ENTREVISTA DE JOHN FRUSCIANTE PARA O RESIDENT ADVISOR [PT/BR] - MAIO 2015
No último dia 5 de maio, foi liberada uma grande entrevista que John concedeu ao Resident Advisor sobre seu novo rumo na música.
ENTREVISTA DE JOHN FRUSCIANTE PARA A GROOVE [PT/BR] - MAIO 2015
John Frusciante foi entrevistado pela revista alemã Groove para a edição de maio-junho/2015.
UF INTERVIEWS/ENTREVISTA: NICOLE TURLEY
Entrevista exclusiva para o UF com a Srª Frusciante, Nicole Turley!
ENTREVISTA DE JOHN FRUSCIANTE PARA A AMPED MAGAZINE
John foi recentemente entrevistado por Stephen "SPAZ" Schnee, da revista Amped Magazine. A matéria foi postada no último dia 19 de março no blog oficial da revista. Em PT/BR.
ENTREVISTA DE JOHN FRUSCIANTE PARA A GUITAR PLAYER
John concedeu entrevista para a edição de abril da revista Guitar Player onde ele fala sobre por que deixou os Chili Peppers, sua nova fase na música eletrônica e mais. Em PT/BR.
ENTREVISTA DE JOHN FRUSCIANTE PARA A PREMIER GUITAR
Dia 03/mar/2014 foi publicada uma matéria com uma longa entrevista com John Frusciante no site da revista americana Premier Guitar. Confira a entrevista traduzida em PT/BR.
ENTREVISTA EXCLUSIVA COM O BLACK KNIGHTS
O Universo Frusciante mais uma vez entrevista pessoas que fazem parte do "universo Frusciante". Confira a entrevista que fizemos com o grupo Black Knights.
John Frusciante em
JOHN FRUSCIANTE EM "THE HEART IS A DRUM MACHINE" - LEGENDADO (PT/BR)
Legendamos o depoimento de 45 minutos de John ao "The Heart is a Drum Machine", um documentário de 2008 de Christopher Pomerenke, que faz a pergunta: "O que é música?".
ENTREVISTA EXCLUSIVA COM BRAM VAN SPLUNTEREN
ENTREVISTA EXCLUSIVA COM BRAM VAN SPLUNTEREN
Entrevistamos Bram Van Splunteren, ninguém mais ninguém menos que o maior documentarista da história do RHCP. Ele documentou o antes e o depois de John em 1994.
Nova entrevista de John para a Billboard (PT/BR)
ENTREVISTA DE JOHN PARA A BILLBOARD (PT/BR)
Confira a tradução completa da forte entrevista que John Frusciante deu para a Billboard, publicada no site no dia 19 de agosto de 2013.
Sessão de fotos de John Frusciante - Por Mike Piscitelli
SESSÃO DE FOTOS DE JOHN FRUSCIANTE - POR MIKE PISCITELLI
O fotógrafo Mike Piscitelli liberou uma galeria de fotos de John Frusciante em seu site.
As fotos foram tiradas em Julho de 2012.
Entrevista Exclusiva com Toni Oswald
ENTREVISTA COM TONI OSWALD CONCEDIDA PARA O UNIVERSO FRUSCIANTE
John e Toni viveram um tempo mágico juntos na adolescência. Hoje os dois compartilham uma paixão pela Arte.
John Frusciante em 45º
GUITAR WORLD
A revista elegeu Eddie Van Halen como o maior guitarrista de todos os tempos.
John Frusciante aparece em 45º.

quinta-feira, 28 de abril de 2016

Entrevista de John Frusciante ao Thump [PT/BR]

John Frusciante cedeu uma pequena entrevista ao site Thump, um dos canais da rede de sites Vice, que, inclusive já entrevistou o próprio Frusciante em 2014 através do site Noisey, que também é deles. A entrevista foi feita por Colin Joyce. John Frusciante se recusou a falar em uma primeira vez, provavelmente por questões do corrente processo de divórcio com Nicole Turley, o que desconversou. Mas dois dias depois ele cedeu a entrevista normalmente, falando sobre sua vida atual e seu trabalho, sobre como vive em um mundo diferente do que a maioria das pessoas vive. Confira a entrevista traduzida:



JOHN FRUSCIANTE ESTÁ CONSTRUINDO ALGO MELHOR QUE O MUNDO REAL

John Frusciante está tendo um dia ruim. Ele praticamente afirma isso quando repele a primeira pergunta que lhe faço pelo telefone "O que você esteve fazendo hoje?" com um gemido "Eu não vou falar sobre isso". Gaguejando, eu explico que a pergunta era apenas para "quebrar o gelo", uma maneira fácil de soltar o clima antes de submergirmos nas águas geladas do seu último lançamento de eletrônica, um EP pelo selo Acid Test de Los Angeles chamado Foregrow. "Não é fácil", diz Frusciante, "não é algo que eu queira falar para o público".

Através dos anos, o ex-guitarrista do Red Hot Chili Peppers experimentou coisas que ninguém deveria vivenciar sob os olhares da sociedade inteira. Após entrar na banda em 1988, ele deixou o grupo no meio de uma turnê do álbum esmagador de 1991, Blood Sugar Sex Magik, sobrecarregado pela experiência da repentina ascensão à fama. Ele se afundou em um período de vício em drogas e doença mental, batalhas mostradas em um documentário por Johnny Depp e em entrevistas publicadas nacionalmente (em um artigo de 1996 de um jornal do Arizona, ele termina com: "Eu não ligo se eu vivo ou morro"). Ele perdeu um amigo, o amado ator River Phoenix, para uma overdose de drogas do lado de fora de um show que Frusciante tocou no Viper Room, em Los Angeles, em 1993. De acordo com a autobiografia do antigo colega de banda Anthony Kiedis, ele finalmente abandonou as drogas em 1997, após entrar na reabilitação. Mas mesmo durante os últimos cinco anos, durante os quais ele esteve relativamente quieto, ele lutou contra perseguidores no tribunal, e está atualmente no meio de um caso de divórcio que tornou-se público após o TMZ descobrir registros de tribunal sugerindo que sua ex-esposa Nicole Turley está pedindo dezenas de milhares de dólares - mensalmente - de pensão.

Perdido por trás de todo o drama dos tabloides, está o trabalho solo verdadeiramente singular que ele fez durante seu tempo fora da banda que o tornou famoso. (Frusciante juntou-se novamente ao Red Hot Chili Peppers para outro dos seus períodos de maior sucesso de 1998 até 2009, mas saiu mais uma vez quando seus "interesses musicais [o conduziram] a uma direção diferente"). Com os anos, ele brincou com música ambiente distendida, guitarra pop jovial, estranhos projetos caseiros, acid house, e agora seus experimentos eletrônicos amplamente inclassificáveis - parecendo seguir todas as suas fantasias muito além do seu fim lógico, e sem nenhum público específico em mente. Foregrow, que ele lançou no Dia da Loja da Disco, é composto de confusas programações de drum machines, maravilhosos padrões de frases de sintetizadores, e uma balada vocal cuja letra ele descreve como uma "vívida memória pré-vida." Em sua sedutora estranheza, se assemelha a uma atraente conversa por trás de um espelho falso; ele consegue enxergar através, mas até seus fãs mais devotos terão que se esforçar para ver além do reflexo.

