UF INTERVIEWS/ENTREVISTA: NICOLE TURLEY
Entrevista exclusiva para o UF com a Srª Frusciante, Nicole Turley!
ENTREVISTA DE JOHN FRUSCIANTE PARA A AMPED MAGAZINE
John foi recentemente entrevistado por Stephen "SPAZ" Schnee, da revista Amped Magazine. A matéria foi postada no último dia 19 de março no blog oficial da revista. Em PT/BR.
ENTREVISTA DE JOHN FRUSCIANTE PARA A GUITAR PLAYER
John concedeu entrevista para a edição de abril da revista Guitar Player onde ele fala sobre por que deixou os Chili Peppers, sua nova fase na música eletrônica e mais. Em PT/BR.
ENTREVISTA DE JOHN FRUSCIANTE PARA A PREMIER GUITAR
Dia 03/mar/2014 foi publicada uma matéria com uma longa entrevista com John Frusciante no site da revista americana Premier Guitar. Confira a entrevista traduzida em PT/BR.
NOVO ÁLBUM DE FRUSCIANTE: ENCLOSURE
Um novo álbum de John Frusciante está para sair e já tem data: 8 de abril. Enclosure já está dando o que falar em sites e revistas especializadas em música no Japão e nos EUA.
ENTREVISTA EXCLUSIVA COM O BLACK KNIGHTS
O Universo Frusciante mais uma vez entrevista pessoas que fazem parte do "universo Frusciante". Confira a entrevista que fizemos com o grupo Black Knights.
ASSISTA A ENTREVISTA DE JOHN E OS BLACK KINGHTS PARA A HEAVYWEIGHTS RADIO REALIZADA ONTEM, 29/01/2014
ENTREVISTA DE JOHN E OS BLACK KINGHTS PARA A HEAVYWEIGHTS RADIO - LEGENDADO
Assista a entrevista legendada em PT/BR de John Frusciante junto com os Black Knights para a Heavyweights Radio, realizada no dia 29/01/2014.
JOHN FRUSCIANTE IRÁ LANÇAR EP COM OMAR RODRIGUEZ-LOPEZ EM NOVO PROJETO - O KIMONO KULT
JOHN FRUSCIANTE IRÁ LANÇAR EP COM OMAR RODRIGUEZ-LOPEZ EM NOVO PROJETO
John está em um novo projeto, o Kimono Kult - que lançará seu primeiro EP dia 04 de março pela Neurotic Yell Records, gravadora de Nicole Turley (que também faz parte do projeto) esposa de Frusciante.
John Frusciante em
JOHN FRUSCIANTE EM "THE HEART IS A DRUM MACHINE" - LEGENDADO (PT/BR)
Legendamos o depoimento de 45 minutos de John ao "The Heart is a Drum Machine", um documentário de 2008 de Christopher Pomerenke, que faz a pergunta: "O que é música?".
ENTREVISTA EXCLUSIVA COM BRAM VAN SPLUNTEREN
ENTREVISTA EXCLUSIVA COM BRAM VAN SPLUNTEREN
Entrevistamos Bram Van Splunteren, ninguém mais ninguém menos que o maior documentarista da história do RHCP. Ele documentou o antes e o depois de John em 1994.
John Frusciante tentou salvar Layne Staley
JOHN FRUSCIANTE TENTOU SALVAR LAYNE STALEY
John teria tentado salvar Layne do vício de drogas que o matou em 2002.
Nova entrevista de John para a Billboard (PT/BR)
NOVA ENTREVISTA DE JOHN PARA A BILLBOARD (PT/BR)
Confira a tradução completa da forte entrevista que John Frusciante deu para a Billboard, publicada no site no dia 19 de agosto de 2013.
Sessão de fotos de John Frusciante - Por Mike Piscitelli
SESSÃO DE FOTOS DE JOHN FRUSCIANTE - POR MIKE PISCITELLI
O fotógrafo Mike Piscitelli liberou uma galeria de fotos de John Frusciante em seu site.
As fotos foram tiradas em Julho de 2012.
Entrevista Exclusiva com Toni Oswald
ENTREVISTA COM TONI OSWALD CONCEDIDA PARA O UNIVERSO FRUSCIANTE
John e Toni viveram um tempo mágico juntos na adolescência. Hoje os dois compartilham uma paixão pela Arte.
John Frusciante em 45º
GUITAR WORLD
A revista elegeu Eddie Van Halen como o maior guitarrista de todos os tempos.
John Frusciante aparece em 45º.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Anthony Kiedis faz uma série de elogios a John Frusciante

Anthony Kiedis esteve em um evento especial da livraria Barnes & Noble em Nova York no final de novembro e falou bastante a respeito do ex guitarrista do Red Hot Chili Peppers, John Frusciante.


Primeiro, ao ser questionado sobre como Frusciante lidou com o fato de ser fã da banda onde estava tocando, ele revelou:

Deveria ter sido extremamente difícil, mas foi muito fácil. Havia algo nele que estava além do fã típico, porque ele também era fã de muitos outros músicos, nós não éramos seu foco principal. Nós éramos um dos tantos artistas que o inspiravam para criar música das mais diferentes maneiras que ele havia estudado, mas ele havia feito o mesmo com Frank Zappa e tantos outros. Quanto mais o conhecia, mais aprendi sobre a profundidade do seu conhecimento musical. Ele não era vivo tempo o suficiente para aprender sobre tudo aquilo, mas aprendeu. A transição foi que nós éramos indivíduos arrogantes naquele ponto de nossas vidas, jovens, estúpidos, rudes e egoístas.

“Sempre serei grato e irei me considerar um homem de sorte por ter conhecido essa pessoa”

Éramos pequenos idiotas, para falar a verdade, e depois crescemos, e ainda bem que as pessoas não nos largaram. Mas ele tornou tudo fácil, divertido, ele era um verdadeiro estudante de música e arranjos. Eu só precisava lhe mostrar uma ideia minúscula para uma música, tipo “eu tenho esse verso, tenho essa melodia,” e ele falava, “ótimo! vamos para o quintal e terminamos a canção.” De alguma maneira essa barreira dele ser um fã não existia, ela desapareceu assim que nos cumprimentamos e começamos a tocar.

