Uma breve referência do que ela pode ser. Em seguida o Di escreve uma letra. E depois levamos pro estúdio e mudamos ela toda kkk.


Em "Em Comum", você e Fi alcançaram grandes timbres e que, na minha opinião, foi um amadurecimento completo do som do NX Zero - amadurecimento que já havia começado em "Sete Chaves", em 2009. O que podemos esperar do novo álbum?
Que legal que amadurecemos nos timbres. Muitas pessoas falam exatamente isso pra nos. Que bom. Depois que o NX Zero estorou nas grandes rádios e Tvs do Brasil, buscamos estudar ainda mais. Talvez pra nos levou muito tempo para uma evolução. Mas com certeza, eu acredito que o disco "Sete Chaves" foi o começo pra entender que poderíamos chegar em outros lugares com timbres diferentes. Depois veio o "Projeto Paralelo" que é um disco com vários Rappers e Djs e nos trouxe outra dimensão de onde poderíamos chegar na parte de composição musical. E em seguida o "Em Comum", que eu acredito que seja uma passagem pra esse Novo Disco. Nesse Novo Disco, que vai sair provavelmente quando estiver pronto rs, estamos tomando todos esses cuidados, tanto nos timbres, nos arranjos, nos riffs e nas letras. Com toda certeza, será o disco mais diferente que o NX Zero  fez.

Certa vez li uma entrevista de Keith Richards onde ele dizia que para não cair na monotonia, ele e Ronnie Wood sempre trocavam suas partes de guitarras nas músicas dos Stones no shows. Como funciona com você e o Fi? Cada um tem seu espaço definido em estúdio e ao vivo ou vocês fazem algum tipo de revezamento?
Fotos: Reprodução/ Instagram / Capricho
Que demais isso, não sabia que eles fazem isso rs. Demais. Olha, geralmente eu faço o que eu crio na guitarra e o Fi faz o que ele cria. Então levamos isso no show. Mas teve vezes que ou a minha ou a guitarra do Fi, estourou a corda, e um faz o riff do outro rs. Várias vezes o Fi começou "Além de Mim" rs. Acho muito legal o que o Stones fazem. Mas também gosto daquele riff e timbre do guitarrista. Eu como fã do guitarrista, sempre aguardo aquele solo ou riff daquele guitarrista que eu piro. Mas seria demais eu trocar de arranjo com o Fi.



Você poderia nos falar um pouco sobre os pedais e equipamentos em geral que utiliza ao vivo?
Nessa última "Tour NX Zero - Em Comum" eu usei 3 Nova Delays da Tc Eletronics, 1 Reverb da Tc Eletronics, 1 Cool Cat, 1 OCD (overdrive) + 1 amplificador Orange Rockerverb 100 para Drive e 1 Fender Tone Master para Limpo. Já no novo Set, ainda estudo muitas opções, entre elas ai vai: 1 Tremolo da Tc Eletronics, 1 Phaser 90 da MXR, 1 Cool Cat, 1 Reverb Hall Of Fame da  Tc, 1 Tweed 57 da Wampler, 1 FlashBack da Tc, 3 Nova Delays, 1 Time Line da Strymon + Expression, 1 POG, 1 FullTone Fuzz 70, um reverb Holy Grail, talvez 1 FUZZFACE e talvez 1 Boss Chorus Ensemble CE-1 (O mesmo do John Frusciante, que por ser fã dele, acabei comprando um pra mim pelo Ebay).


Foto: Gee Rocha

No seu vídeo "z e r o o n z e n a m a d r u g a | SP", postado recentemente no seu canal do YouTube e também no seu Instagram, você alcança o que eu chamaria de "delay perfeito". Ele soa bem orgânico e modulado. Como chegou naquele efeito? O set que aparece nele é bem diferente do que você usa ao vivo.
Não é muito diferente do que eu usei na ultima tour. Em algumas partes eu usei o Delay FlashBack com 20% de saida de efeito e quando eu queria mais delay, liguei o Delay Nova Delay da TC em cima do Flashback, com mais 40% De saída de efeito. Juntos com tudo isso, coloquei um Reverb Hall Of Fame da Tc, no efeito PLATE, que é um tipo de Reverb que eu adoro. E no fim, liguei acho que o Tweed 57 para um overdrive de leve.