Após esforçar-se além das (não) gentilezas, o que Frusciante irá falar - excitadamente - é sobre a agitada música que ele esteve fazendo desde que mergulhou de cabeça no mundo da programação eletrônica analógica há quase uma década. Sua abordagem sobre lançar esses trabalhos é casual - a atraente bomba de fractais de acid house de 2015 Trickfinger na verdade foi gravado em 2007, e o recém-lançado Foregrow foi gravado em 2009 - mas ele trabalha com eles como parte da sua rotina diária, em casa, longe do resto do mundo. Em conversas, é provável ele escapar à tangente e falar sobre programar sintetizadores modulares, ou dos desafios específicos de trabalhar na mesma sala com alguém tão meticuloso como ele (recentemente, ele está falando de Aaron Funk do Venetian Snares, com quem ele tem um projeto chamado Speed Dealer Moms). Ou ele irá se deixar levar falando sobre as progressões de acordes de canções dos Beatles ou do Genesis. Ou, como ele fez no meu caso, simplesmente desistir de falar.

Nossa primeira entrevista numa tarde do meio de abril foi interrompida após apenas dez minutos, quando Frusciante se sentiu incapaz de expressar-se de maneira apropriada, distraído com o que quer que tenha ocupado sua manhã no dia em que eu liguei. Mas dois dias depois, ele voltou, oferecendo meditações sobre a maneira como sua obsessão em fazer música interage com sua vida, tanto em seus bons como seus maus momentos. Leia nossas conversas editadas abaixo:

THUMP: Eu li que Foregrow foi feito em 2009. Você tem muito material que está simplesmente guardado?

John Frusciante: Ultimamente eu tenho feito muita coisa assim. Eu estava fazendo músicas [em 2008 e 2009] sem a intenção de lançar. É uma maneira de pensar que eu acho realmente valiosa quando se quer aprender, sem ter a consciência de saber que vai ser para as outras pessoas - quando é só pra você e seus amigos.

Mas ultimamente, nos últimos quatro ou cinco meses, eu comecei a fazer um material que eu enxergo como relacionado conceitualmente - e aí até as músicas que eu estava fazendo em 2014 acabaram sendo relacionadas conceitualmente. O que eu tenho feito nos últimos anos foi inesperado e revelou-se para mim ao invés de eu tentar conseguir alguma coisa.

Então você está dizendo que esse lançamento e o Trickfinger de 2015 não foram feitos para serem consumidos pelo público?

Sim, não mesmo. Eles eram especificamente para aprender. Quando uma banda vai ao estúdio fazer um disco, há uma pressão ao redor e a consciência do fato que você está fazendo aquilo para um público específico. Quando você elimina isso da equação, você se encontra sendo mais aventureiro. Muitas vezes é dessa forma para músicos antes de ficarem famosos; é aí que muito do crescimento acontece.

Existe alguma coisa específica que você estava escutando ou pensando enquanto fazia esse material novo? É até estranho falar sobre o Foregrow porque ele provavelmente não é de onde a sua cabeça está hoje em dia.

É... eu consigo. Na verdade, eu me sinto bem desconfortável em conversar... Quer saber? Me desculpe. Isso não tem nada a ver com você, eu só não estou com uma cabeça boa hoje e eu estou vendo que essa entrevista não vai sair boa então eu vou ter que desistir dela.

Tem certeza? Você pode levar essa conversa do jeito que você quiser.

Eu estava com a cabeça muito ruim antes dessa entrevista e estava me perguntando se eu devia ou não fazê-la e eu não queria cancelá-la tão tarde. Mas eu tive uma manhã difícil. Eu realmente não estou em nenhum estado pra dar uma entrevista.

Me desculpe se alguma coisa que eu fiz lhe fez se sentir pior.

Não. [Não foi] absolutamente nada que você estava fazendo. Eu estou com a cabeça em outras coisas agora. Eu pensei que talvez a entrevista fosse me distrair de... para ser honesto com você, sua primeira pergunta, o que eu estava fazendo antes de você ligar - eu estava lendo um livro, um livro de 900 páginas que estou na metade e que estou obcecado. E eu estava lendo o mesmo parágrafo diversas vezes. Meu cérebro não vai conseguir se concentrar no momento porque estou distraído com outras coisas.