Kiedis ainda falou sobre como Frusciante teve problemas ao lidar com a fama, algo que deve ter ficado com o guitarrista durante toda sua carreira a ponto dele dizer que nunca mais quer estar em uma banda:

Ele era jovem, bonito, talentoso e de repente tinha algum dinheiro no bolso. Eu acho que esse nível de adoração é difícil para seres humanos, eu não acho que ninguém receba essa quantidade de adoração e lide bem com ela. É estranho, você se torna egoísta, cheio de si, porque todo mundo está te dando atenção. Não tem como ninguém lidar direito com isso. Algumas pessoas acabam morrendo por causa disso, como jovens atores, “Você é o melhor de todos os tempos. Oh – você passa pela puberdade então.” É algo muito difícil, e acho que foi difícil para John, acho que o acertou de maneira pesada.

Eu não acho que ele tenha sido preparado para tudo isso, tanta coisa ficou estranha e mudou tão rápido. Fizemos muito em pouco tempo, e tudo se evaporou rapidamente, aí ele voltou e fizemos mais um monte de coisas. Nós claramente fomos feitos para compor música juntos, e escrever letras juntos, e ter as experiências caóticas que tivemos. Sempre serei grato e irei me considerar um homem de sorte por ter conhecido essa pessoa com quem eu posso sentar para escrever músicas de uma maneira tão fácil."

Tradução: Tenho Mais Discos Que Amigos
Fonte: Alternative Nation

sábado, 29 de novembro de 2014

Gear: Stadium Arcadium - John Frusciante


"O meu conceito para o disco era fazer a música se revelar do começo ao final da canção. Algumas faixas crescem em intensidade mais do que outras, mas todas elas tem vários elementos que vão sendo adicionados conforme a música avança"
- Guitar Player, Novembro de 2006


GUITARRAS:


1962 Fender Stratocaster

"[Eu usei] Principalmente minha Fender Stratocaster Sunburst de '62 que eu usei em "By The Way" e na turnê. Ao mesmo tempo, eu usei uma Stratocaster Olympic White que eu comprei recentemente. Uma ótima guitarra com um vibrato flutuante, que é muito legal porque você pode usar o tremolo em ambas as direções. Eu usei essa guitarra para alguns solos e para os ensaios. Mas antes de irmos para o estúdio eu realizei audições entre essas duas guitarras - e a Sunburst ganhou quase todas as vezes. Mesmo que eu pensasse que a Olympic White era a melhor guitarra, mas quando eu tentei os riffs em ambas as guitarras, a Sunburst era na maioria das vezes superior. No entanto, a Olympic White é muito boa. Limitei-me a essas duas guitarras, basicamente."
- Gitarre & Bass (DE), Maio de 2006

"Quase todas as vezes eu mudei o som da minha guitarra depois que eu gravei. Usei as mesmas guitarras e amplificadores que sempre uso: Minha sunburst '62 Strat e '61 Strat Olympic White divididas por um Boss Chorus Ensemble CE-1, pela saída estéreo em que se divide o sinal para o meu Marshall Major 200 watts e  o Marshall Silver Jubilee."
- Guitar World, Julho de 2006

"Aquela coisa no final do Wet Sand - foi as guitarras que soaram como um cravo - são apenas os agudos que consegui na Stratocaster, três faixas em harmonia uns com os outros, jogando o mesmo riff que você ouve na primeira parte desse ciclo em que seção. Mas eu gravei com a fita desacelerada, de modo que, quando se acelerou soou como um cravo."
- Total Guitar, Agosto de 2006





1955 Fender Stratocaster

"[Em Dani California] Usei um timbre direto de Strato na primeira parte da primeira estrofe. Na segunda parte, o sinal da guitarra é dividido e colocado em estéreo, com o som original à esquerda e o processado com o meu sintetizador modular Doepfer, à direita."
- Guitar Player, Novembro de 2006






1961 Fender Stratocaster

"Eu usei uma Stratocaster Olympic White que eu comprei recentemente. Uma ótima guitarra com um vibrato flutuante, que é muito legal porque você pode usar o tremolo em ambas as direções. Eu usei essa guitarra para alguns solos e para os ensaios. Mas antes de irmos para o estúdio eu realizei audições entre essas duas guitarras - e a Sunburst ganhou quase todas as vezes. Mesmo que eu pensasse que a White era a melhor guitarra, mas quando eu tentei os riffs em ambas as guitarras, a Sunburst era na maioria das vezes superior. No entanto, a Olympic White é muito boa. Limitei-me a essas duas guitarras, basicamente."

- Gitarre & Bass (DE), Maio de 2006



1969 Gibson Les Paul Custom
"[Em Make You Feel Better] Os overdubs na estrofe e refrão finais foram tocados numa Les Paul, com o original à esquerda e um eco levemente fora do tempo à direita. Este foi um dos últimos overdubs do disco, e levou o final a um nível mais alto."
- Guitar Player, Novembro de 2006

"Dobrei a linha final de baixo de Flea com uma Les Paul [em We Believe]."
- Guitar Player, Novembro de 2006

"Eu toco uma Les Paul de 1969, em "Readymade"."
- Gitarre & Bass (DE), Maio de 2006

"Há uma outra canção que eu usei a Les Paul. Ela é chamada de “Whatever We Want”. Além disso, não havia uma grande variedade de guitarras"
- Gitarre & Bass (DE), Maio de 2006

"Eu também tenho uma '69 Les Paul que eu toco no Marshall Silver Jubilee."
- Guitar World, Julho de 2006


VIOLÕES:

Martin 0-15











PEDAIS:

- Boss CE-1 Chorus Ensemble

"A parte principal [de Animal Bar] tem ondas feitas com o controle de volume, um wah e um pedal de chorus, mas usei o pedal de wah de uma maneira totalmente diferente. [...] O efeito de chorus está no máximo em alguns pontos, assim como o Holy Grail, ajustado no modo Spring."
- Guitar Player, Novembro de 2006

"[As Guitarras são] divididas por um Boss Chorus Ensemble CE-1, pela saída estéreo em que se divide o sinal para o meu Marshall Major 200 watts e  o Marshall Silver Jubilee."
- Guitar World, Julho de 2006

- Boss DS-1 Distortion
- Boss DS-2 Turbo Distortion

"[Em Dani California] No refrão, dobrei as partes de guitarra, que foram tocadas com um pedal DS-2 Turbo Distortion."
- Guitar Player, Novembro de 2006

"[Eu uso] um pedal de distorção da Boss [geralmente um DS-2, mas às vezes um DS-1] e meu Ibanez WH-10"
- Guitar World, Julho de 2006

- Electro-Harmonix English Muff'n

"Nas guitarras de harmonia [de Especially In Michigan], usei um pedal de distorção Electro-Harmonix English Muff'n, que adoro. Tem uma quantidade enorme de médio-agudos e agudos, e pode soar brilhante demais, então girei o botão de tonalidade da guitarra para baixo e usei o captador do meio para conseguir o som mais sombrio e brando possível."
- Guitar Player, Novembro de 2006

