Biografia

A familia Frusciante habitava a região de Napoli, na Itália. Mais precisamente na pequena cidade de Benevento na região de Campânia na Itália meridional.
Com a Primeira Guerra Mundial destruindo a Europa aos poucos, muitas famílias começaram a migrar para outros continentes como forma de se proteger e ter paz. Generoso Frusciante (avô de John) não pensava diferente. Mas ele pensava diferente de um jeito diferente. Contrariando o que consideravam o correto, o italiano deixou mulher e filhos e foi sozinho para os EUA com apenas uma mala para fugir da guerra, e ao mesmo tempo, construir uma nova familia e vencer na vida. Chegando nos EUA, Generoso pegou o caminho para Nova York, onde as coisas realmente aconteciam no país naquela época. Lá teve uma nova familia e nasceu John Frusciante Senior, o pai de John.
O pai de John Inspirado pelo amor de sua familia pela música, tocava piano e estudava na Juilliard School Of Music, umas das maiores escolas de música do mundo, que se localizava em Manhattan. Mas com o passar dos anos, Sr John, foi se interessando pelo direito e acabou deixando a escola para seguir seu novo interesse profissional. Isso acabaria fazendo ele se tornar um dos mais respeitados juizes da Flórida no futuro.
John Sr. conheceu Gail, uma mulher que cantava em corais religiosos e que tinha uma bela voz. Os dois se casaram e foram morar no bairro do Queens, ainda em Nova York. Lá nasceu o filho do casal, John Anthony Frusciante, no dia 5 Março de 1970, no dia da música clássica.
A música sempre o cercou desde o início...
John era uma criança muito esperta e criativa. Sua família lhe deu um violão quando tinha 6 anos então John, influenciado por ouvir seu avô tocando musicas folks italianas, começou a aprender violão tendo aula.
Logo depois a família se mudou para Tucson no Arizona, e depois para Broward County, na Flórida. O Pai de John entrou para o juizado local e Gail continuava pensando em se tornar uma grande cantora, mas seu marido queria uma dona de casa vivendo com ele e não uma cantora de sucesso. Esses e outros motivos fizeram Sr. John e Gail se separarem um ano depois de terem ido para a Flórida em 1977.
Como não havia mais clima para os dois morarem na mesma casa, Gail resolve se mudar para a California e levar o pequeno John junto com ela. O pai de John continua na Flórida investindo em sua carreira judicial. Depois disso o pai de John casou-se novamente e teve mais 3 filhos, Michael, Anne e Lilly.
Gail recém chegada na Califórnia, vai morar em Santa Monica, perto de Los Angeles. Lá conhece Lawrence Berkley, um lutador de artes marciais amante de filosofia e ouvinte de música clássica e R&B dos anos 50. Gail casa-se com Lawrence em 1979 e o casal vai morar no bairro de Vista Mar, tendo um filho Erik. O novo padrasto de John definitivamente o colocou no mundo da música.
John o considerava uma boa pessoa para viver enquanto estava crescendo. John disse certa vez: " Ele realmente me apoiou e me fez sentir bem em ser um artista."
"Meu padrasto, Larry, era um cara muito bom de se ter por perto quando eu estava crescendo. Na escola, à cada dia havia novas argumntações a meu respeito - com meus colegas, com os professores. Com meus colegas, era porque eu me divertia com coisas que eles não gostavam e que nunca tinham ouvido falar, como King Crimson. Com os professores, era quando eles não me deixavam fazer um relatório do livro sobre [O Anti-Cristo de Nietzsche]. Larry e eu sempre discutiamos essas coisas quando eu chegava em casa, e ele sempre me fazia sentir como se eu estivesse certo. Eu tinha nele alguém que acreditava em mim. Isso significa muito para você, quando você é uma criança... Ter um adulto que realmente acredita em você e vê algo em você
Eu me lembro de um professor Amed Hughes, da minha escola secundária. Ele foi responsavél por segurar a classe de uma suspensão, e as crianças o amavam ou odiavam. Ele era muito engraçado, mas também muito rígido. Uma vez que você o conhece, você também começa a perceber o quão engraçado mesmo era o seu rigor. Quando eu estava na oitava série, ele mandou à garota mais bonita da classe vir me buscar em outra classe, para ir conversar com ele - normalmente quando ele fazia isso, você sabia que estava em apuros. Quando cheguei ao seu escritório, ele disse: "John, eu quero que você se sente e escreva uma carta explicando o que você pensa sobre mim, como professora, e assine-a, assim quando você for famoso, eu posso mostrar para meus alunos. "Aquilo me fez sentir bem. Eu sempre soube que eu estava indo para uma vida onde eu seria um músico, mas ninguém acreditou em mim. Talvez outros pessoas acreditaram, uma vez que eles começaram a me ouvir, mas não naquele momento, com certeza. O Sr. Hughes estava dizendo aquilo baseado em nada, mas minha atitude para com a música, ele viu nos meus olhos. Eu realmente apreciei isso".
John como qualquer garoto com 9 anos gostava de esportes e jogava baseball. Ele nunca imaginaria que o fato de jogar baseball o faria escrever sua primeira letra. John por ser pequeno e magro sempre era zoado pelos outros garotos mais velhos e maiores do time, o que fazia ele se sentir acuado. Com essa situação acontecendo várias vezes, John começou a ir em locais distantes do treino, ficar sozinho e escrever letras de como aqueles garotos deveriam morrer. Então a primeira letra de John foi batizada de Fuck You To José. José era o técnico do time, então a tradução seria algo do tipo “Vou te fuder com o José”, mostrando que John tinha vontade de fazer o técnico brigar com o time todo.
Desde que eu tinha nove anos. A primeira vez que eu fiquei muito bravo com um garoto, foi na última vez que eu fiz algum esporte, baseball. E eu achava aquele garoto um grande idiota. E num campo afastado eu escrevi como ele tinha que morrer. Fui para casa e enchi 45 minutos de música na fita. E desde então, eu tenho escrito músicas, especialmente nos últimos tempos. E gasto um caderno em duas semanas. E eu escrevo tudo: roteiros de filmes, idéias...Só o que está se passando pela minha cabeça: Matemáticas, todas essas coisas.

John era apaixonado pelo The Germs, chegando a compara várias cópias do álbum GI (1979). Aos 10 anos, ele já tinha aprendido sozinho a tocar a maioria das músicas do álbum GI (em uma afinação que lhe permitia tocar pestanas de um dedo só).
Ainda aos 10 anos ele ganhou sua primeira guitarra dada pelo padrasto, que apesar de gostar de música antiga, entendia o sentido do punk rock e deu motivação para John se tornar um artista. Então os heróis de John se tornaram Greg Ginn, do Black Flag, Pat Smear do The Germs e Joe Strummer e Mick Jones do The Clash. O que mais deixou John louco foi a forma de tocar dos punk rockers, principalmente de Pat Smear, que misturava palhetadas pra baixo e pra cima de um jeito totalmente novo. Aquilo o deixou maravilhado.
John ouvia sem parar também o New Wave de B52’s e Devo.
Os estilos que me levaram à guitarra foram o new wave, de bandas como Devo e B-52's, e o punk, como The Germs e Black Flag. Esses estilos não vieram do blues, foram criados a partir de uma energia que havia no ar em meados dos anos 70. Quero capturar o que há de melhor desse feeling, pois creio que um estilo de guitarra, vindo do punk e do new wave é tão brilhante quanto o blues, pode ser criado. É o que estou tentando fazer hoje em dia. Passo muito tempo com minha guitarra tocando junto com trechos de sintetizadores do Kraftwerk, por exemplo, com lances que não se originaram no blues e buscam novos significados para as notas. Para muitos guitarristas, a b3 é sempre a de blues b3, e eu quero fazer a new wave b3.John estava estudando na Vista Mar School e a música começou a se tornar a maior parte da vida de John que começou a passar horas estudando e indo a shows, tendo como o seu primeiro show grande um do AC/DC em Los Angeles. Ele também começou a evoluir musicalmente, saindo de Germs para guitarristas virtuosos como Jeff Beck, Jimmy Page, Eric Clapton e Jimi Hendrix. Quando dominava a escala de blues, seguiu ladeira acima com o rock progressivo de Yes, King Crimson, Gênesis e Frank Zappa, cuja as obras ele iria estudar por horas.
"Quando eu era adolescente, eu me dediquei a aprender as músicas de Frank Zappa. Eu pensava nele como o ser humano perfeito, ele poderia fazer e dizer tudo, mais nada estava errado. Eu sabia que queria ser o melhor guitarrista que eu poderia ser. E eu gostava de aprender as músicas complexas que ele havia escrito. Eu imaginava ele em pé na minha frente com seu brilho, eu gostaria de tocar ao nível técnico que eu imaginava que ele exigia de seus músicos. Mais algo em mim me alcamou quando eu tinha quinze ou dezesseis anos, foi quando eu treinava mais do que em qualquer outro momento. Se você estiver com uma certa quantidade de dor ou confuso quando você está crescendo, é bom ter alguém que sempre te faz rir ou sorrir. Quando você não tem alguém assim, você é deixado com a sua própria tristeza ou dor. Eu sempre tive pessoas assim. Alguns anos atrás era Martin Gore e Dave Gahan. Agora, ele é Peter Hammill do Van Der Graaff Generator. Muitas vezes penso sobre o que o mundo seria, se não tivéssemos essas imagens que correspondem a nossa própria dor subconsciente e assim anulá-las. Essas imagens têm me mantido feliz nos tempos que poderiam ter sido muito desanimador para mim"
John tinha um gosto musical amplo, ouvia tanto musicas que tocavam na rádio como Donna Summer, Elton John, Cat Stevens quanto musicas de bandas undergrounds de LA. Ele gravava as musicas da rádio e ficava ouvindo o mais baixo possível em seu quarto no meio da noite.
John Frusciante falando sobre Jimi Hendrix em 1990
Aos 15 anos, John assisti ao seu primeiro show do Red Hot Chili Peppers, no "Variety Arts Center" em Los Angeles, mudando a vida dele para sempre."Desde então, a música deles significou tudo para mim."Os caras loucos que tocavam apenas com meias nas partes intimas e que faziam uma mistura insana de funk, punk rock, rock psicodélico, entre vários outros gêneros e artistas que ele era totalmente apaixonado. Não teve como o Red Hot Chili Peppers não se tornar a banda preferida de John. Ele gastava todo seu dinheiro indo a shows pagando sua entrada e a entrada de seus amigos, fazendo-os se tornarem fãs do RHCP também.
John via em Hillel Slovak, guitarrista da banda, o jeito perfeito de tocar guitarra e o tinha como ídolo. E indo a todos os shows da banda, ele tinha que conhecer Hillel e o resto da banda, o que aconteceu pouco tempo depois quando a banda estava fazendo um show no Perkins Palace, em Pasadena. Anthony Kiedis estava estacionando o carro parar tocar no clube e John e Bill o viram e ficaram conversando com ele por um tempo.
John já conhecia praticamente todas partes de guitarra e baixo dos 3 primeiros álbums dos Chili Peppers "The Red Hot Chili Peppers (1984), Freaky Styley (1985) e The Uplift Mofo Party Plan (1987) ".
Mommy Where's Daddy
Red Hot Chili Peppers, Pinkpop 1988
Na escola era um fracasso, fazendo que sua mãe o transferisse pra uma escola diferente das outras. John se matriculou na Musician’s Institute of Technology, uma famosa escola de música em Los Angeles e conseguiu um emprego, dando base pra ele ir morar com seu amigo Bill. Foi nessa época que John praticava guitarra 15 horas por dia. Dormia nas aulas matinais e gastava o resto do dia estudando sozinho. Então podemos dizer que estudar nessa escola de música não ajudou John em nada no seu desenvolvimento como músico.
Aos 16 anos, John larga a escola com a permissão de seus pais e pela realização de um teste de proficiência. Embora John não tenha se formado como músico na Musician’s Institute of Technology em 1987. Ele estava longe de ser um fracasso...
Naquele mesmo ano, Steve Vai, até então um talentoso e desconhecido guitarrista que fazia parte da banda de Frank Zappa, inclusive que John também era fã como Randy Rhoads e Eddie Van Halen por suas técnicas, deixou o músico e foi investir em sua carreira solo e entrar na banda Whitesnake. Zappa decidiu então fazer audiências para ter um novo guitarrista. John ficou sabendo e imediatamente se inscreveu para concorrer.
Mais John desistiu de concorrer ao descobrir que o músico não aceitava que os menbros de sua banda usassem drogas durante à turnê.
"Eu percebi que eu queria ser uma estrela do rock, usar drogas e conseguir garotas, e que eu não seria capaz de fazer isso se eu estivesse na banda do Zappa."Nesse período, John começou a escrever e gravar suas próprias canções como A Fall Thru The Ground, entre outras.
A Fall Thru The Ground

Aos 17 anos, John já fumante viciado, recebe a notícia que o guitarrista dos Peppers, Hillel Slovak teve uma overdose de heroína e faleceu.
Com a posterior desistência do baterista Jack Irons da banda, Anthony Kiedis e Flea procuravam um novo guitarrista e baterista. A banda já havia escolhido o ex-guitarrista do (P-Funk) DeWayne "Blackbyrd" McKnight para ocupar o posto de Hillel Slovak, mas quando a química entre McKnight e o resto da banda estava determinada a ser inexistente, ele foi demitido.

John, que era um fã devoto dos Peppers e ia a varios shows da banda em Los Angeles e Hollywood, é convidado para tocar uma jam com Flea, quando John começa a tocar, Flea não consegue acreditar no que estava vendo e muito menos no que estava ouvindo! John era um clone de Hillel. Movia-se e tocava como Hillel.