Agora sobre o número de delays [ND-1 Nova Delay da TC Eletronic] em seu setup, é mais comodidade ou necessidade mesmo?
Eu uso 3 delays pro sujo e agora mais 3 pro limpo. 1 Delay 50% Reverse, 1 Delay 50% em tercina e 1 Delay 20% de saída de efeito. As vezes eu ligo o de 50% + 20% na música "Não é Normal". Enfim, vários guitarristas não gostam disso, porque embola o som. Eu deixo de um jeito confortável pra mim. E outra coisa, a quantidade de efeitos é por conta de ter dois amplificadores, e ai tenho efeitos tanto pro Orange e efeitos pro Fender. Fica de opção pra cada música.

Em 2011, o NX Zero teve o privilégio de tocar na mesma noite que o Red Hot Chili Peppers no Rock in Rio. Como foi isso pra vocês? Você acompanha a banda? O que achou da saída de John Frusciante e a entrada de Josh Klinghoffer?
Red Hot Chili Peppers no Rock in Rio 2011
Pois é. Acabei vendo o Flea de perto, que foi demais. E sobre o Josh, pow, eu assisti o show do Red Hot, mas como fã, não foi fácil não comparar. E claramente quem sou eu pra julgar o JOSH, que manda muito bem. Só que eu sou fã do RED HOT com o John Frusciante. Pela questão de identidade da banda. Não só dele, como dos outros integrantes tambémEntão torço pra um dia poder ver o John Frusciante ao vivo com o Red Hot. Nada contra o Josh. Mas por ser fã mesmo. 

Nos queríamos saber se John Frusciante exerce algum tipo de influência em suas criações ou no modo como toca.
Ultimamente sim. Eu conheci muito mais de John Frusciante nos últimos 8 meses. Vendo muitos e muitos vídeos no Youtube. Enfim. Ele é um guitarrista completo e PONTO. Pra mim o melhor. Ele chega em vários tipos de sons de guitarra. Ele pensa na musica de outro jeito. Um verdadeiro POETA. Tenho certeza que vocês podem falar muito melhor do que eu. 

Então, você é influenciado por John Frusciante em sua música?
Como eu disse. Nesse exato momento SIM. E muito, não  em arranjos de guitarra. Mas como pensar no que se diz MÚSICA.

Você tem alguma música, álbum e/ou show preferido na carreira John Frusciante e do Red Hot Chili Peppers?
Esse video define mais o que é John Frusciante para mim. Vocês já devem ter visto esse vídeo, mas vale a pena recordar:




Tanto eu quanto o Rodrigo somos guitarristas e sabemos o quão difícil é viver de música nos estilos ligados ao rock no Brasil. Pra você, como é ser um músico de rock no Brasil? E o que acha do atual cenário musical brasileiro? 
Acho que em 2009 até 2013 o cenário do ROCK tava difícil no MUNDO INTEIRO. Dave Grohl disse isso num VMA, algo do tipo "O ROCK NÃO PODE ACABAR" não lembro exatamente. Mas enfim, acabou que pra quem vivia do cenário do Rock Independente sofreu muito por não ter shows, e  era foda trabalhar com música sendo Independente no Brasil e pra nos que estávamos na radio com varias bandas de Rock, foi piorando os pedidos de tocar rock em rádios do Brasil. Até tinha aquele lance de ter que fazer acústico pra tocar. Enfim, ninguém gostava daquilo. Mas algumas bandas tinham que estar presentes na rádio. Mesmo que poucas. Hoje em 2014, vejo pelo programa SUPERSTAR da Globo. Pow, se você parar pra pensar, de todos os estilos, o Rock foi o que ganhou. Fora isso, tambem temos a volta da Rádio 89 A Rádio Rock, aqui de São Paulo, que fortaleceu muito pra várias outras bandas de Rock tocar na RÁDIO. E o mais legal é ver que todo mundo ouve a Rádio 89 e outras do mesmo seguimento. Ser Rockeiro no Brasil não é fácil. Mas é como uma RELIGIÃO. Fico feliz por fazer parte disso tudo. 


Foto: Capricho


No final de setembro vi uma participação sua no show da banda "Dnaipes" tocando "Hoje o Céu Abriu" e fui atrás do som dos caras e curti bastante. Está rolando uma parceria para algo futuro ou foi apenas uma participação especial mesmo?
Sim. Conheci os caras quando eles vieram aqui em casa gravar um som deles, através de um amigo. E ae, acabei pirando nas composições, nas ideias das letras. E daí pra frente comecei a tentar de qualquer forma interagir com eles na música. Pela sintonia da banda, pelas ideias, tem tudo pra ser uma banda diferenciada no mercado nacional. Torço muito por isso. 

Assista a participação de Gee Rocha no show dos Dnaipes - clicando aqui!

Agradecimento especial a Angelina, que tornou essa entrevista possível.

Entrevista feita por:
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