"[Em C'mon Girl] Usei o mesmo som com Muff''n de "Especially in Michigan" e o mesmo efeito de reverb ao contrário com filtro de "Stadium Arcadium". O solo no final foi gravado ao vivo."
- Guitar Player, Novembro de 2006

"As três guitarras [de She Looks To Me] da harmonia no final foram feitas com o English Muff'n, passadas pelo phaser Analogue Sustems e mixadas em dois canais, com pan bem à esquerda e à direita."
- Guitar Player, Novembro de 2006

"O solo final [de We Believe] foi feito com o English Muff'n e tratado depois com um DOD Analog Delay, cujo controle de feedback girei manualmente para conseguir um efeito controlado de feedback de eco."
- Guitar Player, Novembro de 2006

"Eu usei o novo Electro-Harmonix English Muff'n, também, que é muito legal e é um drive/distorção valvulado."- Guitar World, Julho de 2006

- Electro-Harmonix Holy Grail Reverb

"[Em Strip My Mind] No solo, usei um pedal de fuzz Electro-Harmonix Big Muff Pi e um Reverb Holy Grail. Rick Rubin deixou o volume no máximo na primeira nota do solo para dar uma característica explosiva quando ele entra."
- Guitar Player, Novembro de 2006

"[Em Hey] Acho que deixei o pedal de reverb Holy Grail ligado durante toda a canção."
- Guitar Player, Novembro de 2006

"[Em Animal Bar] O efeito de chorus está no máximo em alguns pontos, assim como o Holy Grail, ajustado no modo Spring."
- Guitar Player, Novembro de 2006

- Electro-Harmonix Big Muff Pi

"[Em Strip My Mind] No solo, usei um pedal de fuzz Electro-Harmonix Big Muff Pi e um Reverb Holy Grail. Rick Rubin deixou o volume no máximo na primeira nota do solo para dar uma característica explosiva quando ele entra."
- Guitar Player, Novembro de 2006

"E, claro, eu sempre uso um Big Muff e um pedal de distorção da Boss [geralmente um DS-2, mas às vezes um DS-1] e meu Ibanez WH-10 wah."
- Guitar World, Julho de 2006

- Electro-Harmonix POG Polyphonic Octave Generator

"[Em Snow ((Hey Oh))] Durante o final, usei um Electro-Harmonix POG, que adiciona diversas oitavas e faz a guitarra soar como um órgão."
- Guitar Player, Novembro de 2006

 "Há também um som parecido com um órgão no segundo refrão [de She Looks To Me], feito com o POG."
- Guitar Player, Novembro de 2006

"Eu uso o novo POG [Polyphonic Octave Generator] da Electro-Harmonix, que é o que está fazendo com que o som da guitarra soe como um órgão em "She Looks To Me" e "Snow ((Hey Oh))."
- Guitar World, Julho de 2006

- Electro-Harmonix Electric Mistress Deluxe

"Usei um Electro-Harmonix Electric Mistress Flanger na ponte [de Hard To Concentrate]."
- Guitar Player, Novembro de 2006

- DOD 680 Analog Delay

"O solo final [de We Believe] foi feito com o English Muff'n e tratado depois com um DOD Analog Delay, cujo controle de feedback girei manualmente para conseguir um efeito controlado de feedback de eco."
- Guitar Player, Novembro de 2006

- Moogfooger MF-105 MuRF

- Moogfooger MF-105B Bass MuRF
- Moogfooger MF-101 Low-Pass Filter
- Moogfooger MF-103 12-Stage Phaser

"A segunda estrofe [de Dani California] começa com duas guitarras tocando em harmonia. Depois que elas foram gravadas, passei-as por um pedal Moog MF-105 MuRF seis vezes, e gravei os resultados em canais individuais. O MuRF é imprevisível e soou diferente em cada passagem. Continuei até conseguir uma tomada de que realmente gostei, embora tenhamos usado todos os seis takes combinados. No restante, o processo é o mesmo da primeira estrofe."
- Guitar Player, Novembro de 2006

"Há um ciclo de dois compassos [em Warlocks] sobre a segunda estrofe em que usei uma técnica inspirada em David Byrne e Brian Eno. Você inclui notas em pequenos espaços onde acha, em termos de ritmo, que há espaço para uma nota. Essas notas são gravadas em quatro ou cinco canais separados. E, embora não haja uma intenção consciente, todas as notas, em conjunto, criam um padrão. Depois, passei essas partes pelo MuRF, que enfatiza aleatoriamente certas notas, fazendo-as soar como se estivessem expirando, e não sendo tocadas. Adoro esse momento."
- Guitar Player, Novembro de 2006

"O solo [de Tell Me Baby] foi passado pelo MuRF."
- Guitar Player, Novembro de 2006

"Nós também usamos um digital delay e o novo pedal da Moogerfooger, que constrói partes legais chamado MuRF [MuRF significa “Multiple Resonance Filter”]. O sinal de entrada percorre uma série de oito sintonizadores tape-pass-filters que são acionados por um pattern-generator. Cada filtro tem a seu próprio envelope e controle de volume. O pattern-generator tem doze modelos de programação diferentes. [...] Efeitos totalmente loucos. Mas a maioria dos efeitos provavelmente saiu do MuRF. Um bom exemplo seria o solo de "Tell Me Baby". Quando você ouve a música que você acha que a guitarra é cortada em pedaços ... Eu não sei como explicar isso, mas é um efeito muito louco. Eu também usei os MuRF no trompete de Flea no segundo verso de "Death Of A Martian". "
- Gitarre & Bass (DE), Maio de 2006

"Depois que eu gravei as guitarras e as tratei com o meu sintetizador modular Doepfer A100 e os pedais Moogerfooger."
- Total Guitar, Julho de 2006

"Alguns efeitos são impossíveis de controlar, como o novo pedal MuRF da Moogerfooger. É basicamente uma série de 10 filtros que vão em um ritmo e você pode transformar cada frequência a qualquer momento. Eu usei isso no solo e no topo do verso de "Dani California", e eu também usei-o no trompete de Flea em "Death of a Martian"."
- Total Guitar, Agosto de 2006

AO VIVO - MOOGFOOGER:

"Quando começamos a ensaiar as músicas para apresentações ao vivo, foi bem chato, porque tudo soava muito vazio sem sintetizador modular e outros tratamentos que usamos no disco. Mas encontrei um maneira de me aproximar muito dos sons do álbum por meio de vários pedais Moogerfooger, controlados por dois CP-51 Control Processors".