John já havia tocado com “D.H Peligro” (que foi por pouco tempo baterista da banda) estava quase assinando contrato com o “Thelonious Monster”, mas os Peppers foram mais rápidos e então John acaba virando o novo guitarrista do Red Hot Chili Peppers.
"Seu jeito de tocar era incrível. Ele era muito mais técnicamente competente e muito mais conhecedor de teoria do que eu era, com uma guitarra meio fudida ao estilo de Steve Vai. Ele sempre invocava intuição e emoção para me fazer através daquilo, e eu acho que esse conceito é algo que ele amarrou rapidamente à realidade." - Flea (Guitar Player, Novembro de1997)
Recém adicionado como guitarrista dos Chili Peppers, John colaborou no álbum de estreia da cantora e atriz norte-americana Kristen Vigard. Numa balada de requinte melancólico chamada "Slave to My Emotions", John começa a dedilhar o que se tornaria o seu estilo inconfundivél de tocar guitarra e violão. Essa música também foi co-escrita e produzida por John.
Quando John se juntou ao Red Hot Chili Peppers em 1988, ele foi apresentado como um garoto limpo - um muleque novo de 17 anos do sul da Califórnia, que estaria em contraste direto com o guitarrista original Hillel Slovak, que morreu em junho do mesmo ano de uma overdose de heroína.No famosa música instrumental do RHCP ''The Pretty Little Ditty'' nasceu durante uma jam entre John e Flea na primeira sessão de ensaios da banda. O novo RHCP tinham uma pequena Turd Town Tour, com John e D.H Peligro, mas depois DH foi substituído por Chad Smith. A nova banda fez seu primeiro show juntos em 09 de outubro de 1988 e logo em seguida eles gravaram seu quarto álbum, Mother's Milk.
Em 1989, eles lançam o álbum “Mother’s Milk” e com os hits "Higher Ground" (cover de Stevie Wonder) e "Knock Me Down", uma música póstuma e anti-drogas sobre Slovak ("Se você me ver ficando louco, se você me ver subindo, me puxe pra baixo") que parece divertida e irônica se não fosse tão forte em seu real significado.
Em “Mother’s Milk”, Frusciante altera significativamente o som da banda, colocando mais ênfase na melôdia e ritmo de guitarra da banda, que havia dominado o material anterior da banda. Retomando como produtor, Michael Beinhorn favoreu os riffs de heavy metal, bastante usados no álbum "The Uplift Mofo Party Plan" (1987) e com os excessivos overdubs de John, resultaram numa constantemente disputa no som da guitarra do álbum entre Beinhorn e Frusciante.Mother's Milk atingiu o número 52º da Billboard. O álbum se tornou o primeiro disco de ouro da banda no início de 1990, e foi o primeiro passo para a banda conseguir o sucesso internacional.
Green Heaven Jam / Police Helicopter
Primeira apresentação do John com os Chili Peppers em 1988.
"Quando eu entrei para banda, gravando o Mother's Milk, os produtores me empurraram ao estilo funk-metal com riffs mais pesados. Aquilo não vinha do meu coração, no entanto, isto hoje me parece bom. Embora eu não tenha orgulho do álbum, é provavelmente nosso álbum mais influenciador, muita gente pulou ouvindo ele. Em alguns casos, nos simultaneamente botamos 5 guitarras sujas e um solo extra encaixado ao baixo. Quando a turnê acabou, começamos a trabalhar no Blood Sugar Sex Magik, e eu decidi, conscientemente, que iria me direcionar a tocar na direção de Flea, deixando meu som mais limpo e usando a distorção apenas para solos. Queria que eles ficassem minimalistas e mais espaciais, criando mais amplitude no som".
Rick Rubin assume a banda, se destacando por ser mais liberal, em contraste com os produtores que tinham trabalhado com os Peppers no passado. Eventualmente a banda decidiu que ele seria a melhor escolha como produtor, e portanto contratado para produzir o que se tornaria Blood Sugar Sex Magik. Ele costumava ajudar a organizar as batidas, melodias de guitarra e letras.
A banda tentou gravar o álbum em um ambiente não convencional, acreditando que isso iria aumentar a sua produção criativa do grupo. Então durante oito semanas, Rick usou um método diferente com a banda para gravação de Blood Sugar Sex Magik: os músicos deviam tocar frente à frente, no mesmo quarto, usando menos tecnologia possível. Depois que as gravações do álbum foram concluidas, foi lançado um documetário mostrando as gravções de Blood Sugar Sex Magik, intitulado Funky Monks.
No início do documentário, John está sentado no telhado falando sobre a importância da 4ª dimensão, em outro ponto, ele está falando sobre várias coisas relacionadas com sexo e posando para fotografias. John parecia apenas um cara normal para sua idade, se divertindo, mas a queda ainda estava por vir.
Durante a gravação de BSSM, ele escreveu cerca de 60% das músicas e veio com muitas idéias e melhorias, incluindo a brilhante e emocional guitarra tocada em "I Could Have Lied". Ele também experimentou as músicas com falsetes de fundo, que mais tarde se tornariam sua marca registrada.
As gravações aconteceram numa mansão que pertenceu a Rudolph Valentino, em Laurel Canyon, Hollywood Hills em Los Angeles, Califórnia.
A mansão também já foi usada por vários nomes da música, como The Beatles, Jimi Hendrix, Mick Jagger, David Bowie, Linkin Park, Maroon 5, Slipknot e System of a Down.
Trecho do Documentário, Funky Monks de 1991.
Under the Bridge
Por razão do tremendo sucesso do álbum “Blood Sugar Sex Magic”, os Peppers não paravam mais de fazer shows por todo o mundo, e o sucesso já estava rompendo a amizade que havia dentro da banda, John já estava exausto da turnê, a amizade que havia entre ele e Anthony Kiedis não existia mais, John e Anthony só falavam o estritamente necessário, e isso começou a se refletir nos shows, John cantava fora do tom, fazia solos no meio das músicas e tocava guitarra mais alto do que os outros instrumentos. E isso deixava claro que ele estava cheio e bem indiferente em relação à banda!
"Enquanto estávamos terminando as sessões de Blood Sugar Sexy Magik eu comecei a ouvir algumas vozes em minha mente que me diziam "Você não vai fazer isso durante a turnê, você tem que ir agora. Não desafie o destino, forçando sua vida à tomar uma direção que você não têm a necessidade de seguir. " Muitas vezes, as escolhas mais importantes na vida, são as coisas que você não precisa fazer, mas que contêm uma certa e sensacional relação com o futuro. Essas são escolhas que exigem coragem, porque tudo, desde um ponto de vista econômico ou o que você sempre quis fazer na sua vida, o empurra para estas decisões".
Under the Bridge
Saturday Night Live - 22 de Fevereiro de 1992.
Em 07 de maio de 1992, restava meia-hora antes de uma apresentação em Omiya no Japão, quando Frusciante anunciou sua intenção de deixar a banda. Após uma breve conversa com o gerente de turnê da banda, ele concordou em fazer mais um show e no dia seguinte ele voltou para Los Angeles. Ele pediu que o gerente da banda emitisse uma declaração dizendo que ele tinha enlouquecido."Apenas diga a eles que enlouqueci!"Eles não poderiam cancelar aquele show, então a banda insisti para que John toque pelo menos no show que aconteceria em algumas horas, e ele aceita.
Ele apenas disse: "Eu não posso fazer isso. Eu não posso tocar isso nunca mais". Ele ainda não queria tocar aquela noite, então nós tivemos que implorar para ele fazer sua última apresentação". O desafeto com Frusciante vinha acontecendo durante meses. "Em direção ao final você podia dizer que seu jeito de tocar era com raiva da banda. Se a banda tocava algo suave ele começava a tocar mais agressivo e vice versa. Ele fazia só pra ir contra. Ele tava odiando aquilo, tanto quanto eu amava tocar com ele, foi uma grande alívio quando ele saiu." - Flea (Guitar Player, Novembro de 1997)
"Eu passei um longo tempo com os Peppers não gostando de nada além de tocar com Flea. Focar seus olhos e focar meu amplificador- essas eram as únicas coisas boas. Enfim eu sai. Logo depois de gravar o álbum foi a primeira vez que quis sair, e foi porque vi a direção que estávamos indo em nossa carreira, eu sabia que eu não iria gostar. No último show do Peppers com Hillel Slovak que vi, minha namorada perguntou pra mim: "Você gostaria de estar nos Chili Peppers mesmo se eles fossem populares e tocassem no (20000 lugares, Inglewood) Forum?" e eu disse: "Não, mas eles nunca vão tocar no Forum, porque isso iria contra toda a razão que venho a todo o show e pulo por todo lugar e sinto como se eu fosse da banda. Eu não posso imaginar isso acontecendo."Nesse tempo, estar em um desses shows deles foi uma das vibrações mais densas que eu já experimentei na Terra. Era incrível. Era tão mágico, você realmente se sentia parte da banda, mesmo que você estivesse na audiência".John sai dos Peppers, e então eles chamam Dave Navarro, na época guitarrista do “Jane's Addiction” para tocar na banda. A saída de John foi bem aceita por Flea e aparentemente por Chad (baterista da banda), mas Anthony Kiedis não gosta da atitude de John e isso aumenta mais ainda o conflito que havia entre eles. Mais um tempo depois que John sai da banda, Anthony vê o seu estado, e se sente obrigado a rezar e desejar coisas boas para John:
"Eu me forçava a desejar coisas boas para o John, na esperança de ele continuar vivo, saudável e feliz. Essa é a melhor forma de se livrar das mágoas". - Anthony Kiedis 1995
Enquanto isso, John estava morando em uma mansão em Hollywood Hills. John só se dedicava à pintura, pois além de ser um brilhante guitarrista, também é um talentoso pintor, possui três de seus quadros publicados em um livro chamado "Musicians as Artists"; (um desses quadros foi pintado por ele e Clara, filha de Flea) e alguns outros quadros estão na Galeria "Zero One Gallery" em Melrose, Los Angeles.
"Quando eu tinha 18/19 anos eu me sentia bem. Eu cresci lendo entrevistas de artistas, falando que eles odiavam estar em turnê. Por exemplo, Frank Zappa não gostava de viajar. Então, eu não estava esperando um jardim florido, era absolutamente mais fácil do que eu pensava. Mas, durante a era BSSM, além do fato de estar numa banda que estava começando a ter um ínicio do sucesso, o que eu mais precisava era a chance de mudar o que eu tinha. E que eu só descobri quase ao acaso: Eu era um compositor e um guitarrista. Eu precisava tomar uma direção, mas no final quando eu deixei à banda, senti que minha vida tinha acabado, mesmo tendo apenas 22 anos. Pode parecer muito estúpido agora, mas depois eu senti que não podia escrever músicas ou tocar mais minha guitarra. Eu nunca pensaria em fazer isso novamente no futuro".
John estava caindo em grave abuso de drogas cada vez mais as pessoas que o conheciam estavam ficando preocupados com ele. Ele era muitas vezes visto com seu amigo River Phoenix, um jovem e promissor ator de Hollywood que morreu em 31 de outubro de 1993, em frente ao Viper Room, em Hollywood depois de ter tomado uma combinação fatal de drogas. Isso não alterou os hábitos em drogas consumidas por John. Embora ele também estavesse escrevendo histórias curtas e fazendo pinturas, ele foi, obviamente perdendo peso, seus olhos estavam cada vez mais amplos, ele estava tomando menos cuidado de si mesmo e de sua casa. Ele, por vezes, tocou com Flea e Stephen Perkins e chamaram o projeto de "Three Amebas", mas nada foi liberado.ps: "Three Amoebas" (John disse certa vez em 1994 ter mais o menos 15 à 10 horas de material da "Three Ameobas" em fita e queria lançar, possivelmente entre incêndios e mudanças de hoteis todo esse material foi perdido).
Neste período John começou a usar heroína - que ele supostamente usou pela primeira vez após o processo de gravação de BSSM - e cocaína sua droga experimental a partir da adolescência, mais do que nunca em algum momento, durante um mix de drogas, acidentalmente ele queimou sua casa em Hollywood Hills e o que provocou cicatrizes graves em seus braços. Uma das últimas coisas que se viu na casa de John que ardeu em chamas, foi um curto documentário intitulado "Stuff". Feito em 1993 por Johnny Depp e pelo vocalista do Butthole Surfers, Gibby Haynes. Dr. Timothy Leary também está presente no vídeo. O principal objetivo do filme foi retratar o caos de vida em que vivia John Frusciante. O Documentário foi uma vez ao ar em um programa da TV holandesa chamado “Called Lola Da Musica”, e foi lançado nos anos 90 como um VHS promo muito raro. "Untitled # 2" do álbum Niandra Lades e Usually Just a T-Shirt é caracterizado neste filme com um poema lido sobre à sua melodia. Stuff
" Gibby é meu amigo faz um tempo e trouxe Johnny Depp até aqui uma noite que eu ainda estava num período de intensa concentração na pintura e ele cometeu o erro de sentar perto de mim e me dizer que o frasco de tinta que eu tinha estava morto porque a superfície havia endurecido. Então quando ele disse "essa tinta está morta" eu agarrei um bocado de tinta e joguei nele. Mas mesmo que eu tenha ficado incomodado com ele, a coisa foi levado no bom humor. E mesmo ele estando na minha casa, ele ficou sentado do meu lado por meia hora antes que eu percebesse. E ninguém pode sentar perto de mim enquanto eu pinto, mas a vibração não estava ficando no meu caminho, então eu percebi que ele era uma pessoa bem legal. E nós três ficamos sentados a noite toda escutando a minha música e eles realmente gostaram. Eles meio que me forçaram a externaliza-la.Untitled #3
Mas eles ficaram assustados pelo jeito que a minha casa estava, tinha tinta por tudo, então eles quiseram filmar. Mas diferente de pessoas que tem idéias no meio de uma sessão noturna, eles vieram 3 dias depois com uma equipe e filmaram e editaram. Acabou ficando um pequeno filme legal. Mas eu e minha namorada íamos fazer por nossa conta para combinar com a música, algo para a MTV e para ser lançado em videotape".