[No dia seguinte, um representante do selo me mandou um e-mail às sete da noite para me dizer que John gostaria de falar comigo de novo, mas que tinha que ser agora. Uma busca apressada no Google não resultou em nenhuma informação relevante sobre o que poderia estar acontecendo na vida pessoal do John, mas uma busca nos registros da vara de família de Los Angeles sugere que há outra audiência do seu divórcio em andamento planejada para esse mês. Dito isso, John nunca me confirmou se era isso que estava ocupando sua mente. Eu lhe ligo mais uma vez.]

Como você está? Está se sentindo melhor?

Sim, eu me sinto bem hoje.

Você pode falar sobre o que estava pesando em sua mente?

[Risos] Eu não dou entrevistas sobre minha vida pessoal, sabe?

Talvez essa seja outra maneira de falar sobre isso: sua música sempre pareceu ser essa sublimação do que está se passando na sua vida no momento. Isso é uma caracterização justa?

Eu deixei de compor canções da maneira tradicional há muito tempo. Nessa época, talvez as letras fossem um vislumbre do que estava se passando na minha mente. Mas sobre o que eu faço com música eletrônica, é simplesmente uma parte natural da minha existência. Tenho certeza que reflete minha vida, tenho certeza que reflete as coisas que eu estou pensando, mas muito dessas coisas são tipo... números.

Eu tenho pensamentos que são completamente musicais. Eles consomem muito do meu cérebro. Eu acho que muitas vezes na minha música, estou tentando preencher os vazios que eu vejo nas músicas que as outras pessoas fazem. Como eu sou um amante de todos os tipos de música de todas as épocas diferentes da história, eu enxergo boas ideias musicais em que na minha mente há muita coisa a se fazer antes delas serem completamente exploradas. Eu tento preencher esses buracos várias vezes, preencher esses vazios.

É por isso que, por exemplo, você estava fazendo acid house em 2007?

Bem, aquilo foi só pra aprender o vocabulário, sabe? Quando você toca guitarra, você está fazendo uma única coisa o tempo todo, mas quando eu estava fazendo aquele acid house, eu estava tocando 15 máquinas ao mesmo tempo; você tem que se acostumar com ter um monte de coisas na cabeça ao mesmo tempo. Muitos dos meus heróis na música eletrônica, como Aphex Twin e Squarepusher - assim foi o começo deles, então eu pensei que se eu vou passar o resto da minha vida sendo um compositor no sentido moderno, então eu precisava aprender como começar tudo aquilo.

O desejo de aprender essas novas formas é uma grande parte do seu impulso de fazer música atualmente?

Estou constantemente tentando entender mais e constantemente tentando dificultar as coisas pra mim mesmo, para criar desafios. Eu faço essa coisa em que eu começo a construir uma música e então eu a destruo [para que] eu tenha o desafio de reconstruí-la de um jeito novo. É uma das grandes coisas da música eletrônica em comparação à musicalidade tradicional: você se torna capaz de ir e voltar com as máquinas. Você não sabe exatamente para onde está indo.

Nesse sentido, fazer música eletrônica é seu modo de escapar?

Escapar de quê?

De estar sempre dentro da sua cabeça. Das coisas mundanas da vida...

Não existe muito de uma pessoa em mim. Nunca houve. Eu me imagino como um tipo de não-pessoa. Olhando pra minha vida, eu quase sempre estive em casa com a arte e a criatividade. Da perspectiva de outra pessoa pode parecer egoísmo ou que eu esteja tentando escapar do mundo real, mas pra mim, o mundo da arte e da música é o mundo real e o resto é um lugar que eu não entendo de verdade.

Sempre foi assim?

Quando criança, com uns 11 anos, eu comecei a achar que estava enlouquecendo. Eu comecei a achar que eu seria alguém que acabaria assassinando uma pessoa sem ter a habilidade de impedir a mim mesmo. Minhas interações com seres humanos eram tão difíceis que estava começando a me parecer que eu estava perdendo o controle da minha mente. E foi aí que eu comecei a tocar guitarra. Eu passei a ser um cara que gostava estritamente de punk rock para alguém que amava a música dos anos 60 e todos aqueles ideais. Então eu não conseguia mais me imaginar matando alguém ou nada desse tipo.