"Tenho os pedais MuRF normal e Bass em minha pedaleira. Eles não apenas produzem sons como os do disco, como também podem surpreender, porque você nunca sabe o que esperar deles. Por exemplo, numa noite eu estava tocando acordes abertos com distorção ou algo assim e, quando adicionei o MuRF, ele começou a tocar uma das batidas de "bateria" mais legais que já escutei. Na noite seguinte, tentei fazer a mesma coisa, mas não consegui nem chegar perto. Você tem de deixar o pedal te levar para onde ele quiser".

"Tenho também três pedais Moogerfooger MF-101 Low-Pass Filter. Um deles está ajustado para fazer uma espécie de ua-ua-ua-ua ou um som de Leslie futurístico, modulando o filtro com o LFO do CP-51. Uso isso para simular sons do filtro de sintetizador modular em "Dani California" e algumas outras partes. Outro pedal de filtro é programado para produzir aquele som "marciano" super-rápido de filtro que emprego em "Death of Martian" e nas estrofes de "Tell Me Baby". O terceiro é usado para fazer qualquer outro tipo de som de envelope filter que eu possa querer. Por fim, tenho um MF-103 12-Stage Phaser, para emular os efeitos de phaser do Analogue Systems, e um MF-102 Ring Modulator".

"É uma questão de transferir a energia e, em algumas noites, posso facilmente criar o mesmo efeito pulando feito louco no momento de um canção em que, no álbum, fiz alguns tratamentos. Ou talvez Chad [Smith, baterista] simplesmente toque com mais intensidade nesses pontos - contanto que haja algum tipo de movimento. A banda ganhou uma nova energia desde que começamos a nos dar melhor, e estamos voando no palco. Você pode me colocar lá em cima sem efeitos e com apenas um pequeno combo e, mesmo assim, eu me sentiria ótimo - contanto que haja essa troca de sentimento entre nós".
- Guitar Player, Novembro de 2006

- Ibanez WH-10 V1


"[Eu uso o] meu Ibanez WH-10"

- Guitar World, Julho de 2006

"Eu comprei um monte de diferentes pedais wah porque havia tantos momentos do álbum que íamos ter wah-wah que nós não queríamos que todos eles sejam o mesmo. O meu favorito ainda é o Ibanez (WH-10), eles não fabricam mais deles, os bastardos! Omar [Rodriguez-Lopez, do Mars Volta] esta agora viciado neles e ele está os comprando em todo o lugar."
- Total Guitar, Agosto de 2006

- Dunlop Cry Baby DB-02 Dime Custom


"O modelo de Dimebag [Jim Dunlop Crybaby Dimebag from Hell DB-02] foi outro que eu usei em certos pontos do álbum. Eu não gosto tanto como o Ibanez, mas é o melhor que eu encontrei."
- Total Guitar, Agosto de 2006


SINTETIZADOR:

- Doepfer A-100

"Há apenas algumas faixas, em que a guitarra não funcionam através do sintetizador."
- Gitarre & Bass (DE), Maio de 2006

"[Em Dani California] Usei um timbre direto de Strato na primeira parte da primeira estrofe. Na segunda parte, o sinal da guitarra é dividido e colocado em estéreo, com o som original à esquerda e o processado com o meu sintetizador modular Doepfer, à direita. O sinal da fita é usado para adicionar um gerador de envelope (ou ADSR), que responde à dinâmica e usa essa informação para controlar dinamicamente um filtro que acentua os graves. Ao contrário de um pedal de envelope filter, essa configuração me permite criar muito mais sons do que simples efeitos de wah. [...] Na ponte, a guitarra-base é processada com o LFO (oscilador de baixa frequência) do Doepfer controlando seu filtro de agudos, para que o filtro abra e feche de forma rítmica. A bateria também é filtrada, para que fique pequena e direcionada para um lado no começo, e depois cresça gradualmente e se expanda através de todo o espectro estéreo, o que permite que você escute o tratamento da guitarra com mais clareza."
- Guitar Player, Novembro de 2006

"Nas partes rítmicas [de Storm In A Teacup], usamos o mesmo efeito de envelope filter de "Dani California"."
- Guitar Player, Novembro de 2006

"Bem no final da música [Snow ((Hey Oh))], criei um arpejo articulado com três partes de guitarra distorcida, cada uma tocando uma nota do arpejo, em canais separados. Normalmente, se você tenta tocar esse tipo de linha com um pedal de distorção, as frequências se chocam e as notas embolam. Mas, dessa maneira, cada nota fica clara e dá a impressão de ser apenas uma guitarra. Toquei também as mesmas partes em um sintetizador, inseridas tão baixo na mixagem que você quase não consegue escutá-las, mas o trecho fica bem diferente sem esses sons sintetizados."
- Guitar Player, Novembro de 2006

"Usamos o LFO do Doepfer na parte principal da guitarra [de We Believe], e há também alguns canais de feedback de harmonia passados pelo MuRF, na abertura da segunda estrofe."
- Guitar Player, Novembro de 2006

"Quando começamos a ensaiar as músicas para apresentações ao vivo, foi bem chato, porque tudo soava muito vazio sem sintetizador modular e outros tratamentos que usamos no disco. Mas encontrei um maneira de me aproximar muito dos sons do álbum por meio de vários pedais Moogerfooger, controlados por dois CP-51 Control Processors."
- Guitar Player, Novembro de 2006

"Eu tenho trabalhado no timbre da minha guitarra, criando efeitos com um sintetizador como Omar Rodríguez, que tem muitos pedais de efeito na sua pedaleira. Nós dois estamos tentando criar texturas com som. Eu amo a expressão rítmica do Hip-Hop, então eu venho tentando aplicá-la com o rock Nem tudo tem que ser perfeito como o som que esses caras fazem com seus computadores. Digo: Deixe o computador e veja o que você pode fazer sozinho. Na década de 60 os álbuns dos Rolling Stones tinham todo tipo de percussões, guitarras e bateria, e soava bem. Eu acho que a boa música não está atingindo as pessoas, e o mau do pop".
- Clarin.com, Abril de 2006

"Eu coloquei a faixa de guitarra, por exemplo, através do meu Modular-Synthesizer, depois que ela foi gravada. E isso foi muito engraçado. Porque você pode mexer em tudo e todos os botões. Afinal, você pode usar as duas mãos: então você pode girar todos os botões e testar tudo para a música que você criou anteriormente na guitarra. Você nunca poderia fazer isso ao vivo, a menos que você tivesse dois cérebros e quatro mãos.No estúdio, isso não é um problema real. Gravamos a faixa de guitarra na fita primeiro, depois passamos para o Modular-Synthesizer e de lá de volta para a fita de novo. Mas não foi sempre o Modular-Synthesizer."
- Gitarre & Bass (DE), Maio de 2006