Em 1994, John lança seu primeiro álbum solo, “Niandra Lades And Usually Just a T-Shirt”. O álbum pode não ser muito bem compreendido por outros, mas traduz o que John estava sentindo na época, sendo um álbum triste e introspectivo. O álbum mostrar um grande potencial de John, recebendo algumas críticas positivas. O álbum combina um estilo experimental em um modo narrativo, com violão, guitarra, banjo, piano, sintetizadores em um gravador de quatro faixas. O disco foi gravado entre 92 e 93 na casa de John... Foi lançado no ano de 1994 pela Birdman gravadora de Rick Rubin (produtor músical), vendendo 15 mil cópias. Mais foi retirado do mercado para ser lançado novamente em 1999 e 2003.
A personagem que nomeia o CD é uma androginia de John. Ele incorpora a personagem na capa e contracapa. O CD é dedicado á Toni Oswald e Clara Balzary filha de Flea. Duas faixas eram para estar nesse álbum: Height Down e Well, I've Been que contam com a participação de River Phoenix, mas acabaram indo para o álbum posterior (Smile From The Streets You Hold). John pretendia fazer dois álbuns um de nome "Niandra Lades" e outro de nome "Usually Just a T-Shirt", mas como ele acreditava que estava para morrer (por conseqüência das drogas) ele resolveu lançar um disco chamado Niandra Lades and Usually Just A T-Shirt, que contém as músicas dos dois álbuns que John pretendia lançar. O álbum conta com a participação de Toni Oswald, sua namorada na época em duas faixas.
A primeira parte do álbum, Niandra Lades, foi gravada antes de John deixar de ser integrante dos Red Hot Chili Peppers em 1992, durante as gravações do disco Blood Sugar Sex Magik. A segunda parte, Usually Just A T-Shirt, foi produzida enquanto a banda fazia turnê nos meses que antecederam a saída de Frusciante.
Niandra Lades And Usually Just a T-Shirt
Duração: 1 hora, 10 minutos e 13 segundos
John toca: Todos os instrumentos (violão, guitarra, banjo, piano e sintetizador)
"Usually Just a T-Shirt, as músicas foram gravadas na ordem em que aparecem no album, as primeiras músicas foram gravadas simultaneamente enquanto gravávamos BSSM e o restante pouco antes de eu deixar a banda. Eu acho que é interessante você poder ouvir o declínio que estava acontecendo dentro de mim. Eu acho que as duas últimas músicas são as melhores do álbum. Mas ao mesmo tempo, é muito triste... porque quando eu escuto, isso soa como uma pessoa caindo aos pedaços, como alguém prestes a se matar. A razão pela qual essas músicas são tristes é a mesma para as quais elas são boas, e eu estou orgulhoso que essas músicas são o que são. Para a última música, posso dizer que eu pensei nisso como o sentido que a minha tomou depois de deixar a banda, se eu não tivesse parado de tocar, e se um amigo meu que tocava baixo não tivesse morrido.
Todas as músicas de Niandra Lades foram gravadas em minha sala de estar na 8505 Hollywood Boulevard na Kings Road em Hollywood Hills".
Algo interesante e que a capa e a contracapa de “Niandra Lades And Usually Just a T-Shirt”, são ambas cenas de um filme chamado; "Desert In Shape" um filme conceitual gravado e dirigido pela amiga e ex-namorada de longo prazo de John, Toni Oswald. O filme em si dura 17 minutos e foi filmado no verão de 1992 em Hollywood Boulevard, no quintal da casa de Greg Gibbs (um amigo de John) e em Malibu. É uma peça experimental com influências de Marchel Duchamp e Salvador Dali. Clara Balzary, filha de Flea, está nos primeiros 4 minutos e John aparece apenas no último minuto do filme.
John está invocando o alter ego de Marcel Duchamp, Rrose Selavy. Além disso, duas de suas canções que mais tarde apareceriam em Smile From The Streets You Hold, Enter A Uh e For Air compõem a trilha sonora do filme, juntamente com O Nume Tutalar, de Maria Callas.





Desert In Shape nunca foi lançado.
"O filme é uma resposta para a questão “Existe algum modo para que possamos ver o filme de Toni Oswald sobre você, aquele da capa de Niandra LaDes? Você poderia dizer sobre isto para nós?” Ela terminou o filme recentemente, por definitivo, e ele permaneceu sem edição por um bom tempo mas foi feito durante este período, em torno de 1992 - eu acho – ou 1993, mas o filme se passa em 1992, inspirado nas idéias de Marcel Duchamp que ela estava comigo quando estávamos fazendo a turnê do BSSM na Europa e acho que eu sempre estive sentado lá e pensando em várias coisas, então ela sempre esteve escrevendo em seu caderno, elaborando esta idéia para este filme, onde eu pareço bancar o alter ego de Marcel Duchamp, Rose Selavy, como se fosse alguém que a empurrasse para fora de casa, com algum outro amigo meu. O filme foi exibido apenas recentemente no Viper Room, eles assistiram um filme à noite e então o exibiram, e eu não sei se irá ter algum tipo de lançamento ou coisa parecida". (John)
"O filme foi criado porque eu estava tendo sonhos recorrentes enquanto viajava pela Europa com John enquanto ele estava em turnê (com RHCP, 1992), e então eu comecei a escrever algumas coisas a partir do sonho, e, também, no momento em que eu estava lendo um monte de entrevistas e livros ilustrados sobre Marcel Duchamp e assim o sonho e Duchamp começaram a formar um relacionamento...O filme é sobre uma garota que está presa em sua própria imaginação e também em uma parte de sua infância, e que ela se transfere para o mundo real e, em seguida, como ela surge através do trabalho e da filosofia de Marcel Duchamp, ela se muda sozinha para um corpo pronto com a ajuda de Niandra LaDes (John), e se transforma". - Toni Oswald sobre "Desert In Shape" em 04/2009.
No mesmo ano do lançamento de Niandra... Ápos 2 anos de sua saída do Red Hot Chili Peppers, John Frusciante expõe tudo o que ele havia vivido nas "dimensões" de sua mente, aparentemente deprimido ele conta sua chocante relação com as drogas e os motivos que o levaram a deixar o grupo no auge do sucesso comercial e de critica. A entrevista foi feita no pequeno apartamento de John em Venice Beach (Los Angeles - CA) onde ele morava naquela época, por Bram van Splunteren.
As pessoas que viram a entrevista inicialmente ficaram chocadas. Em vez da aparência, enérgica e feliz de John da época em que estava tocando com o RHCP, durante o período de 1989 e 1991, o mundo via agora um drogado cuja voz era mais áspera do que nunca, que usava roupas velhas e bagunçadas, dando a impressão de alguém que foi lentamente se esquecendo de como tocar guitarra. Durante algumas cenas, ele se deitava no chão e fechava os olhos, como numa representação simbólica da morte, que era provável e estava sendo esperada por muitos ao quão seu estado de dependência ia se avançado.Vpro 1994 - O antes e depois de John Frusciante
Em 1995 os Peppers lançam um álbum com o na época, o novo guitarrista, Dave Navarro, o álbum cria controversias em relação ao som e polêmicas depois do lançamento do clipe de “Warped”, onde na última cena Anthony Kiedis e Dave Navarro se beijam.
"Para mim, Dave Navarro nasceu para o estar no Jane's Addiction, então pensei que era o melhor, mas no Red Hot Chili Peppers ele não tinha nenhuma química. Ele foi em outra direção como pessoa... Eu acho que ele nunca amou estar no grupo. Ele falou mal deles, quando ele entrou, riu deles... Eu sempre me senti ofendido pela maneira como ele falou dos Peppers, nunca pareceu estar com orgulho de estar na banda."Em 1996, John se afunda totalmente no mundo das drogas, mais especificadamente na heroína, sua situação é deplorável. A mansão em que ele mora fica suja e mal cuidada, via-se manchas de sangue em toda a parte, ele perde quase todos os dentes, seus lábios ficam pálidos e secos, apenas molhados por um pouco de saliva, suas unhas ficam pretas pelo sangue, seus pés, pernas e tornozelos se encontram com manchas de queimaduras de cigarro que ele próprio derrubava, suas roupas possuíam manchas secas de sangue e ele se alimentava com um tipo de ração para inválidos.
John começa a passar a maior parte do tempo em casa, sem se atrever a sair na rua. As pessoas não passavam mais perto de sua casa, dizendo que lá cheirava mal. E a partir de então, todos começam a pensar que John estava morto. Na sala de estar de sua mansão haviam CD’s, cigarros, garrafas de água e álcool, entre outras coisas espalhadas pelo chão. Sua aparência é de 20 anos mais velho, sua voz se torna severa e inarticulada.Ele foi expulso de casa por não ter pagado o aluguel, ele foi até ameaçado por traficantes de drogas à quem ele devia dinheiro (teve um momento em que ele devia US $ 30.000 para o seu revendedor, então ele teve que pedir emprestado o dinheiro para não ser morto).
"Eu não esqueci nada do que vivi naquela época. Afinal, quando eu deixei a banda e decidi me tornar um viciado em drogas, eu acredito que fiz a escolha certa. Foi o que eu precisava então. Eu estava completamente dentro de mim, estar lá era o que eu precisava para me isolar do ritmo frenético do mundo".Ele estava vivendo no hotel Chateau Marmont quando o jornalista Robert Wilonsky visitou e escreveu um artigo sobre ele para Phoenix News Times. O mesmo artigo apareceu no LA Weekly.
LA Weekly - Novembro de 1996
A vida e o vicio em heróina de Frusciante.Seus dentes superiores estão quase podres agora, eles foram substituídos por lascas minúsculas de pasta que ficam através das gengivas podres. Seus dentes inferiores, fino e marrons, parecem prontos para cair, ele tosse muito. Seus lábios estão muito secos e revestidos por uma grossa camada de saliva que parece cola. Sua cabeça está raspada. Suas unhas, ou os espaços que costumava ter unhas, estão pretos por causa do sangue. Seus pés, tornozelos e pernas são cravejadas com queimaduras de cinzas de cigarro sem filtro Camel que cairam despercebidas em sua pele, que também tem hematomas, feridas e cicatrizes. Ele veste uma camisa de flanela velha, apenas parcialmente abotoada, e calças cáqui. Gotas de sangue seco aparecem nas calça. Há boatos que rolam que os rockstars hollywoodianos nunca se machucam porque nunca tomam cuidado. Havia boatos de como John estava escondido em sua casa em Hollywood Hills, em um lugar onde poucos ousavam pisar por causa do mau cheiro.
Algumas pessoas diziam que era o cheiro da morte.Provavelmente era apenas o cheiro de fezes e urina deixados ali ao longo de semanas e meses. Há histórias de um antigo guitarrista superstar que agora quase não vê o mundo exterior, que permanece em sua casa a ler, a escrever, pintar e a tocar guitarra. E a se picar. Mas não são apenas rumores. John Frusciante está vivendo o clichê, a estrela do rock entrincheirada no Chateau Marmont, onde maiores nomes já entraram e sairam...
Ele aparenta ter 20 anos a mais do que ele tinha durante seus dias de Peppers, e sua voz é grave e arrastada agora. Ele não come comida, ele engole fórmulas de alta caloria enlatadas, normalmente consumidos por idosos e inválidos. Ele gosta do jeito que seu corpo é - um esqueleto coberto de pele fina, porque é assim que David Bowie era em "The Man Who Fell to Earth". Frusciante diz que quase morreu em fevereiro, ele explica o seu corpo havia "um duodécimo de sangue do que deveria ter, e que o sangue estava infectado.
"O meu corpo não produz quaisquer novas células vermelhas de sangue." Então, ele deixou as drogas por alguns meses e ficou limpo, o tanto quanto podia. Mas o mundo não parece certo para ele através de mortos olhos sóbrios, não é bom pra ele ficar com mãos dormentes. Os espíritos não o visitam, os fantasmas não falam com ele, a porta da heroína que se abriu para ele tinha sido fechada, e ele voltaria a tentar abrí-la, mesmo que isso pudesse matá-lo.
Frusciante insiste que quer entrar em um palco mais uma vez - a última vez foi realizada no Viper's Room, no dia em que seu melhor amigo, campeão e protetor, River Phoenix, morreu do lado de fora - e que ele quer montar uma banda de verdade para executar suas músicas pop, os que são verso-refrão-verso, em vez de apenas um verso. E ele ainda gostaria de lançar as fitas das sessões de jam do Three Amoebas que gravou com Flea e e o baterista do Porno for Pyros, Stephen Perkins anos atrás. Katznelson diz que vai tentar ajudar Frusciante a obter a sua música lá fora, reservando alguns shows, fazendo ele ter algum dinheiro para que ele não seja expulso de casa e hotel. Mas ele percebe que não vai ser fácil, nunca há qualquer garantia com um homem que está se matando lentamente, enquanto ninguém faz nada para detê-lo. "Muitos artistas têm os seus próprios demônios, e ele é um deles", diz Katznelson. "Se eu fizesse julgamentos sobre as pessoas por causa de seu estilo de vida, eu não iria trabalhar com ninguém. Eu trabalho com um monte de artistas que têm problemas de substâncias ilegais ou demônios pessoais, mas um é tão problemático como a outro. Se eu estivesse esperando por ele em turnê e para tocar, não haveria muito dinheiro envolvido, eu puxo o cabelo da minha cabeça. Mas não há um monte de dinheiro. Eu só quero que as pessoas ouçam o que ele faz. Se ele quiser tocar, ótimo; se não, tudo bem. Se ele quiser fazer entrevistas, ótimo, se não quiser, tudo bem. Acho que ele é muito... ele é muito usado para a sua própria pele."