Era isso que estava acontecendo dentro de mim. Era isso que o mundo estava criando dentro de mim sem aquele recurso de criação. Eu consigo liberar muita coisa ao fazer música que eu acho que a única outra maneira de liberar seria fazendo coisas que são destrutivas para outras pessoas ou destrutivas para mim. Definitivamente existe uma parte de mim que precisa ser deixada sozinha e escondida do resto do mundo.

Então a música tornou-se uma estrutura para que você interagisse com o mundo.

Não apenas isso, mas o fato de que eu tive muita sorte com as pessoas do negócio que estiveram comigo durante minha carreira me libertou de ter que pensar nos aspectos mundanos da vida. Nesse ponto da minha vida, pelos últimos 8 anos ou mais, por causa de todo o trabalho duro que eu fiz e que eles fizeram, eu sou geralmente uma pessoa que consegue decidir o que quer passar o dia fazendo, todos os dias.

Eu realmente não acho que eu viva no mundo real que muitas pessoas vivem. Eu entrei na indústria da música aos 18 anos, e eu nunca tive que trabalhar a não ser colhendo ervas para o meu avô, varrendo as pedras da garagem, alimentando os cavalos e coisas assim. Esse foi o único emprego que eu tive na minha vida antes de estar no Red Hot Chili Peppers. O que seria uma fuga para outras pessoas é simplesmente o meu habitat natural.

Existe alguma coisa na música eletrônica que fez dela especialmente absorvedora nesse sentido? Tem sido sua principal fonte de auto expressão pela maior parte de uma década recentemente.

É difícil explicar para pessoas que não sejam elas mesmas musicistas devotadas. Esteja eu praticando acompanhando algum disco, ou fazendo minha própria música, eu tenho a sensação de estar entrando em alguma coisa do mesmo jeito que se entra numa casa e se separa do mundo. Eu percebo isso especialmente usando coisas como o sintetizador modular ou o Elektron Monomachine ou o Roland MC-202. Quando estou fazendo música, eu deixo de existir, mas também o mundo lá fora deixa de existir e eu estou num mundo que eu criei.

Tradução: Pedro Tavares

quinta-feira, 21 de abril de 2016

Encarte: Álbum "Stadium Arcadium" (2006)


Stadium Arcadium é o nono álbum de estúdio do Red Hot Chili Peppers lançado em 05 de maio de 2006 pela Warner e produzido por Rick Rubin. O álbum é composto por Anthony Kiedis no vocal, Flea no baixo, Chad Smith na baterista e John Frusciante na guitarra. O cd é dividido por Jupiter e Mars.

De acordo com um entrevista de Anthony Kiedis, Stadium Arcadium originalmente seria lançado em três álbuns, um a cada seis meses, mas decidiram lançar um álbum duplo (o primeiro da banda) com 28 faixas, as 10 outras lançadas como b-sides.

O álbum foi indicado em sete categorias do Grammy em 2007 e ganhou quatro: "Melhor Performance de Rock em Dupla ou Grupo" (Dani California), "Melhor Canção de Rock" (Dani California), "Melhor Álbum de Rock" (Stadium Arcadium), "Melhor Disco em Edição Especial (Box)" (Stadium Arcadium) e "Produtor do Ano" (Rick Rubin).


















Fotos retiradas do blog: Encartespop.blogspot.com.br

quinta-feira, 14 de abril de 2016

Foregrow EP vaza na internet!


Já está disponível no Youtube o novo EP de John Frusciante, Foregrow, que será lançado oficialmente no próximo sábado, dia 16/04. O áudio disponível é um vinyl rip, ou seja, foi gravado a partir da reprodução de um toca-discos com a versão em vinil de Foregrow, contando, inclusive, com o ruído característico e clássico do formato.