"Na canção "Animal Bar", por exemplo, eu uso os pedais para criar um som de guitarra que soa como um sintetizador. Eu não costumo usar os pedais. Muitas das vezes, quando eu gravei as partes de guitarra, eu as passava através do sintetizador e então eu passava elas para a fita de novo."
- Kerrang!, Maio de 2006

"Sim, as únicas músicas com keyboards são a segunda estrofe de "Wet Sand" e um sintetizador em "Charlie", que é muito óbvio, paralelo ao solo de guitarra. O resto do tempo sou eu com a minha guitarra que soa através do sintetizador, juntados e processados por aparelhos de eletrônicos. Na verdade, quando o synth foi criado ele não não era como as pessoas conhecem hoje em dia, foi um aparelho eletrônico que existia na ciência, e ai vem sendo aproveitado pelos músicos desde os anos cinquenta. Dessa forma eu estou usando hoje, apenas para mudar os sons tradicionais. Eu não vou começar a tocar um teclado neste momento da minha vida. Eu vou usar alguma coisa que enriquece o meu som e o muda, seja isso um filtro, uma reverberação, ou distorção simples, aumentando e abaixando o volume, um leslie speaker ou  um flanger, como engenheiro de Hendrix fez no Electric Ladyland, é assim que eu trabalhei em "Dani California". Eu estou tentando fazer o possível para experimentar com os sons, com sintetizadores, consoles, mixagens, efeitos, o ar do estúdio, a amplitude do som e até mesmo a relação entre o lugar que eu estou tocando e meu amplificador."
- Rolling Stone (MEX), Maio de 2006

"Quando eu uso um sintetizador, este tipo de filtro permite que o ar mova para dentro e para fora. Ele cria uma ilusão de movimento. Então eu faço a guitarra mudar muito pouco. E, de repente, há uma explosão de som. O sintetizador modular pode distorcer a realidade, e muda-lá. Eu não uso a sua função primária - sintetizado som. Eu só estou interessado em lidar com um instrumento real. A coisa mais importante era encontrar lado rock da banda, e captar a energia de tocar ao vivo."
- Teraz Rock, Maio de 2006

"Depois que as guitarras eram gravadas, eu pegava a fita de gravação e as processa por meio de meu sintetizador modular. Muitas pessoas podem pensar que estão ouvindo efeitos ou até mesmo um teclado sintetizador, mas não é isso que eu estava usando. Há partes de um sintetizador compõe o som, e partes de um sintetizador que processa som. E eu estava usando apenas as partes que processam o som, como filtros, LFOs [osciladores de baixa frequência, que criam efeitos como vibrato e tremolo] e envelope generators [que afetam nas características do attack e sustain]."
- Guitar World, Julho de 2006

"Agora eu estou realmente usando [o Doepfer] como um grande efeito guitarra - usando o sinal da guitarra, em vez de osciladores, como alguma fonte de som. Estou muito inspirado com o que Jimi Hendrix estava fazendo com sua guitarra nas sessões de Electric Ladyland, ou o que George Clinton estava fazendo com a guitarra de Eddie Hazel [em álbuns do Parliament/Funkadelic] ou o que Brian Eno estava fazendo com a guitarra de Robert Fripp [nas suas colaborações assim como em "Heroes" do David Bowie]. Eram pessoas que não queriam um som inerte; eles queriam ouvir algum tipo de movimento acontecendo o tempo todo. Essa ideia foi muito importante para mim neste álbum. De certa forma eu fui mais longe do que eu alguma vezes poderia ir, e de certa forma eu também não fui tão longe como eu teria almejado. Nosso estilo de mixagem me proibia usar a oscilação de volume na bateria, guitarra e baixo o tempo todo como no Electric Ladyland. Mas, pelo menos, minhas guitarras estão em constante estado de movimento. Por exemplo, em "Tell Me Baby" quando se vai do solo de guitarra de volta para o verso, parece que é duas faixas de guitarra diferentes registrados em dois momentos diferentes, mas na verdade é a mesma faixa com dois tratamentos diferentes no sintetizador modular. Eu estava constantemente executando o que estava gravado na fita através do modular e regravando isso de volta para a fita."
- Guitar World, Julho de 2006

"[Na segunda estrofe da música "Stadium Arcadium"] é um piano passando por um sintetizar modular, provavelmente um filtro high-pass filter com o ganho que está sendo alterada por um LFO. [GW: Há muitas partes assim no álbum] Sim, essa é um das minhas configurações favoritas. Fiz isso para os vocais, e para minha guitarra."
- Guitar World, Julho de 2006

"Algumas configurações [do Doepfer] lembra algo como um alto-falante giratório."
- Guitar World, Julho de 2006

"Mas normalmente eu só estou emulando [os auto-falantes giratórios da Leslie por] uma versão eletrônica com o sintetizador modular, o que lhe dá muito mais controle sobre o ritmo e todos os outros parâmetros. Para meu ouvido, soa como uma versão espacial de como uma Leslie soaria."
- Guitar World, Julho de 2006

"Depois que eu gravei as guitarras e as tratei com o meu sintetizador modular Doepfer A100 e os  pedais Moogerfooger. É a ideia de  alterar o som depois de ter tocado e não deixar nada ser inerte para que o som esteja em um estado constante de mudança. Essa ideia foi muito importante para mim."
- Total Guitar, Julho de 2006

"Às vezes eu estou experimentando com o sintetizador modular, e às vezes eu ouço o som claro em minha cabeça e eu sei exatamente o que tenho que fazer."
- Total Guitar, Agosto de 2006

TRATAMENTO DE SOM/OUTROS:

- Leslie [Auto-Falantes Giratórios] 

"A única vez que eu usei um auto-falantes giratórios Leslie foi no final de "Death of a Martian". Quando ele vai para o Outro, ouve a guitarra, por si só, e em seguida, uma outra guitarra vem, a duplicação daquela mesma parte. Isso é realmente uma Leslie."
- Guitar World, Julho de 2006

"Toquei com uma Leslie na parte A. O engenheiro também usou um truque, que tem a ver com colocar o sinal levemente fora de fase consigo mesmo, para fazer com que as guitarras pareçam se projetar para fora das caixas de som."
- Guitar Player, Novembro de 2006