"No final, Frusciante tornou-se apenas um outro músico talentoso que mergulha uma agulha em seu braço a cada poucas horas - entre tocar e pintar, entre a ler e escrever, entre a preparar um novo disco e encontrar um novo lar, entre vivos e mortos, nestes dias, listas de gravadoras estão mais uma vez armazenadas com homens e mulheres justamente como Frusciante, embora tenham publicistas para esconder os seus hábitos de artistas.
Após essa entrevista, ele foi expulso do Chateau Marmont e depois do Hotel Mondrian também. Depois da entrevista o artigo foi enviado para ser impresso e publicado, Robert Wilonsky não tinha certeza se John ainda estava vivo. No entanto, era mais provável que John estivesse com Toni Oswald, e como afirmou anos mais tarde, no encarte de ("Greatest Hits - Red Hot Chili Peppers"), ele estava ouvirndo música e fumarndo maconha em seu carro.
Mas no início de 1997, John apareceu para o público novamente, olhando e sentindo um pouco melhor as coisas, fez shows com o apoio do seu velho amigo Bob Forrest na chamada Tour Nuttstalk em 8 cidades dos E.U.A.. Sua voz estava especialmente danificada e ele cometia muitos erros ao tocar. Anos mais tarde, ele revelou que não tocava há uns 2 anos antes dessa turnê. Na The Nuttstalk Tour, John se apresentou em pequenas casas de show e bares, pelo seu estado deplorável, John muitas vezes era taxado como um acabado para a música, sendo que muitas pessoas diziam que a droga havia destruido seu talento e logo ele teria uma overdose e morreria a qualquer momento. Além de seus shows acústicos à solo, John em seus sets eletrico tinha aconpanhamento de Norwood Fisher (Fishbone) e Chris Warren (tecnico de bateria do Chad)."Quando eu estava com 26 anos e não tinha lugar pra morar, sentado no carro estacionário de minha amiga Toni, fumando maconha e cigarro que vinham de seus sustentos, não me era permitido fumar no carro dela, me perguntando se minha vida estava acabando ou se aquilo era um recomeço, ouvindo R.E.M. e Radiohead, eu sentia que o rádio era minha companhia (juntamente com minhas K-7’s do Bob Marley e do Butthole Surfers)".
Kentucky, Abril de 1997
Ainda em 1997, John havia lançado um EP chamado "Estrus EP". Apenas 400-500 cópias deste vinil foram lançadas, e poderiam ser adquiridas através da Birdman Recordings. A primeira canção, "Estrus", foi lançada como a última canção em Smile From Streets You Hold sob o título "Estress". A b-side "Outside Space" foi originalmente gravada para o primeiro album de Frusciante, Niandra Lades And Usually Just A T-Shirt, e uma breve amostra pode ser ouvida nos dez segundos finais da faixa "Máscara".
Outside Space

Logo depois em agosto de 1997, John lança um álbum chamado "Smile From The Streets You Hold", com a instigante intenção de consiguir dinheiro para poder comprar drogas, hoje em dia John está censurando novas prensagens pois envergonha-se da causa da criação do álbum. "Smile From The Streets You Hold" recebeu críticas negativas, pois tinha vocais desafinados que chegam a ser irritantes. As músicas que recebem destaque são: "Life's bath", "Well, I've been” e também "A Fall through the Ground”, por ser uma música escrita e gravada quando John tinha apenas 17 anos. O álbum ainda Inclui duas canções que John tinha escrito com River Phoenix, que acabam não entrando no álbum anterior, devido à morte súbita em overdose de Phoenix. River Phoenix (vocal/guitarra) em 'Height Down/Soul Removal' e vocal em 'Well I've Been'.
Smile From The Streets You HoldPúblicado pela: Birdman nos USA, D.C. na Austrália, Musical Tragedies na Europa e pela Sony Music no JapãoDuração: 1 hora e 21 secondosJohn toca: Guitarra, violão e pianoParticipações: River Phoenix (vocal/guitarra) em 'Height Down' e vocal em 'Well I've Been'
"Estou começando a me perguntar se o ex-guitarrista do Red Hot Chili Peppers está enganando as pessoas. Em seu segundo album solo, Frusciante deixa totalmente de lado os riffs do RHCP e mergulha em seus melhores Vedder/Mascis vocais. Se eu não conhecesse melhor, eu diria que foi um brilhante exemplo do vicio de Frusciante. Claro que há alguns momentos pra se esquecer. A instrumental Poppy Man tem um bom ritmo e I'm Always e Femininity soam como musicas descartadas do album Blood Sugar. Mas, como um todo, este disco soa como a lapidação de um mendigo que pegou uma guitarra barata e um amplificador. Talvez esse é o efeito que Frusciante está esperando alcançar. Talvez ele quer mostrar ao mundo que ele pode ir da maior banda de rock do mundo até possa ser um simples e caseiro Joe. Infelizmente, parece que Frusciante está em uma desesperada necessidade de ajuda, ele sendo um usuário de drogas ou não". - Moo Magazine sobre o álbum Smile From The Streets You Hold
Em "janeiro" de 1997 antes do lançamento do álbum, foi feito um videoclipe por M. Polish para a música Life's Bath onde ele retrata como é a solidão de Junkie. Esse video foi feito mais o menos depois que o John deixou uma clinica de reabilitação, mais ele mesmo assim voltou a usar heroina por um tempo, um mês depois voltou para à clinica para assim lutar contra seus demônios internos. O video foi editado por J.F. Kinyon.
Life's Bath
No mesmo ano a American Recordings lança em versão K7 e CD o álbum “Niandra Lades And Usually Just a T-Shirt”. A versão K7 vem com uma faixa a mais, "Ants" (música que também fez parte do filme semi-autobiográfico Gift-1993 de Perry Farrell), e uma bela e longa versão de "Usually Just a T-Shirt".Em Novembro de 1997, John foi entrevistado pela James Guitar Player's Rotondi, e embora ele estivesse melhor do que um ano antes, suas palavras ainda eram dificilmente compreensíveis por causa da dentadura que ele usava agora, em vez de seus dentes que cairam por causa do abuso em drogas. Ele também disse que, devido à detenção de um amigo cujo nome o quarto foi reservado no Mondrian, muitos de seus cadernos, repletos de poesia, matemática, jogos de palavras, desenhos e idéias sobre à história, foram confiscados. A situação não era nada promissora.
Mas no início de 1998, a transformação aconteceu: John resolve se interna em uma clinica de reabilitação e começar o longo caminho de volta. Mais tarde, ele estava mudando a história que envolvia sua reabilitação, para uma história onde parou com as drogas fazendo uma dança interpretativa com as músicas do Black Sabbath e dizendo que ele foi para uma unidade de desintoxicação, apenas porque ele não tinha um lugar para ficar, já que sua decisão de deixar as drogas não foi incentivada por ninguém. Ele também disse que ele estava tentando ficar limpo há um ano, e se a vida não tinha provado pra ele ser melhor, ele teria de voltar as drogas e esperar pacientemente pela morte
Under the Bridge
Antes do lançamento do esperado álbum dos Chili Peppers; Californication, John começa o que se tornaria algo constante em sua carreira musical, a prolífica colaboração e participação em álbuns de diversos generos músicais. Em Banyan - Anytime at All, segundo álbum da banda fundada por Stephen Perkins (Jane's Addiction e Porno for Pyros), John toca guitarra em duas faixas do álbum (#5 Grease the System) e (#6 La Sirena).
John ainda colaborou em You Come and Go Like A Pop Song unico álbum lançado pelo The Bicycle Thief (Bob Forrest e Josh Klinghoffer). John participa da Faixa "Cereal Song" tocando guitarra (está canção muitas vezes e creditada como sendo do John, por causa da história na letra... Que fala do envolvimento com drogas e as consequências semelhantes que ele sofreu).
Parallel Universe
Os problemas dentro da banda haviam acabado (principalmente entre John e Anthony). John estava muito feliz por poder voltar a tocar com os Peppers. As músicas do álbum “Californication” refletem um pouco o trabalho solo de John, ao mesmo tempo que resgata o som "funky" dos primeiros anos da banda!
Em 2000, John fez uma participação no sexto álbum de estúdio do Fishbone "Fishbone and the Familyhood Nextperience Present: The Psychotic Friends Nuttwerx", junto de Flea, John Frusciante e Chad Smith em (1# Shakey Ground, Cover do Temptations) .
Terceiro álbum de John, cujo esse se diferencia bastante dos dois anteriores, devido à exploração de elementos de eletronica, new wave e synthpop. Foi gravado subsequentemente ao seu período de uso de heroína. Após um mês sob reabilitação e re-inclusão à banda californiana à qual pertencia, Frusciante se viu profundamente conectado a um plano espiritual e inspirado pelas visões de espíritos que tinha. A ideologia de gravar "água por dez dias" se dá pelo conjunto de dez períodos nos quais o álbum é concebido. As letras expressam este tema como uma espécie de acordo com matérias espirituais e filosóficas tanto quanto uma ligação com sua personalidade psicodélica.
Going Inside
Entre Janeiro e Abril de 2001, John se apresentou em Londres, Paris, Amsterdam, Toronto, Nova York, Alemanha, Los Angeles, Santa Barbara e Texas. Suas apresentações intimistas e de puro sentimento, mostrava agora um músico em liberdade criativa.
Alemanha - 2001
Em setembro de 2001 e lançado "The Id", segundo álbum de estúdio da cantora de R&B/Soul, Macy Gray. John participou do álbum tocando guitarra em "#5. Sweet Baby".
Uma curiosidade e que Arik Marshall (guitarrista que substituiu John em algums shows logo depois de sua saída em 1992 do Red Hot Chili Peppers, participa das faixas: 2,3,6,7,12 e 13 do álbum).
Sweet Baby

Em 2002, John autoriza a publicação gratuita em seu website de uma série de canções em formato MP3, “sobras” de seu terceiro disco, que em nada perdiam em termos de qualidade se comparadas às oficiais. Um importante complemento para a discografia de John, o conjunto de músicas em formato MP3 foi convencionado como o quarto disco da sua carreira, nomeado por um fã como "From The Sounds Inside". Não foram dados nomes para as musicas inicialmente, o que deu origem a canções que aparecem sob diferentes nomes.
O ultimo lançamento do John foi o EP de estréia do projeto de música eletrônica Speed Dealer Moms, que John participa junto com Aaron Venetian Snares e Chris McDonald. Segundo Snares, o álbum foi feito de jams com synths, modulators e drum machines. O som, dentro das variações da música eletrônica, é uma mistura de Glitch com Chiptune.
Por enquanto não há nem uma noticia de um possivel novo album solo de John.
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Mas no início de 1998, a transformação aconteceu: John resolve se interna em uma clinica de reabilitação e começar o longo caminho de volta. Mais tarde, ele estava mudando a história que envolvia sua reabilitação, para uma história onde parou com as drogas fazendo uma dança interpretativa com as músicas do Black Sabbath e dizendo que ele foi para uma unidade de desintoxicação, apenas porque ele não tinha um lugar para ficar, já que sua decisão de deixar as drogas não foi incentivada por ninguém. Ele também disse que ele estava tentando ficar limpo há um ano, e se a vida não tinha provado pra ele ser melhor, ele teria de voltar as drogas e esperar pacientemente pela morte"Quando eu parei com as drogas eu não sinta que eu era John Frusciante. Perto do final a droga era de dependência, eu senti que eu não tinha manifestado qualquer coisa, que a vida de John Frusciante deveria ter sido. Nesse momento a única forma de expressão que eu tinha era dançar. Eu costumava ter uma vida bastante grande na sala e eu não fazia nada, mas dançava o dia inteiro com as músicas que eu gostava - Black Sabbath, Cure e outros, mas não a música de se dançar propriamente. Eu interpretei a música através da dança, eu traduzi a música ou letras de um modo visual. Não de uma forma banal, mas de uma maneira que faz sentido para mim...Em 1998, para sua surpresa, Anthony passa a visitá-lo e após um tempo; John, Anthony, Flea e Chad passam a andar juntos novamente. Dave Navarro que era o atual guitarrista dos Peppers, tem problemas com a banda e resolve deixá-la. Flea diz que chegou uma hora em que a banda empacou, a química entre eles e Dave não estava mais funcionando. E então ele mesmo falou com Anthony sobre chamar John devolta para os Peppers, Anthony pensou no caso, e então foi até a casa de John e fez o convite. John não pensou duas vezes e aceitou.
Agora minhas reações ainda não são o que seria de se esperar, mas do tipo oposto: por exemplo, o que faz os outros tristes me faz feliz. Durante três meses que eu não fiz nada além de dançar e no final me senti novamente reagrupando aos espíritos e me tirando de algo".