De acordo com as palavras do próprio John Frusciante em seu site oficial, as quatro faixas do EP, que será lançado pelo selo Acid Test/Absurd,  foram gravadas em 2009 e ele completa dizendo que "não há gênero estilístico em que essa música se encaixe. Eu explorei duramente minhas máquinas, constantemente tentando coisas que eu nunca tinha feito antes. Eu a descreveria apenas como música eletrônica aventureira".

Ouça Foregrow completo:

sábado, 9 de abril de 2016

"Dani California" por John Frusciante [Legendado PT/BR]



Neste mês completa-se 10 anos do lançamento do single "Dani California" do álbum Stadium Arcadium dos Red Hot Chili Peppers. 

Com isso a John Frusciante effects em parceria com Pedro Tavares disponibilizou no seu canal no YouTube o vídeo legendado no qual John Frusciante esmiúça a gravação da canção. Revelando detalhes da sua criação, o tipo de abordagem usada, influências e como ela foi registrada.

Lembrando que a Fender Stratocaster do vídeo não é de 1957 - como John Frusciante afirmou - e sim de 1955 pois ela possui o número de série 6793.

Tradução e Legenda: Pedro Tavares

Siga a John Frusciante effects:
www.facebook.com/jfeffects / www.instagram.com/jfeffects

sexta-feira, 1 de abril de 2016

John Frusciante atualiza seu site com um longo texto sobre Foregrow

Ontem, na madrugada do dia 31, publicamos um texto de John Frusciante a respeito de seu novo EP Foregrow retirado da fanpage da gravadora Absurd / Acid Test. Mais tarde no mesmo dia, John Frusciante atualizou seu site com um longo texto sobre o álbum, mostrando que o texto postado pela gravadora era apenas a primeira parte do que estava por vir. John fala sobre cada uma das quatro faixas que farão parte da tracklist e revela alguns detalhes de gravação e seu desenvolvimento na música eletrônica. Veja o texto, agora na íntegra:


No dia 16 de abril, estarei lançando um EP pela gravadora Acid Test. É composto por quatro músicas eletrônicas gravadas em 2009. Esse foi o período quando comecei a gravar minhas máquinas e sintetizadores em um computador, usando o programa Renoise. Embora eu ainda estivesse usando a TB-303 muitas vezes, eu já estava longe de fazer estritamente Acid House. Não há gênero estilístico em que essa música se encaixe. Eu explorei duramente minhas máquinas, constantemente tentando coisas que eu nunca tinha feito antes. Eu a descreveria apenas como música eletrônica aventureira. Durante todo esse tempo, eu também fiz uma grande quantidade de música com o Speed Dealer Moms, e essas experiências definitivamente ajudaram minha abordagem experimental. Na verdade, a programação de uma música começou em um quarto de hotel em Londres, com a intenção de tocá-la com o SDM na rave Bangface Weekender em 2009, mas tivemos que cancelar devido a alugueis de equipamentos com defeito.

Algumas das técnicas de programação e produção foram inspiradas por pessoas como Venetian Snares, AFX, Squarepusher, Gescom, DMX Crew, The Railway Raver, Ceephax Acid Crew, Luke Vibert, e Autechre. A produção de Martin Hannett no Joy Division, e coisas como Depeche Mode, o primeiro disco do Heaven 17, New Order, e o início do Human League, também foram influentes nesses meus materiais. Mas, musicalmente, é a minha abordagem à síntese, o meu senso de melodia e meu senso de ritmo que dão a essa música seu estilo, como quer que queiram chamá-lo.

A EP começa com uma música chamada “Foregrow”, e esta é a única música em que eu canto. As letras dizem respeito a uma vívida memória pré-vida, em que eu era uma seção do espaço exterior. Eu usei uma guitarra MIDI para tocar um sintetizador DX7, para fazer esses tipos de sons de queda e sopros, dando bends nas cordas de uma maneira que uma pessoa nunca poderia fazer usando um pitch bender ou um mod wheel. O som da guitarra em si nunca foi gravado e é, portanto, inaudível.