- Mellotron

"[Em Dani California] Usei um timbre direto de Strato na primeira parte da primeira estrofe. Na segunda parte, o sinal da guitarra é dividido e colocado em estéreo, com o som original à esquerda e o processado com o meu sintetizador modular Doepfer, à direita. O sinal da fita é usado para adicionar um gerador de envelope (ou ADSR), que responde à dinâmica e usa essa informação para controlar dinamicamente um filtro que acentua os graves. Ao contrário de um pedal de envelope filter, essa configuração me permite criar muito mais sons do que simples efeitos de wah. Depois, essas duas partes se repetem e, enquanto estou sustentando o acorde que faz a transição para o refrão, uma parte de cordas com Mellotron sobe lentamente por trás da guitarra. Você quase não escuta o Mellotron, mas é o que dá a sensação de que algo muito grande está para acontecer."- Guitar Player, Novembro de 2006

- Analogue Systems Phase Shifter

"[Em Dani Calfornia] Há várias partes adicionais de harmonia na segunda metade do terceiro refrão, posicionadas em dois grupos com pan para cada lado. Além disso, Eddie Kramer apareceu e mostrou ao nosso engenheiro como fazer phaser de fita ao estilo anos 60, que usamos na parte que sai do refrão."
- Guitar Player, Novembro de 2006

"[Em Strip My Mind] As melodias na segunda estrofe são duas guitarras tocando em harmonia, processadas por um Analogue Systems Phase Shifter, que, ao contrário de um típico phase shifter, tem um alcance bem amplo, assim como um controle de ressonância. Quando você passa duas ou mais harmonias por ele e ajusta a ressonância bem devagar em frequência, ele favorece uma nota, com tudo se movendo de forma circular. Às vezes, quando três notas estão tocando juntas, uma quarta nota é criada a partir das frequências e harmonias. Fiz a mesma coisa em "She Looks To Me", mas com acordes em vez de notas individuais."
- Guitar Player, Novembro de 2006

"[Em "Desecration Smile"] As guitarras da harmonia são tratadas com o mesmo efeito de phaser usado em "Strip My Mind"."
- Guitar Player, Novembro de 2006

"[Em "She Looks To Me"] As três guitarras da harmonia no final foram feitas com o English Muff'n, passadas pelo phaser Analogue Sustems e mixadas em dois canais, com pan bem à esquerda e à direita. Normalmente, quando os sons estão se movendo de uma caixa para outra, você escuta exatamente onde eles estão, mas, com este processo, certas notas saem da esquerda e podem ou não sair da direita. Como a frequência do phaser está se movendo bem lentamente, cria um efeito tranquilizador."
- Guitar Player, Novembro de 2006

"O solo [de Animal Bar] é processado com efeito de phaser estéreo do Analogue Systems Phaser."
- Guitar Player, Novembro de 2006

- Delta Labs Effectron II Delay Digital

"[Em Dani California] Toquei o solo original quando gravamos as bases e o dobrei mais tarde, exceto pela parte de wah super-rápida no final, que foi muito difícil de reproduzir com exatidão. Então, passei aquela parte por um delay digital Delta Labs Effectron II ajustado em um delay rápido, com apenas uma pitada de modulação lenta."
- Guitar Player, Novembro de 2006

"[Em She's Omly 18] Os efeitos de delay nas estrofes e no solo foram inspirados em If 6 Were 9, de Hendrix. Eles foram processados com o Effectron II, ajustado para um delay rápido com um pouco de modulação para dar movimento. O engenheiro criou também um reverb ao contrário muito bom para os vocais nos refrões."
- Guitar Player, Novembro de 2006

- EMT 250 Reverb Digital

"No solo [de Stadium Arcadium, viramos a fita e passamos o som por um reverb digital EMT 250 vintage, gravado em um canal separado. Quando a fita fosse virada novamente, o reverb estaria invertido e começaria antes da guitarra. Depois, tratamos o som do reverb com um filtro que deixa passar apenas os graves, assim, você não ouve apenas as notas aparecendo da guitarra não-processada, elas ficam girando e o som aparentemente surge do nada. Na segunda estrofe, desaceleramos a fita e palhetei algumas tríades bem rápido. Depois, passamos pelo EMT 250, fazendo-as soar como bandolins futurísticos do espaço."
- Guitar Player, Novembro de 2006

"Na ponte [de Slow Cheetah], criei ondas com o controle de volume da guitarra, que passamos pelo EMT 250, regulado na maior e mais longa configuração, criando um som parecido com estrelas rasgando o espaço."
- Guitar Player, Novembro de 2006

"[Em C'mon Girl] Usei o mesmo som com Muff''n de "Especially in Michigan" e o mesmo efeito de reverb ao contrário com filtro de "Stadium Arcadium"."
- Guitar Player, Novembro de 2006

MICROFONES:

Guitarras:
- Shure SM57
Royer R-121

Violão:
- Telefunken Ela M250

"Uso um Shure SM57 posicionado a alguns centímetros do cone. Em algumas faixas, o engenheiro Ryan Hewitt adicionou um microfone de fita Royer R-121, posicionado a uns 4 metros, para captar um pouco do som da sala. Usamos um microfone condensador valvulado Telefunken Ela M250 nos violões."
- Guitar Player, Novembro de 2006

AMPLIFICADORES:


Marshall Silver Jubille 1
 - Cabeçotes Marshall Major e Silver Jubilee (edição especial). Caixas Marshall 4x12 com alto-falantes Celestion originais de fábrica.
Marshall Major
Marshall Silver Jubilee 2

"Os amplificadores foram colocados no quarto com a bateria. Isso nos deu a atmosfera que as bandas dos anos 60 tinham, eles sempre fizeram isto deste modo. Na década de 70 os amps foram levados para outra sala, e isso fez essa atmosfera desaparecer. Estamos tentando reviver isso. É por isso que o álbum é cheio de feedbacks. Eles não podem ser evitados, por vezes, é como se todo o som fosse se partir... Eu gosto de fazer isto, o tanto quanto pudermos. O novo álbum é muito importante para mim, porque eu parei de tocar cuidadosamente. Eu tenho limitações. Eu queria que a guitarra brilhasse o máximo possível."
- Teraz Rock, Maio de 2006


OBS: John Frusciante utilizou os mesmos amps na turnê do álbum (2006-2007).





Todo material aqui contido foi retirado de entrevistas e citações de John Frusciante, entrevistadores ou pessoas ligadas a ele - e imagens dos seus equipamentos durante a gravação e turnê do álbum.