"Quando voltei ao mundo real após estar no hospital, senti que todas as pessoas que saem das drogas sofrem. Todos os dias as coisas se tornam chatas. Eu estava lá novamente, mas eu costumava passar dias vendo filmes com o minha amiga Toni, 3 ou 4 horas por dia. Eu não tinha nada para fazer, eu estava procurando algo que me fizesse começar de novo. Por um momento pensei em tocar com Perry Farrell, então não fiz nada. Quando eu estava no hospital eu já senti que tinha voltado com o RHCP. Anthony (Kiedis) foi uma vez me visitar e quando estávamos juntos eu senti sua energia. Estavamos muito bem juntos novamente, e essa é a razão pela qual eu tinha que ficar em uma banda. Nós não falamos sobre o passado, que foram sincronizados novamente. Nós vivemos vidas diferentes por um longo tempo, e agora estávamos no mesmo ponto. É como quando os planetas se alinham.
Não foi uma decisão consciente, ela tinha que acontecer. Após o período de filmes, eu fiz algumas mudanças. Mudei para um apartamento pequeno onde eu poderia estar no meu próprio espaço, ouvir meus discos, tocar. Eu comecei a escrever novamente. Tudo começou quando eu voltei para RHCP, porque eu tinha um motivo para tocar guitarra constantemente. Eu não ouvi a música mais por prazer pessoal, mas para desenvolver e criar um estilo para o álbum que estávamos gravando. Eu tinha um objetivo novo e como um efeito colateral, eu me encontrei escrevendo canções para mim. Estar com o RHCP sempre foi bom para minha criatividade".
Em 28 de abril de 1998, foi anunciado que John Frusciante oficialmente voltaria novamente ao Red Hot Chili Peppers.
Em 05 de Junho de 1998, a banda fez uma apresentação acústica surpresa na rádio KBLT de Los Angeles, a primeira do John em sua volta ao Red Hot Chili Peppers, John ainda tocou duas músicas suas solo; Ten To Butter Blood Voodoo e Untitled #11.
Em em 12 de junho, a banda se reuniu e fez um show de aquecimento, foi apenas uma introdução para a sua primeira grande performance como a antiga banda na Tibetan Freedom Concert, em Washington, domingo 14 de junho de 1998. A maioria dos fãs ficaram encantados ao ver John de volta, embora ele ainda não estivesse totalmente apto, ele estava constantemente concentrado em recuperar e tocar melhor e melhor a cada dia.
Em 05 de Junho de 1998, a banda fez uma apresentação acústica surpresa na rádio KBLT de Los Angeles, a primeira do John em sua volta ao Red Hot Chili Peppers, John ainda tocou duas músicas suas solo; Ten To Butter Blood Voodoo e Untitled #11.
Em em 12 de junho, a banda se reuniu e fez um show de aquecimento, foi apenas uma introdução para a sua primeira grande performance como a antiga banda na Tibetan Freedom Concert, em Washington, domingo 14 de junho de 1998. A maioria dos fãs ficaram encantados ao ver John de volta, embora ele ainda não estivesse totalmente apto, ele estava constantemente concentrado em recuperar e tocar melhor e melhor a cada dia.
Under the Bridge
Tibetan Freedom Concert - 1998
Antes do lançamento do esperado álbum dos Chili Peppers; Californication, John começa o que se tornaria algo constante em sua carreira musical, a prolífica colaboração e participação em álbuns de diversos generos músicais. Em Banyan - Anytime at All, segundo álbum da banda fundada por Stephen Perkins (Jane's Addiction e Porno for Pyros), John toca guitarra em duas faixas do álbum (#5 Grease the System) e (#6 La Sirena).John ainda colaborou em You Come and Go Like A Pop Song unico álbum lançado pelo The Bicycle Thief (Bob Forrest e Josh Klinghoffer). John participa da Faixa "Cereal Song" tocando guitarra (está canção muitas vezes e creditada como sendo do John, por causa da história na letra... Que fala do envolvimento com drogas e as consequências semelhantes que ele sofreu).
"Existem poucas pessoas que podem ir a lugares espirituais, John pode - e voltar a falar sobre ele. Ele é um bom pedaço de magia." - Stephen Perkins
La Sirena
Chega 8 de junho de 1999, e o sétimo álbum de estúdio dos Red Hot Chili Peppers é lançado, "Californication" com o “novo” John Frusciante.
A volta de John foi responsável por mudar o som da banda completamente. A gravação foi responsável por uma notável mudança no estilo do que tinha sido produzido por Navarro. O material do álbum contêm canções que não tinham qualquer conceito, mais que incorporou temas mais variados e diferentes aos álbuns anteriores. Como luxúria, morte, contemplações de suicídio, drogas, globalização e o mais importante executadas por um homem que parecia matar seus próprios demônios internos com sua guitarra e seus falsetes.
Um exemplo é Parallel Universe, uma música sobre o mundo em que John vivia na época das drogas, um universo paralelo que ele conversava com os espíritos...
A volta de John foi responsável por mudar o som da banda completamente. A gravação foi responsável por uma notável mudança no estilo do que tinha sido produzido por Navarro. O material do álbum contêm canções que não tinham qualquer conceito, mais que incorporou temas mais variados e diferentes aos álbuns anteriores. Como luxúria, morte, contemplações de suicídio, drogas, globalização e o mais importante executadas por um homem que parecia matar seus próprios demônios internos com sua guitarra e seus falsetes. Parallel Universe
Entrada profunda de um universo paralelo... / Sob a água onde os pensamentos podem respirar facilmente / Bem distante você foi feito no mar.
Os problemas dentro da banda haviam acabado (principalmente entre John e Anthony). John estava muito feliz por poder voltar a tocar com os Peppers. As músicas do álbum “Californication” refletem um pouco o trabalho solo de John, ao mesmo tempo que resgata o som "funky" dos primeiros anos da banda!
"Não existe verdadeira história sobre como John voltou, foi realmente a maneira que o destino e as energias fizeram ele voltar. Eu realmente não queria tomar crédito por isso. Todos nós queríamos ele de volta. Eu era o único que mantive uma amizade com ele quando ele não estava na banda. Mas, teve um tempo que eu não o via tanto assim. John chegou a um ponto em sua vida que logo ele estava pronto e disposto a voltar para a banda, foi quando tinhamos terminado com Dave Navarro. E parecia a coisa certa. Foi definitivamente um renascimento para todos nós. Sua capacidade de foco e disciplina, e nem ao menos se perguntava do que ele está fazendo, é belo e puro, e render-se completamente ao que é fenomenal. Ele é uma pessoa fenomenal, e ele é um artista fantástico e eu fico grato em tocar com ele. Ele é o melhor." Flea
"Na época de Blood Sugar, meus dedos estavam muito mais fortes, porque toquei sem parar desde os 12 anos de idade. Antes de Californication, passei por uma fase de uns sete anos na qual quase não peguei na guitarra. Mas trabalhei duro em ambos. Em Blood Sugar, concentrei-me em Jimi Hendrix e Eddie Hazel (Funkadelic). Em Californication, fui para o lado de Bernard Summer (Joy Division) ou Mathew Ashman (Bow Wow Wow), pessoas com estilos coloridos que não utilizavam notas com um significado blues. Um b3, uma 4 ou uma 5, se tocadas em determinado ritmo e de certa maneira, não caem no blues. Nos anos 70, muita música boa foi criada sem o blues como ponto de partida. Quero que meu estilo seja assim. Não comecei a tocar guitarra por causa do blues ou seus derivados".
Scar Tissue
Ainda em 1999, John começa escrever canções para seu terceiro álbum solo.
Ainda em 1999, John começa escrever canções para seu terceiro álbum solo.
Durante esse ano em particular, John também fez uma operação para substituir sua dentadura com "built-in" dentes sintéticos.
Em 2000, John fez uma participação no sexto álbum de estúdio do Fishbone "Fishbone and the Familyhood Nextperience Present: The Psychotic Friends Nuttwerx", junto de Flea, John Frusciante e Chad Smith em (1# Shakey Ground, Cover do Temptations) .
Shakey Ground
Terceiro álbum de John, cujo esse se diferencia bastante dos dois anteriores, devido à exploração de elementos de eletronica, new wave e synthpop. Foi gravado subsequentemente ao seu período de uso de heroína. Após um mês sob reabilitação e re-inclusão à banda californiana à qual pertencia, Frusciante se viu profundamente conectado a um plano espiritual e inspirado pelas visões de espíritos que tinha. A ideologia de gravar "água por dez dias" se dá pelo conjunto de dez períodos nos quais o álbum é concebido. As letras expressam este tema como uma espécie de acordo com matérias espirituais e filosóficas tanto quanto uma ligação com sua personalidade psicodélica.
"To Record Only Water For Ten Days", foi o que eu disse a mim mesmo o que tinha que fazer... para encontrar a pureza dentro de mim, para fazer um disco que tinha o sentimento que eu sabia que John Frusciante poderia despejar em um disco, você entende?. Tive sensações e sons na minha cabeça que eu peansava que poderia ser para este álbum, mas eu não era capaz de ir para um estúdio de gravação ou escrevê-las em um caderno. Então o que eu fiz foi imaginar que meu corpo era um gravador e como seria para gravar "Água por dez dias". Eu tive que perguntar o que significava para mim para gravar somente água. Foi um processo que demorou dois anos, porque eu estava em uma situação de desequilíbrio, levou dois anos para eu sentir que as canções que havia feito eram uma pura representação da quarta dimensão e que me sentia muito orgulhoso de traze-las para esse lugar à este lugar. Para mim o título do álbum significa simplesmente a purificação de si mesmo".To Record Only Water For Ten Days teve seis clipes (Going Inside, In Rime, Moments Have You, Wind Up Space, Ramparts e Fallout) com cenas gravadas e editadas por Vicent Gallo. Por conta de direitos autorias Gallo retirou do youtube e removeu de alguns sites de hospedagem, o que os tornaram algo raro de ser ver, afinal esses clipes só foram mostrados na MTV2. Com as sobras dos outros clipes foram feitos outros videos para as músicas restantes do álbum, mais diferente pois esses outros videos só mostram closes ou por exemplo a imagem de um cachorro correndo (Saturation).
Going Inside
To Record Only Water For Ten DaysDuração: 42 minutos e 20 segundosFaixa bonus: "Resolution" disponível na publicação japonesa do CDJohn toca: Todos os instrumentos (guitarra, violão, sintetizador, bateria eletrônica)Produzido por: John FruscianteMixado por: Jimmy BoyleAuxilixar de produção: Brian GrimmelMasterizado por/onde: Vlado Meller no Sony Music Studio em Nova Iorque, E.U.A.Design: John Frusciante e Lawrence AzerradFotos por: SonyaDireção de Arte: John FruscianteEquipamentos por: Dave Lee
Nesse ano, John, depois de terminada a estrondosa turnê de Californication no Rock in Rio III no Brasil, John sai em turnê pelos Estados Unidos e pela primeira vez, se apresenta na europa divulgando seu trabalho solo, To Record Only Water For Ten Days."Mais tarde, quando eu voltei pra casa, John Frusciante dos Chili Peppers etava parado na frente da minha casa. ficamos falando por horas sobre muitas coisas e depois fomos a casa dele e ouvimos uma tonelada de músicas legais. Ele é uma pessoa muito especial com uma profunda paixão pela música, pela guitarra e pela vida. Depois que deixei a sua casa eu me senti como se eu realmente tivesse a experiência necessária para equilibrar um pouco de mim mesmo depois de ter sido enterrado no estúdio durante tanto tempo.. É tão raro, que eu tenho apenas que sair com pessoas interessantes com que eu tanto ressonar musicalmente, pessoalmente e espiritualmente. Descobri uma mina de ouro no John." Steve Vai, falando sobre John.
Entre Janeiro e Abril de 2001, John se apresentou em Londres, Paris, Amsterdam, Toronto, Nova York, Alemanha, Los Angeles, Santa Barbara e Texas. Suas apresentações intimistas e de puro sentimento, mostrava agora um músico em liberdade criativa."As cicatrizes físicas de seu vício em heroína não podem ser ignoradas, pois não podem sair de sua energia psíquica. Ele responde de forma comedida, mas se agrava repentinante e se contradiz frequentemente. No entanto, o que deve continuar a ser a principal impressão, e a de um homem que descobriu recentemente o seu amor pela vida de novo". - Visions, Março de 2001.New Dawn Fades (Joy Division cover)
Alemanha - 2001
Ainda em 2001 John lança seu segundo EP "Going Inside ". As faixas "Time Is Nothing", "The Last Hymn" e "Resolution" são B-sides do To Record Only Water For Ten Days. E "So Would Have I" e "Beginning Again" também estão presentes no álbum From The Sounds Inside."Todos me descreveram como se eu fosse o anti-estrela, mas isso não é verdade.Eu parei naquele momento porque eu tinha que consertar as coisas comigo mesmo. Assim que a gente começou a turnê de "Blood Sugar Sex Magik", a minha criatividade estava em seu auge até naquele momento. Eu tinha feito música há dez anos e em seguida senti que eu era capaz de criar coisas maravilhosas. As vozes em minha cabeça, me diziam que eu poderia parar e ser feliz, no entanto logo depois que terminamos o álbum minha criatividade teria voado para sempre. Mas a decisão de sair em turnê bloqueou essa criatividade.
A vida na estrada é maçante e ao mesmo tempo extrovertida. No final, depois de seis meses aconteceu o que estava prestes a acontecer: Eu estava farto o suficiente. Eu percebi que as vozes me tinham dito a verdade. Eu tive que parar imediatamente. Antes de excursionar eu me sentia como o melhor guitarrista de todos os tempos, mas meio ano depois como um amador. Eu odiava meu jeito de tocar. Tudo o que eu precisava era estar comigo mesmo, em vez de fazer caretas estúpidas para sessões fotográficas, dando entrevistas superficiais ou pulando no palco. Há certamente algumas bandas por aí que param as coisas quando eles não querem fazê-las. Mas eu estava cercado por pessoas que estavam com raiva de mim, porque eu não queria fazer essas coisas que eles queriam fazer. Eu fiz todos em minha volta se sentirem infelizes, todos eles me odiavam.