A segunda música é chamada “Expre'act”, e essa foi a primeira vez que eu tive o prazer de programar máquinas em um ritmo que está continuamente acelerando e desacelerando. Essa música tem um solo de guitarra tocada através de um Electro Harmonix Micro Synthesizer. A introdução da música é um Monomachine, usando vários parameter locks. Quando o 303 entra, eu uso o seu sintetizador interno, usando, ao mesmo tempo, seu sequenciador para tocar vários sintetizadores diferentes, um após o outro em rápida sucessão, às vezes usando apenas controladores CV e Gate, e outras vezes usando um CV para um conversor de MIDI.

A terceira faixa é “Lowth Forgue”, que, como já referi anteriormente, começou como música quando eu pretendia tocar ao vivo em raves britânicas. Mas quando não deu certo, eu a levei para casa e ela foi em uma variedade de direções. Como várias faixas que fiz nestes últimos oito anos, ela passa por várias seções diferentes que são totalmente diferentes umas das outros em instrumentação, mistura, estilo, e assim por diante. Esta ideia surge a partir de bandas como Genesis e Yes, que fizeram músicas longas constituídas por seções que eram totalmente distintas uma das outras em termos de edição. No caso de “Lowth Forgue”, existem quatro seções em sequência que nada têm em comum uma com a outra, exceto que elas compartilham o mesmo ritmo e fluem bem de uma para a outra. Essa faixa não tem guitarra. No entanto, ela tem samples, o que todas as outras faixas não tem.

 O EP termina com “Unf”, que foi a primeira música que eu fiz em ritmo 4/4 por algum tempo. Ela possui um solo de guitarra que é fortemente tratado por um sintetizador modular, que o meu amigo e colega de banda, Chris McDonald, construiu para mim. Há também algumas outras partes de guitarra, incluindo um funk uma vez e uma outra meio Siouxsie & The Banshees, mas essa música, como as outras, consiste principalmente em baterias eletrônicas e sintetizadores, especialmente o MC-202. Tem muito 202 nesta faixa, incluindo uma seção que soa como alguém tocando um piano elétrico Wurlitzer, mas são realmente seis 202s programados para soar como um cara tocando teclado.

O que eu acho deste EP é música divertida que foi divertida de se fazer. Overdubbing, na música eletrônica, foi uma bela coisa nova para mim naquela época, e muito dessa música foi desenvolvido ao vivo (ou seja, com muitas máquinas tocando juntas), e, em seguida, gravadas como instrumentos individuais, cada uma com a sua própria respectiva faixa. Isso me deu a capacidade de ser bem mais extravagante com a minha produção do que eu estava sendo no material de Acid House do Trickfinger, quando eu tinha apenas máquinas, sintetizadores, um pequeno mixer e um gravador de CD. Este EP foi o início do setup de estúdio que eu continuo utilizando, refinando e desenvolvendo desde então. Aqui estão quatro fotos dele, tiradas há uns dois anos atrás.





O Foregrow EP é uma compilação de faixas escolhidas por Oliver Bristow da Acid Test. Outras músicas deste período estão em minhas páginas do Soundcloud e Bandcamp, JF Directly From JF.

A capa do EP é uma escultura concebida por Marcia Pinna. É uma representação visual das "regras" de letras que eu aderi na canção “Foregrow”. Nós estávamos passeando de carro uma noite, e eu disse a ela, por fim, da ligação entre o livro de Aleister Crowley, Book Of Lies (falsamente intitulado), e as letras de Ian Curtis, o que percebi pela primeira vez em 1997. A minha explicação destas regras inspirou em sua mente uma visão, que se tornou um desenho, em seguida, uma escultura em miniatura, e depois uma escultura de seis metros de altura, que ela e Sarah Sitkin construíram em estúdio de arte de Sarah, onde então foi fotografada. Um dia depois, a coisa caiu no chão e quebrou em um milhão de pedaços.

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