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Gear: By The Way - John Frusciante

John Frusciante effects depois de trazer o Gear: Californication - John Fruscianteelaborou o guia sobre os equipamentos utilizados por John Frusciante em By The Way. O álbum não possui entrevistas totalmente voltadas sobre essas informações ou imagens do período e por isso há uma carência sobre o que é utilizado no álbum por completo - mas essa postagem reune tudo que foi citado sobre os equipamentos em entrevistas durante e posteriores ao lançamento do trabalho.


"Eu queria um álbum com mais dimensão, mais sons diferentes e mais movimentos nas progressões de acordes. E também que fosse mais divertido."
- Guitar World (USA), Julho de 2002


GUITARRAS:


1962 Fender Stratocaster

"A guitarra que mais usei no By The Way foi a minha Stratocaster 62'."
- Tonal Telepathy, Agosto de 2002

John Frusciante utilizou principalmente uma Fender '62 Stratocaster com um pescoço de rosewood para as gravações do álbum. Timbres limpos eram importantes, Frusciante explica, "porque eu estava tocando muito mais acordes, e acordes que não eram somente suas tríades ou algo do tipo, e eu queria que todos esses intervalos fossem notados claramente."
- Guitar World (USA), Julho de 2002

"A Stratocaster '55 tem o timbre um pouco mais limpo e ela sempre pareceu soar melhor para o que eu queria em Califonication, mas para este álbum, a '62 soava melhor - o sustain era melhor - então usei ela praticamente por todo o caminho, além de SG e em algumas canções."
- Total Guitar, Agosto de 2002

"Então, quando os caras me perguntaram sobre se reunir novamente a banda eu disse que que precisava então de uma Stratocaster. Com isso Anthony me emprestou algum dinheiro e fomos a Guitar Center e eu comprei uma '62 com a escala em rosewood - e eu a usei em praticamente todas as faixas de By The Way."
- Guitarist Magazine, Junho de 2003

1955 Fender Stratocaster

Utilizada nas canções "The Zephyr Song" e "I Could Die For You" e em algumas partes do álbum.









1961 Gibson SG Custom

John usou outras guitarras para as sessões de By The Way, mas as faixas em que foram usadas não fazem parte do álbum. "Tivemos algumas músicas mais pesadas que não entraram no álbum, por terem um som mais pesado e distorcido - em algumas eu usei uma SG através de um Marshall que é dobrado com uma distorção", John se lembra. "Para mim, esse é o tipo final de distorção do som. Eu tenho uma excelente SG de 1961 - Vincent também descobriu ela para mim - ela tem P90s e eles são realmente ótimos. Nós também fizemos uma faixa de 15 minutos chamada "Strumming In D On J", o título significa literalmente "Dedilhando na escala de D (ré) na Jaguar" e espero que possamos lança-la, porque é uma música funky muito boa.".
- Guitarist Magazine, Junho de 2003


1955 Gretsch White Falcon

"A [Gretsch White Falcon 55'] eu só usei em Tear."
- Tonal Telepathy, Agosto de 2002

A única exceção notável foi a faixa "Tear", na qual John tocou sua grande e velha Gretsch White Falcon 55'. Que ele adquiriu com a ajuda especial de seu grande amigo, o ator e músico Vincent Gallo.
"Sim, Vincent descobriu ela para mim. É uma '57 (nota: não é uma '57 é sim '55) que antes era sua, mas ele tinha vendido a alguém e ele teve que comprá-la de volta. Ele é realmente uma mão na roda e um negociante, sabe?" diz John de seu amigo. "Ele é conhecido como ator e diretor, mas a sua verdadeira profissão é ser uma grande mão na roda e um revendedor!" Ele sorri. "Ele discutiu com esse cara e causou uma confusão feia para obtê-la de volta."
Você a queria porque ela parecia boa? "Não, eu queria ela porque Mattew Ashman, o guitarrista de Bow Wow Wow, usou uma", afirma John. "A sua não era da década de cinqüenta, porém, foi feita nos os anos setenta, mas é por isso que eu queria uma. Naquela época ele e Bernard Sumner do New Order foram os dois guitarristas que eu estava realmente encantado".
- Guitarist Magazine, Junho de 2003

1965 Fender Telecaster

"Em By The Way, toquei com as Teles mais do que com uma Strato."
- Vintage Guitar, Abril de 2009



                                                                 1963 Fender Telecaster



VIOLÕES:

Taylor/Taylor 314 CE


Para as partes acústicas, ele contou com alguns Taylors. "Eu nem sequer possuo um", acrescenta. "Nós os alugamos-los. Eles soaram bem para a gravação. Na música "Cabron", o violão esta com um capo. Eu realmente adoro usar um capo. Eu aprendi um monte de coisas do Johnny Marr recentemente, e ele parece sempre utilizar um capo. Há também um monte de violões com capo no álbum Aqualung do Jethro Tull, que eu estava ouvindo antes de compor "Cabron".
- Guitar World (USA), Julho de 2002

Os sons acusticos de By The Way forma gravados utilizando um Taylor, o produto Rick Rubin gosta deles. Frusciante não é grande fão dos Taylor's - ele prefere os Martin's.
- Guitarist Magazine, Junho de 2003

Martin 0-15

Foi utilizado nas partes acústicas de "Venice Queen".










PEDAIS:

- Ibanez WH-10 V1

"Usei o WH-10 na música Don't Forget Me, mas não há tanto wah em By The Way como nos álbuns anteriores. Eu só o liguei e o mantive em uma posição aguda. Eu realmente só precisava de um pouco de wah para essa música."
- Total Guitar, Agosto de 2002

Electro-Harmonix Electric Mistress Deluxe
Electro-Harmonix Big Muff

"Eu estou usando um monte de efeitos. Queríamos criar um verdadeiro sentido de atmosfera. Eu usei um pedal Line 6 de delay, um flanger da Electro-Harmonix e o Big Muff em muitas partes."
- Total Guitar, Agosto de 2002

- Digitech PDS-1002

Há um DigiTech digital delay na música "Don't Forget Me." "Eu toquei [double picked] 16th notes," Frusciante explica, "mas o eco está definido para onde ele está fazendo triplets. Essa música toda, aliás, é tocada somente nas cordas E (mizinha) e B (si)".
- Guitar World (USA), Julho de 2002

"Este riff foi bem considerado, pois Anthony canta sobre o meu delay me ajudando a desenvolver um grande efeito de fundo, usado em toda musica, dando mais tempo ao riff. Nos 70 você poderia utilizar como um solo, mas eu usei para colorir toda a estrofe."
- Tonal Telepathy, Agosto de 2002

- Line 6 DL4
- Line 6 FM4
- Boss FV-50 Volume

"Para "Don’t Forget Me", Eu usei envelope filter e eu estava usando o pedal de volume nessa música também - e junto a um DL4 da Line 6 em uma da configuração de delay que simulava o analógico onde que o som é constantemente realimentado."
- Total Guitar, Agosto de 2002

Electro-Harmonix Holy Grail

"Perto da finalização do álbum, por alguns overdubs, eu comecei a utilizar o pedal de reverb Holy Grail da Electro-Harmonix ".