Hoje eu tenho uma compreensão mais profunda das coisas, que muitas pessoas nunca vão ter. Eu me deixei cair fora desse padrão, sem ter medo de ser um pouco vazio. Isto terminou com o fato de que eu já experimentei um monte de vidas extras".
Em setembro de 2001 e lançado "The Id", segundo álbum de estúdio da cantora de R&B/Soul, Macy Gray. John participou do álbum tocando guitarra em "#5. Sweet Baby".
Uma curiosidade e que Arik Marshall (guitarrista que substituiu John em algums shows logo depois de sua saída em 1992 do Red Hot Chili Peppers, participa das faixas: 2,3,6,7,12 e 13 do álbum).
Sweet Baby
Em 2002, John autoriza a publicação gratuita em seu website de uma série de canções em formato MP3, “sobras” de seu terceiro disco, que em nada perdiam em termos de qualidade se comparadas às oficiais. Um importante complemento para a discografia de John, o conjunto de músicas em formato MP3 foi convencionado como o quarto disco da sua carreira, nomeado por um fã como "From The Sounds Inside". Não foram dados nomes para as musicas inicialmente, o que deu origem a canções que aparecem sob diferentes nomes.
Time Is Nothing
No mesmo ano os Peppers lançam um novo álbum, chamado “By The Way”, um álbum que mostra o amadureciento na sonoridade da banda. O álbum é muito bem recebido pelos fãs novos da banda e pelos críticos, e em poucos dias de lançamentos já recebe 12 discos de ouro, um deles sendo do Brasil!

John queria um álbum que remetesse ao ouvinte um som Inglês. O álbum começou com uma inspiração punk por parte da banda, que veio de John ouvir músicas dos The Damned e Discharge. Rick Rubin não era realmente a favor do estilo punk, que a banda estava tomando. Ele achava que as músicas melódicas eram muito mais originais e excitantes, e a banda acabou mudando o foco para as as músicas melódicas.
Muitas das canções mais melódicas veio de John, sendo fortemente influênciado pela música dos Beach Boys e Beatles, juntamente com grupos que utilizavam vocais e harmonias doo woop.
As partes de guitarra e baixo foram ditadas principalmente por John, ao invés de um esforço de colaboração entre ele e Flea. Por consenquencia disso, o disco teve uma direção diferente à qualquer outro álbum que os Chili Peppers tenha lançado. Frusciante procurou criar uma paisagem sonoro emocional e comovente em toda a gravação. Desenhanhdo influências de músicos como Vini Reilly do The Durutti Column e John McGeoch, Frusciante fez uso de várias progressões e camadas de guitarra em By the Way, utilizando instrumentos como Mellotron e vários pedais de efeitos. O álbum recebeu muitas críticas dos fãs mais velhos da banda, pois praticamente só continha "baladas" românticas. Muito provavelmente por ter sido um álbum com milhares de efeitos criados por John. Mas mesmo deixando o "funk rock" um pouco apagado, o álbum tem excelentes músicas, como "Dosed", "The Zephyr Song", "By the Way". A faixa mais bem aceita entre os fãs antigos da banda foi a música "Can't Stop". Também foi nesse álbum que surgiu uma das primeiras críticas à mídia vinda dos Peppers, com a música "Throw Away Your Television" (Jogue fora sua televisão).
Começando a Epopéia de lançar 6 álbuns em 6 mese, em 22 de junho de 2004 é lançado The Will To Death.

Quinto álbum oficial de John, e o primeiro dos seis que foram lançados em sequência durante o período de seis meses que esteve afastado dos Chili Peppers. Após ter gravado o custoso Shadows Collide With People, John decidiu produzir este álbum mais seco e prático. Josh Klinghoffer colaborou com percussão, baixo e teclado.
Depois de The Will To Death, é lançado DC EP.
DC EP é o terceiro disco da série de seis lançados sequencialmente por John Frusciante a partir da segunda metade de 2004. Com todas as canções compostas por John e produzido por Ian MacKaye (ex-Fugazi), nesse disco John toca todos os instrumentos com exceção da bateria, que contou com Jerry Busher (French Toast). O nome do disco vem da cidade em que foi composto e gravado.
A Corner
Chega Outubro e com ele Inside of Emptiness, quarto álbum da série de seis que John Frusciante gravou de Junho de 2004 a Fevereiro de 2005. Contém participações de Josh Klinghoffer e Omar Rodriguez-Lopez. O gênero do álbum é basicamente rock, com a marca registrada de Frusciante que é usar sintetizadores. Klinghoffer toca percussão e Rodriguez-Lopez toca um solo de guitarra na faixa "666". Embora Frusciante tenha dito que cada álbum dessa série de seis iria seguir uma musicalidade parecida, esse álbum contém uma grande variedade de músicas. A maioria das músicas desse album são sobre Aleister Crowley e sua vida.
Em novembro A Sphere In The Heart Of Silence é lançado, nono álbum de Frusciante, composto com a colaboração de seu amigo Josh Klinghoffer. Ambos consitituem os vocais: Frusciante é primeira voz em The Afterglow, Walls e My Life; Klinghoffer é primeira voz em Communique e At Your Enemies. Já em Surrogate People dividem a liderança vocal.
Sphere teve que ser encurtada em cerca de dois terços, porque a versão original tinha em torno de trinta minutos.
E esse álbum só aconteceu mais mesmo, porque o John tinha como intuinto fazer Performances ao vivo na "Knitting Factory".
Live at Knitting Factory, L.A., CA (05.01.04)
Em 2004 John também aparece na trilha sonora do filme The Brown Bunny dirigido por Vincent Gallo, traz as cinco primeiras faixas do álbum interpretadas por Gordon Lightfoot, Jackson C. Frank, Matisse / Accardo Quartet, Jeff Alexander e Ted Curson. As últimas cinco faixas são de John Frusciante, mais nem uma delas apareceu na trilha do filme.
No mesmo ano os Peppers lançam o seu primeiro álbum ao vivo, nomeado de “Live In Hyde Park”, fruto de 3 dias de show em um parque na Inglaterra. O álbum traz 3 covers, sendo eles: “Brandy” da banda “Looking Glass”, “Black Cross” da banda “45 grave” e por último John comanda o cover da música “I Feel Love” de Peter Bellottle, Giorgio Moroder e Donna Summer. O álbum traz tambem duas músicas inéditas: “Rolling Sly Stone” e “Leverage of Space”, sem contar as belíssimas introduções, jans e afins.
I Feel Love - John Solo
Red Hot Chili Peppers - Live in Hyde Park (2004)
Com um pouco de atraso em 1 de fevereiro de 2005, Curtains décimo álbum de John e lançado, composto com violão acústico e piano, em constraste com seu album prévio A Sphere In The Heart Of Silence, que era basimente em eletronica. Carla Azar - da banda Autolux - colaborou com percussão; Ken Wild com contra-baixo; Omar Rodriguez - Lopez da banda The Mars Volta - produziu a guitarra.
O álbum tem som cristalino, com destaque para a melancolia da música A Name que possui um verso interessante e de gênero infantil: "eenie meenie miny moe", o que caracteriza mais ainda a música. Em Lever Pulled há um realce de um poema do fim do século XIX, a época do romantismo como se as notas escapassem e caíssem no chão se quebrando. Tudo isso confirma a alma poética de Frusciante. Alguns fãs ainda concluem que John lembra Cat Stevens neste álbum.
O álbum era para ter sido lançado dia 7 de dezembro de 2004, mas houve um erro na impressão e o lançamento teve de ser adiado.
Curtains teve um clipe para a múscia The Past Recedes (dirigido por Mike Piscitelli), mostra um dia da vida de John em sua casa. O vídeo foi disponibilizado apenas na Internet. Jamais foi exibido na televisão.
The Past Recedes
O grupo lançou o primeiro álbum, Automatic Writing em 2004. Este primeiro trabalho contou com a participação de todos os membros, que contribuiram como vocalistas em pelo menos uma música do álbum.
Posteriormente em 2007, o segundo trabalho da banda Automatic Writing II foi lançado. Mais uma vez apresentando o mesmo som experimental melódico. Tal como o primeiro álbum, com vocais de Frusciante e Klinghoffer.
A banda surgiu como um projecto paralelo, já que os três membros têm cada um a sua própria banda, as quais se dedicam em tempo integral, John Frusciante (Red Hot Chili Peppers), Joe Lally (Fugazi) e Josh Klinghoffer (The Bicycle Thief).
Knitting Factory (Performance #3)
Em 5 de maio de 2006, é lançado o quinto álbum de estúdio dos Red Hot Chili Peppers "Stadium Arcadium".
Planejado inicialmente para ser lançado como uma trilogia em partes separadas, o álbum, duplo, compila as 28 melhores músicas gravadas pela banda em parceria com o produtor Rick Rubin. Com mais de seis milhões de cópias comercializadas ao redor do mundo, o álbum se tornou o mais vendido de 2006.
O disco foi elogiado pela crítica com a integração de estilos musicais de vários aspectos da carreira da banda. O álbum ganhou sete indicações ao Grammy Award em 2007, incluindo um prêmio de Melhor Álbum de Rock. Foi o maior número de indicações que a banda acumulou em seus 25 anos de carreira.
No mesmo ano os Peppers lançam um novo álbum, chamado “By The Way”, um álbum que mostra o amadureciento na sonoridade da banda. O álbum é muito bem recebido pelos fãs novos da banda e pelos críticos, e em poucos dias de lançamentos já recebe 12 discos de ouro, um deles sendo do Brasil!

John queria um álbum que remetesse ao ouvinte um som Inglês. O álbum começou com uma inspiração punk por parte da banda, que veio de John ouvir músicas dos The Damned e Discharge. Rick Rubin não era realmente a favor do estilo punk, que a banda estava tomando. Ele achava que as músicas melódicas eram muito mais originais e excitantes, e a banda acabou mudando o foco para as as músicas melódicas.
Muitas das canções mais melódicas veio de John, sendo fortemente influênciado pela música dos Beach Boys e Beatles, juntamente com grupos que utilizavam vocais e harmonias doo woop.
As partes de guitarra e baixo foram ditadas principalmente por John, ao invés de um esforço de colaboração entre ele e Flea. Por consenquencia disso, o disco teve uma direção diferente à qualquer outro álbum que os Chili Peppers tenha lançado. Frusciante procurou criar uma paisagem sonoro emocional e comovente em toda a gravação. Desenhanhdo influências de músicos como Vini Reilly do The Durutti Column e John McGeoch, Frusciante fez uso de várias progressões e camadas de guitarra em By the Way, utilizando instrumentos como Mellotron e vários pedais de efeitos.
"No palco, continuei tocando meus antigos riffs a lá Jimmy Page, porque era minha raíz, e era exatamente o que as musicas pediam. Muitas denossas músicas são baseadas no estilo Funk-Blues. Em algumas noites eu tentava encaixar minhas melodias estilo Kraftwerk nas musicas antigas, mas nunca ficava perfeito. Mas quando começamos a criar novo material, eu quis botar minhas novas idéias, mas sem destruir o estilo dos antigos riffs. Eu não queria tocar me sentindo um guitarrista mais bom, eu queria desenvolver alguma coisa que não me fizesse sentir como um guitarrista tocando um solo normalmente. Isso foi influenciado por guitarristas de Surf Music como Duane Eddy ou The Shadows, dos anos 60. Mas eu não prestei muita atenção quando tocavam seus solos. Eu estava mais interessado nas melodias em que eles faziam durante as músicas.
Um dos poucos guitarristas de quem eu sempre ouvi os solos foi George Harrison. Eram sempre maravilhosos e de inteligentes melodias. Ele sempre manteve as mudanças de acordes no fundo da sua mente e tocava de uma forma extremamente talentosa e bonita. Antes deste álbum (By the Way), eu prestei muita atenção em George Harrison, porque eu queria entender o que ele fazia e como ele fazia estes acordes. Eu não queria apenas aprender técnicas de outras pessoas ao ouvir seus trabalhos. Eu queria pensar porque alguém escolhe exatamente as notas que toca. E isto significava que eu teria que ouvir o baixo e entender o fundamento disto, em contraposição aos seus efeitos".
''Ele é um gênio, Com certeza. Tem aquela coisa de cientista maluco, aquele amor pela guitarra e pela arte, Mas não sabe dirigir e não tem cartão de crédito. Ele não funciona na mesma esfera que as outras pessoas. Por isso ele é otimo.'' - Anthony Kiedis ( Behind The Music VH1 2002 )Can't Stop
Ainda em 2002, John participou dos álbuns "American IV: The Man Comes Around" (Johnny Cash) da qual colaborou nas faixas "#7 Personal Jesus" (versão original: Depeche Mode) tocando violão e da faixa "#15 We'll Meet Again'' (versão original: Vera Lynn) fazendo backing vocal. John também aparece na soundtrack do filme "24 Hour Party People", tocando guitarra em (#6 New Dawn Fades - New Order) com Moby e Billy Corgan.
Personal Jesus
Venice Queen
John em 2003, também aparece em álbuns do qual fez colaborações, dentre eles estão Dragonfly de Ziggy Marley, De-Loused in the Comatorium do Mars Volta e a soundtrack do filme Underworld - Anjos da Noite.
Shadows Collide With People é o quarto album solo de John. Composto durante a turnê de By The Way, o álbum foi uma resposta bem sucedida aos que diziam que John não conseguiria produzir um álbum com qualidade, produção e edição de estúdio, o que de fato, se tornou uma das especialidades do músico.