- Guitar World (USA), Julho de 2002

TURNÊ/PEDAIS:





- Boss DS-2 Turbo Distortion [2002/2004]
- Electro-Harmonix Big Muff Pi USA [2002/2004]
- Boss PSM-5 Switch [2002/2003]
- Electro-Harmonix Holy Grail Reverb [2002/2004]
- MXR Micro Amp [2002/2004]
- Moog MF103 12-Stage Phaser [2002/2004]
- Ibanez WH-10 V1 [2002/2004]
- Boss CE-1 Chorus Ensemble [2002/2004]
- Boss FV-50 Volume [2002/2003]
- Z. Vex Fuzz Factory [2002/2003]
- Fender Tube Reverb 63' [2002/2003]
- Line 6 DL4 Delay Modeler [2002/2004]
- Line 6 FM4 Filter Modeler [2002/2004]
- Electro-Harmonix Electric Mistress Deluxe [2002/2004]
- DigiTech PDS 1002 Digital Delay [2002/2004]
- Dunlop Cry Baby 535Q [2004]



KEYS/SINTETIZADORES:

- Nord Keyboards - Nord Lead 2

"Na introdução Californication eu toquei algumas notas sobre o synth, mas na época eu não sabia realmente o que estava fazendo, eu tinha um instrumento medíocre. Agora faz mais sentido para mim, eu posso usá-lo com mais sabedoria. Mas ainda assim, estamos usando pouco, em sons suaves, não na base da música de qualquer maneira. Só Warm Tape foi composto usando um sintetizador, que eu usei nos ensaios. O resto são músicas de guitarra.Usando synth, conhecendo-o, tentando entender como ele funciona me permite ter uma nova abordagem à música. E para tocar guitarra, também."
- Tylko Rock (PL), Julho de 2002


- Doepfer A-100

Um grande sintetizador modular alemão é um dos novos brinquedos de Frusciante. Ele foi usado para processar algumas das faixas de guitarra em "Throw Away Your Television" e "Don't Forget Me."
- Guitar World (USA), Julho de 2002


AMPLIFICADORES:

- Marshall Major 
- Marshall Super Bass

"Sim, eu usei [os Marshalls Major e Super Bass] todo o tempo em estúdio."
- Tonal Telepathy, Agosto de 2002

Em By The Way, Frusciante usou um Marshall Major de 200 watts e Marshall Super Bass de 100 watts. Geralmente utilizando um destes em uma configuração estereo de som com algum outro amplificador de guitarra, tipicamente um Fender Showman Blackface conduzindo um Marshall.
- Guitar World (USA), Julho de 2002

- Fender Blackface Showman

"Uso também um reverb da Fender dos anos 50."
- Tonal Telepathy, Agosto de 2002

- Fender Tube Reverb 63'

"Eu estava usando um grande reverb de mola Fender dos anos 60. Eu usei-o com um sintetizador de modulação - que é o som que você ouve no refrão de "Throw Away Your Television". Como seria de se esperar pelo nome, ele tem "grande reverb", mas também tem um som realmente de grosso com um ótimo tom."
- Total Guitar, Agosto de 2002






"Eu usei reverb em grande parte deste álbum, como eu nunca tinha realmente feito antes", diz ele. "Essa é uma das principais diferenças entre o som da guitarra. Eu estava realmente influenciado por toda a surf music que eu tenho escutado. Eu tinha um velho Fender Spring Reverb."

- Guitar World (USA), Julho de 2002



TURNÊ/AMPLIFICADORES:


- Marshall Major
- Marshall 25/55 Silver Jubilee (2X)
" John usa um amplificador Marshall Major 200W com válvulas KT88 e um Silver Jubilee, juntos. Os amplificadores são usados simultaneamente através de um Boss Chorus CE-1 onde o sinal entra em mono e sai em estéreo. Então, dessa forma se o chorus está ligado ou não o sinal fica dividido para os dois cabeçotes. O Silver Jubilee é apenas um pouco sujo no volume que usamos."
 Os cabeçotes Marshall Major são difíceis de se encontrar, fomos capazes de encontrar somente três e nos conhecemos um cara chamado Mike Hill, que trabalhava na Marshall e ele nos disse que eles só fizeram cerca de 100 amplificadores desse - entre 1969 -1973. Eles são especiais porque em 200W você estar no seu volume máximo e ainda ele é realmente limpo. É basicamente como um amplificador de baixo. John soa tão limpo, com toda distorção ou overdrive é seu jeito de tocar a guitarra com os diferentes pedais. Se algo der errado e eu tenho que tirar o cabeçote Marshall para conferir, e - em seguida, quando você o coloca de volta, você realmente tem que regular ele tudo de volta. Você não pode simplesmente marcar os números que usa nele e os por novamente, porque do jeito que está configurado, o jeito que nós o usamos através das entradas significa que ele tem que ser corretamente regulado ou vai se tornar muito distorcido ou não vai ser enérgico o suficiente - mudando todo o timbre - ele é muito instável. Você tem que configurá-lo cerca de quatro vezes para encontrar o ponto certo. Eu estou acostumado com isso agora. "
- Dave Lee - Guitarist Magazine, Junho de 2003 

CABOS:

"Todo o equipamento com fio é Monster Cables. Eles soam bem e duram bem."
- Dave Lee - Guitarist Magazine, Junho de 2003


PALHETAS:

"John usa as Jim Dunlop 0,60 milímetros - laranjas. Existe uma história engraçada ligada a essas palhetas. O cara que faz elas estava perguntando se John queria uma personalizada e John achou isso engraçado, tipo foi um pouco rockstar demais, sabe? Então, quando nós estávamos na América do Sul estávamos em um aeroporto e um garoto viu a banda e, em seguida, ele olhou para mim e disse: Você é Dave Lee, o cara de John [Dave Lee, guy of John]. A história chegou ao cara que fabrica as palhetas e ele fez algumas com isso."
- Dave Lee - Guitarist Magazine, Junho de 2003


Todo material aqui contido foi retirado de entrevistas e citações de John Frusciante, entrevistadores ou pessoas ligadas a ele - e imagens dos seus equipamentos durante a gravação e turnê do álbum.

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