Após trabalhar em projetos paralelos com Josh Klingoffer (The Bicycle Thief) e Omar Rodriguez (The Mars Volta), Frusciante os recrutou em algumas participações especiais no álbum, além de Chad e Flea, o que o tornou os arranjos ainda mais diversificados e abrangentes, sendo o album mais caro de John a ser produzido, foi gasto cerca de 300 mil dólares para ser feito.
Song To Sing When I'm Lone
Personal Jesus
Em 2003 os Peppers lançam a quinta coletânia da banda, chamada de “Greatest Hits”. A banda também lança o DVD Live at Slane Castle. A gravação aconteceu durante o segundo show no Slane Castle, um castelo medieval situado na Irlanda. Ele foi filmado no dia 23 de agosto de 2003 e lançado em 17 de novembro de 2003. O DVD mostra o show completo, exceto por uma música, "Soul to Squeeze". A música foi retirada porque uma das cordas da guitarra do John Frusciante arrebentou.
Venice Queen
John em 2003, também aparece em álbuns do qual fez colaborações, dentre eles estão Dragonfly de Ziggy Marley, De-Loused in the Comatorium do Mars Volta e a soundtrack do filme Underworld - Anjos da Noite.
"Não há ninguém como ele. Quando ele toca, você não pode deixar de observá-lo, ele hipnotiza você. Ele é incrível. Ele abre a boca como se estivesse gritando, ele fecha os olhos e... É como se ele estivesse fazendo mágica. Eu imagino os xamãs do Sul durante o transe, você sabe. Se conectando a uma outra dimensão com nada além de uma guitarra. Me sinto com sorte de estar onde estou e viver este tipo de experiências. Magia e música, completamente. Poucas coisas poderiam ser melhores nesta vida.." Cedric Bixler-Zavala falando sobre John.Chega 2004 e com ele o ano mais prolífico musicalmente de John, um ano de vários lançamentos de álbuns solo (John gravou e lançou seis álbuns em seis meses), colaborações e shows. Um ano que deixou marcado toda a genialidade de John para a música, seja no modo como seus álbuns foram produzidos e lançados, ou simplesmente pelo seu amor em produzir essas músicas.
"Eu também gravei a maioria das canções deste disco, ao mesmo tempo que gravamos By the Way. Então o meu estado de espírito é quase o mesmo nos dois discos, onde há alguma semelhança. E sobre mim, eu evoluí desde Blood Sugar Sex Magic. Como Flea ou Anthony. Hoje, os nossos gostos são muito mais semelhantes do que no passado".
Shadows Collide With People é o quarto album solo de John. Composto durante a turnê de By The Way, o álbum foi uma resposta bem sucedida aos que diziam que John não conseguiria produzir um álbum com qualidade, produção e edição de estúdio, o que de fato, se tornou uma das especialidades do músico.Após trabalhar em projetos paralelos com Josh Klingoffer (The Bicycle Thief) e Omar Rodriguez (The Mars Volta), Frusciante os recrutou em algumas participações especiais no álbum, além de Chad e Flea, o que o tornou os arranjos ainda mais diversificados e abrangentes, sendo o album mais caro de John a ser produzido, foi gasto cerca de 300 mil dólares para ser feito.
Song To Sing When I'm Lone
Shadows Collide With People
Data de lançamento: 23 de Fevereiro de 2004 nos E.U.A, 3 de março no Reino Unido, 6 de março no Japão e 24 de Fevereiro no resto do mundo
Duração: 1 hora e 4 minutos e 50 segundos
Faixa Bonus: "Of Before" disponíveis no lançamento japonês do CD
John toca: Guitarra, baixo, sintetizador, bateria e percussão
Participações: Josh Klinghoffer – sintetizadores, baixo, guitarra, teclados e vocais, Chad Smith toca bateria e percussão, Omar Rodriguez-Lopez - Guitarra em "Chances", "23 Ir para End", Flea toca baixo em "The Slaughter", Greg Kurstin toca Piano em "Of Before") e Charlie Clouser fez programação orquestral para "Regret" e "Chances".
Produzido por: John Frusciante
Mixagem: Jim Scott
Assistentes: Chris Holmes, Jason Grossman, Chris Ohno
Gravado/mixado em: Cello Studios em Hollywood, CA, E.U.A.
Masterizado por/onde: Bernie Grundman / Bernie Grundman Mastering Hollywood, CA, E.U.A.
Design: Richard Scane Goodheart
Pintura da capa: Rene Ricard
Fotografias dos Encartes: Vincent Gallo
Direção de Arte: John Frusciante
Equipamentos por: Dave Lee
Administração: Q-Prime In
Posteriormente, John disse que tanto "Shadows Collide With People" e "By The Way", soavam demasiadamente perfeito.
"O álbum anterior, By The Way, soa demasiadamente perfeito. Nos nossos dois melhors álbuns anteriores, Californication e Blood Sugar Sex Magik, senti a crueza de quatro pessoas tocando num quarto. Agora resolvemos isso, soamos como uma banda de quatro pessoas, mas também poderiamos adicionar outras paisagens, acrescentando uma nova dimensão sonora". - John em entrevista ao jornal argentino Clarín, sobre o álbum dos Peppers By The Way.
Pouco tempo depois, John resolveu gravar em sua sala de estar, juntamente com seu amigo e parceiro musical Josh Klingoffer uma versão acustica de Shadows Collide With People. O álbum foi colocado para download gratuito em seu antigo website."A coisa mais importante para mim na época em que o álbum estava sendo feito, foi a certeza de que ele era espaçoso e que os “overdubs” (se é que houve) soaram sutis. Eu tinha acabado de fazer o que para mim era uma grande produção de um álbum, que era o que eu precisava fazer naquele momento, para equilibrar minhas produções. Sendo diferente do álbum anterior, para agora fazer um álbum que fosse mais “cru” isso foi muito importante para mim. Também foi importante para mim, gravá-lo rapidamente e reduzir a sensação de perfeição que eu tinha elevado em "Shadows". Acho que no momento de “Shadows”, eu estava tão animado em fazer o álbum em um verdadeiro estúdio de gravação e tão cansado de pessoas que achavam minhas gravações como sendo fodidas e não-profissional. Em Shadows, eu queria sentir exatamente o jeito que ele soava em minha mente. Mas após esse álbum, eu comecei a perceber que os álbuns que eu mais amava na minha vida, tinha toneladas de coisas que eu teria (na época) o que me estimulou em voltar a produzi-lo.
Um pouco fora do tom vocal, instrumentos indo um pouco fora do seu tempo um com o outro, assim comostraight-up-mistakes-all erros, todas essas coisas prevaleceram triunfantes sobre Velvet Underground, Talking Heads, Rolling Stones, Van Der Graaf Generator, Butthole Surfers e inúmeros outras produções (até mesmo com os Beatles) que eu sempre amei. Eu sempre escultava álbuns dessas bandas como sendo pura perfeição, e quando eu percebi que eu tinha aguçado o meu senso de perfeição a tal ponto que se fossem sob minha supervisão, os álbuns teriam sido limpos ao ponto de se tornarem inferior. Percebi que eu precisava reavaliar o que significava para mim “perfeição”. - John falando sobre o período de gravação The Will To Death, postada em seu antigo website em 2004.
Song To Sing When I'm Lonely (Acustic version)
"Estou liberando está versão acústica do álbum, porque não há tanta produção como na gravação - Há tantas camadas de diferentes tipos de som, entre outras coisas - Então eu apenas pensei que seria bom para alguns dos meus fãs que preferem um som mais cru e despojado. Vocês vão apenas ouvir as canções em sua forma crua/natural.
Além disso, no último álbum que eu lancei, fiz alguns shows acústicos que foram muito bom naquele momento. Mas eu não estou fazendo isto agora, porque eu estou passando meu tempo gravando. Então eu pensei em tocar na minha sala e colocá-las na internet, para que as pessoas pudessem me ouvir fazendo essas músicas do jeito que eu faria se eu estivesse fazendo um show acústico" - JF.
Começando a Epopéia de lançar 6 álbuns em 6 mese, em 22 de junho de 2004 é lançado The Will To Death.

Quinto álbum oficial de John, e o primeiro dos seis que foram lançados em sequência durante o período de seis meses que esteve afastado dos Chili Peppers. Após ter gravado o custoso Shadows Collide With People, John decidiu produzir este álbum mais seco e prático. Josh Klinghoffer colaborou com percussão, baixo e teclado.
"Três das músicas do The Will To Death foram gravadas e mixadas em dois dias em dezembro de 2003. As outras nove canções foram concluídas em três dias, em janeiro de 2004. Todos os instrumentos foram tocados por meu amigo Josh e eu. Em termos de gravação, foram gravadas como se fosse em 1971, em um fita de 16 faixas completa. Nós fizemos as coisas da maneira que o meu jovem engenheiro e eu ouvimos dizer que as pessoas costumavam fazê-las. Nenhum computador foi utilizado em qualquer ponto nas gravações ou masterização.The Days Have Turned
Também foi muito importante para mim e para a gravação seguir um fluxo de energia do começo ao fim. Isto significava que era sempre sobre a captura do momento. Nenhum retoque foi feito e a mixagem foi feita imediatamente após a gravação. A música nos levou em vez de pensarmos na perfeição dela. Achamos que quando é dada a liberdade para a musica em sí, é bom de levar e as energias em torno dela criam sua própria espécie de perfeição.
Tenho também tornar-se muito interessado em usar o sintetizador modular, não tanto quanto é do seu próprio instrumento, mas como uma maneira de mudar o som ambiente e de outros instrumentos, muitas vezes de forma sutil. Antigamente eu usava pra obter sons de "sintetizador" que estão enraizados em coisas como Kraftwerk, agora estou mais interessado em usar o sintetizador para gerar distorção, static e gritos agudos, aos sons que, no contexto do rock estão enraizados mais no The Velvet Underground. Eno também foi muito influente e inspirador para mim nesta abordagem de fazer música em que as pessoas, os instrumentos, o caminho do sinal, o acorde, o orador, o ar e o gravador desempenham papéis de igual importância. Ele me introduziu a ideia de que o som é todo um processo, ao invés de apenas a execução e resultado. Essa gravação foi o começo da minha conscientização desta abordagem e eu tenho feito muito mais com essas idéias desde então. Fazendo as coisas desta maneira nos tem permitido crescer, como será demonstrado nos próximos meses, quando o restante do que temos feito vai ser liberado. Creio que em fazer as coisas desta maneira há uma quantidade infinita de espaço para mudar".
Depois de The Will To Death, é lançado DC EP.
DC EP é o terceiro disco da série de seis lançados sequencialmente por John Frusciante a partir da segunda metade de 2004. Com todas as canções compostas por John e produzido por Ian MacKaye (ex-Fugazi), nesse disco John toca todos os instrumentos com exceção da bateria, que contou com Jerry Busher (French Toast). O nome do disco vem da cidade em que foi composto e gravado.
Algo interesante sobre este álbum é que ele é o unico álbum solo que John não produziu sozinho, o unico álbum depois de 1997 que não possui sintetizadores e em todos os solos, John toca a Les Paul Junior de Guy Picciotto.O DC EP foi gravado em Washington nos estúdios Inner Ear. O dono é Don Zientra e é onde Fugazi e a maioria dos outros artistas da Discord gravam. Meu amigo Ian Mackaye esteve me encorajando pra aparecer lá e gravar e eu esperei pra fazer essas canções com Jerry Busher tocando bateria. Eu conheci Jerry na primavera de 1999 na mesma época que eu conheci Fugazi. Ele foi o técnico de som deles e o segundo baterista também. Ele é um dos meus bateristas favoritos. Ele atualmente está num grupo chamado French Toast ( com James Canty do Make Up) e tem outro chamado The All Scars.
As sessões foram produzidas por Ian. Pra mim, foi interessante deixar essas idéias de produção pra outra pessoa. Mesmo que tenhamos gravado e mixado quatro músicas em dois dias, foi uma sessão muito relaxada e mais parecida com umas férias do que com trabalho. Ian é uma das pessoas vivas que eu realmente respeito e admiro, então foi uma honra e um prazer, assim como uma grande experiência de aprendizagem escutar sua perspectiva. Pra mim também foi interessante fazer uma gravação sem nenhum dos meus equipamentos... a lição é que ainda soa que nem eu.
Para os solos eu pedi emprestado a Les Paul Junior que Guy Picciotto usava na época do Rites of Spring. A guitarra foi tocada na cabeça da Marshall de Ian que é retratada na capa do disco Red Medicine (Fugazi) Esse EP é ímpar por ser o único álbum que eu fiz nos últimos cinco anos sem qualquer sintetizador. Jerry, Ian e eu esperamos fazer mais músicas juntos.
A Corner
"Ótima é minha confusão
Isso nunca me deixa triste
Todo mundo está numa esquina
Eles nunca se viram".
"Emptiness", "I'm Around" e "666" foram todas escritas enquanto eu lia a biografia de Aleister Crowley. Cada uma dessas três músicas, em seus próprios jeitos, são o resultado dos meus pensamentos sobre ele e sua vida.Emptiness
Em novembro A Sphere In The Heart Of Silence é lançado, nono álbum de Frusciante, composto com a colaboração de seu amigo Josh Klinghoffer. Ambos consitituem os vocais: Frusciante é primeira voz em The Afterglow, Walls e My Life; Klinghoffer é primeira voz em Communique e At Your Enemies. Já em Surrogate People dividem a liderança vocal.
Sphere teve que ser encurtada em cerca de dois terços, porque a versão original tinha em torno de trinta minutos.
E esse álbum só aconteceu mais mesmo, porque o John tinha como intuinto fazer Performances ao vivo na "Knitting Factory".
A Sphere In The Heart Of Silence é uma gravação de música eletrônica feito por Josh Klinghoffer e eu. Depois de alguns meses fazendo músicas cruas e/ou minimizando nós decidimos voltar a fazer músicas com mais camadas, músicas eletrônicas ricas em texturas. Foi registrado como se estivesse em 1970, mas com modernos instrumentos eletrônicos que não existiam naquela época.Communique
CommuniquePerformance #2
Josh - Piano e vocal
John - Sintetizador
Live at Knitting Factory, L.A., CA (05.01.04)
Em 2004 John também aparece na trilha sonora do filme The Brown Bunny dirigido por Vincent Gallo, traz as cinco primeiras faixas do álbum interpretadas por Gordon Lightfoot, Jackson C. Frank, Matisse / Accardo Quartet, Jeff Alexander e Ted Curson. As últimas cinco faixas são de John Frusciante, mais nem uma delas apareceu na trilha do filme.
"Fomos apresentados há cinco anos por um amigo em comum. Eu tinha acabado de ver seu filme Buffalo 66, eu tinha adorado! Porque a trilha era repleta de canções de rock progressivo como Yes e King Crimson. Ele me disse que tinha adorado meu primeiro álbum solo, e que ele estava procurando canções loucas como aquelas para seu próximo filme. Eu fiz algumas canções enquanto o filme não tinha sido finalizado ainda. Mas, na verdade elas não estarão no filme, apenas no CD da trilha sonora original". - John falando sobre a trilha sonora de The Brown Bunny
Antes do primeiro roteiro de The Brown Bunny ser escrito, eu comecei a contar a história para o meu amigo, John Frusciante. Eu contei a ele muitas vezes, cada vez um pouquinho diferente. Ainda sem um roteiro terminado, eu perguntei a ele se ele poderia fazer a trilha sonora do filme e ele aceitou. Isso fez como se eu finalmente pudesse "ver" de verdade o filme. John é uma pessoa muito ativa, então logo depois de nós conversarmos sobre as músicas, ele começou a me dar idéias. Eu finalmente tinha o filme em forma de roteiro com a ajuda de John, e ele seria o primeiro a ler o roteiro terminado. Mais tarde, eu começaria a pré-produção de The Brown Bunny.Dying Song
Haviam muitas coisas que eu precisava ter antes de começar a gravar. Diferentes lentes, diferentes câmeras, um método pra eu atuar e ao mesmo tempo monitorar o filme enquanto aparecia nas cenas. Também fazia muitos anos que eu não andava de moto. Então, eu precisava de muito tempo para me preparar pra andar de novo e tempo para arrumar as motos. Em Julho de 2002, eu comecei a gravar o filme. A van preta do filme foi usada muitas vezes. Ela foi, sem dúvida, o carro da foto, o carro do filme. Também foi usada parar carregar câmeras, luzes, fitas, equipamentos, minha pequena equipe e as motos. Três de nós podíamos ir na frente, mas só eu podia dirigir e controlar o CD player. O único CD que tinhamos conosco era o CD que John tinha feito para o filme. Todos os dias eu ouvia as músicas de John e me filmava na van e toda noite viajando pelo país eu ouvia sua música novamente, novamente e novamente pensando no filme.
É difícil explicar como e porquê o filme foi feito sem a música de John Frusciante. Realmente é inexplicável - tão inexplicável como as razões de eu ter escolhido a música dele para trilha sonora do filme. - Vincent Gallo, Dezembro 2003
No mesmo ano os Peppers lançam o seu primeiro álbum ao vivo, nomeado de “Live In Hyde Park”, fruto de 3 dias de show em um parque na Inglaterra. O álbum traz 3 covers, sendo eles: “Brandy” da banda “Looking Glass”, “Black Cross” da banda “45 grave” e por último John comanda o cover da música “I Feel Love” de Peter Bellottle, Giorgio Moroder e Donna Summer. O álbum traz tambem duas músicas inéditas: “Rolling Sly Stone” e “Leverage of Space”, sem contar as belíssimas introduções, jans e afins.I Feel Love - John Solo
Red Hot Chili Peppers - Live in Hyde Park (2004)
Com um pouco de atraso em 1 de fevereiro de 2005, Curtains décimo álbum de John e lançado, composto com violão acústico e piano, em constraste com seu album prévio A Sphere In The Heart Of Silence, que era basimente em eletronica. Carla Azar - da banda Autolux - colaborou com percussão; Ken Wild com contra-baixo; Omar Rodriguez - Lopez da banda The Mars Volta - produziu a guitarra.
O álbum tem som cristalino, com destaque para a melancolia da música A Name que possui um verso interessante e de gênero infantil: "eenie meenie miny moe", o que caracteriza mais ainda a música. Em Lever Pulled há um realce de um poema do fim do século XIX, a época do romantismo como se as notas escapassem e caíssem no chão se quebrando. Tudo isso confirma a alma poética de Frusciante. Alguns fãs ainda concluem que John lembra Cat Stevens neste álbum.
O álbum era para ter sido lançado dia 7 de dezembro de 2004, mas houve um erro na impressão e o lançamento teve de ser adiado.
Curtains teve um clipe para a múscia The Past Recedes (dirigido por Mike Piscitelli), mostra um dia da vida de John em sua casa. O vídeo foi disponibilizado apenas na Internet. Jamais foi exibido na televisão.
The Past Recedes
No meio de todas essas gravações e lançamentos ainda em 2004, John formou a banda "Ataxia" John (guitarra e vocal), Joe Lally (baixo e vocal) e Josh Klinghoffer (bateria, sintetizador e vocal).“Eu não faço ioga, como os outros caras no Chili Peppers. Porém, estou extremamente flexível, posso entrar na posição de lótus ou fazer as separações, sem qualquer dor. Yoga é bom para liberar a tensão, mas eu realmente não tenho qualquer tensão para liberar. Além disso, quando você é tão flexível como eu sou, yoga é realmente muito arriscado, porque eu poderia facilmente colocar uma costela fora do lugar.
Depois do banho eu vou comer alguma coisa. E costumo ler durante o café da manhã. O último livro foi Perdurabo: A vida de Aleister Crowley. É uma biografia muito boa, por Richard Kaczynski. Deu-me uma idéia mais clara de quem Crowley era do que a sua própria autobiografia, embora haja um certo significado que ainda me confunde. Há cerca de dez livros que você tem que ter lido para ser capaz de entender a linguagem de Crowley, você não pode simplesmente pular lá dentro. Ele realmente escreveu um livro com magia, que é supostamente para o leigo, no entanto. Eu acho que é o quarto livro.
Ultimamente eu pego para ler mais biografias - ou pelo menos o material fatual – do que romances. Agora eu estou lendo um livro de Iannis Xenakis, arquiteto grego, matemático e compositor. Estou realmente ligado em sua música, e eu tenho de tomar algumas aulas de matemática para o meu próprio interesse. Eu tenho uma professora que vem aqui, e quando ela vai embora eu pratico o que ela me ensinou e ouço música clássica do século 20.
Dizem que há uma forte ligação entre a matemática e a música, e eu definitivamente vou junto com isso. Eu acredito que qualquer música que nós considerarmos boa pode ser explicada em termos de matemática. Para mim, a maneira que eu aplico a matemática na música é em grande parte subconsciente, mas agora estou tentando mudar isso em minha mente consciente. A principal razão que eu estou tendo aulas, porém, é que assim eu posso entender o meu sintetizador modular a partir de um ponto de vista mais profundo, e espero aprender a construir módulos eu mesmo. Para mim a matemática é divertida. Eu gosto encerrar cada dia sabendo que aprendi algo novo, sentindo que eu fiz algum tipo de progresso. Além disso, a maior parte do meu dia é gasto sentado no sofá ouvindo música, e se estou interessado em aprender algo sobre a guitarra eu vou fazê-lo.
Eu não assisto muita TV, mas meus amigos me convenceram a ver a série de comédia da HBO Curb Your Enthusiasm, estrelada por Larry David, que é excelente. Tanta gente me disse coisas boas sobre ela que fiquei na curiosidade, e a comprei em DVD.
Uma coisa que coleciono são cartazes de filmes antigos de Hollywood. Tenho um monte de Andy Warhol. É difícil encontrar o material que foi feito para os filmes bem antigos, mas tenho alguns. Eles estão em exposição, eu não os tenho embalados e guardados. Obviamente, eu tenho uma coleção de guitarras também. Se estou sentado em casa, eu provavelmente escolho uma das três guitarras acústicas Martin que tenho, que foram feitas na década de cinqüenta. Se vou pegar uma elétrica, provavelmente vai ser a minha Fender Mustang.
Ultimamente todos estão tão preocupados com a fama e o dinheiro que eles esquecem que a música é infinita, e há ainda uma enorme abundância de riffs para ser escrita. Você apenas tem que se divertir e manter as coisas simples. Quando eu aparecia com coisas as quais, em retrospecto, eu acho que são boas, elas não pareciam um grande negócio na época. E tenho certeza que aconteceu o mesmo quando Joe Perry escreveu 'Walk This Way "ou Jimmy Page, escreveu o riff de' Whole Lotta Love"
O grupo lançou o primeiro álbum, Automatic Writing em 2004. Este primeiro trabalho contou com a participação de todos os membros, que contribuiram como vocalistas em pelo menos uma música do álbum.
Posteriormente em 2007, o segundo trabalho da banda Automatic Writing II foi lançado. Mais uma vez apresentando o mesmo som experimental melódico. Tal como o primeiro álbum, com vocais de Frusciante e Klinghoffer.
A banda surgiu como um projecto paralelo, já que os três membros têm cada um a sua própria banda, as quais se dedicam em tempo integral, John Frusciante (Red Hot Chili Peppers), Joe Lally (Fugazi) e Josh Klinghoffer (The Bicycle Thief).
Ataxia foi uma banda formada em cerca de duas semanas em fevereiro de 2004. É os membros são Joe Lally do Fugazi, Josh Klinghoffer e John Frusciante. "Ataxia" é uma palavra grega para "desordem". Nós não tinhamos conhecimento no momento que ela também tem um significado em Inglês, que é: a incapacidade total ou parcial, de coordenar os movimentos voluntários do corpo, como caminhar. De acordo com o significado do nome em "grego (inteiramente involuntário), as seções de nossas canções nunca teve um fim organizado. Todas as bases de nossas músicas são o baixo, que sempre toca em todas as partes. A bateria e a guitarra passa sobre o uso vocal, que geralmente é utilizada como um guia. Os vocais e as palavras foram escritas, mas a ordens das seções vocais que elas ocorreram, quanto ao tempo e aos espaços que estavam eram diferentes o tempo todo. Assim teríamos toda essa permanência aos nossos dedos, para ficarmos juntos para uma dinâmica, nas mudanças no groove para as novas seções, etc. Fizemos dois shows e gravamos dois discos. O primeiro disco foi lançado em agosto de 2004. Foi nomeado após uma atividade surrealista chamada de "Automatic Writing" [Escrita Automática]. Foi aí que as pessoas como Andre Breton e Max Ernst foram escrever palavras na forma de sentenças e parágrafos, mas com absolutamente nenhuma tentativa consciente de um significado. Eles observam a estrutura do seu subconsciente e seus métodos peculiares de organização (ou a falta deles) desta maneira. E se houver uma resposta que eu possa dar para a pergunta, "Como você escreveu e gravou dois álbuns em uma semana e meia?", Eu não teria absolutamente nenhum pensamento para tudo o que estávamos fazendo. Essas músicas são puras por qualquer expectativa de um resultado específico da nossa parte. Nós três simplesmente nós reunimos para ouvir o que a música tinha a dizer essa semana. Nós nos divertimos juntos e as gravações desses álbums são parte dessa diversão.The Soldier
Knitting Factory (Performance #3)
"Isso é o que sentiamos, e me senti tão bem sobre as músicas que o resultado dessas improvisações foi que decidimos passar um tempo em estúdio. Pensávamos que iriamos gravar tudo em um dia, mas acabamos gravando 90 minutos de música em quatro dias. Nós gravamos por dois dias, em seguida, tocamos as duas apresentações no Knitting Factory, em seguida, gravamos por mais dois dias. Tudo foi gravado ao vivo no estúdio com a maioria dos vocais gravados com faixas de base.
Nós gastamos uma quantidade igual de tempo experimentando com a eletrônica e fazendo tratamentos como fizemos na gravação da banda. As sessões serão lançadas em duas metades. O primeira é chamada Automatic Writing e será lançada no dia 10 de agosto. A outra metade virá provavelmente em janeiro ou fevereiro.
Essas gravações foram muito emocionantes de fazer. Normalmente, no estúdio de gravação há uma sensação de estar sendo cuidado no desempenho, mas neste disco não havia um sentimento de abandono e de estar fora de controle. Quando uma faiza na fita não pede pra ser feita. O que ocorre durante o acompanhamento ao vivo é tudo que existe, mas em vez de ser tudo cuidadoso, apenas saiu. Foi uma grande sensação. Basicamente, o período de três semanas que estas músicas foram feitas foi um momento muito emocionante e eu me sinto como eu sempre se eu sempre ouvisse essas músicas com o mesmo sentimento de admiração que eu sinto agora, que está apenas com uma dúvida em minha mente, "como foi isto acontecer?". Aconteceu tão rápido e eu classificaria como nossos melhores momentos, com alguns dos sentimentos mais poderosos que eu já senti na minha vida".
Planejado inicialmente para ser lançado como uma trilogia em partes separadas, o álbum, duplo, compila as 28 melhores músicas gravadas pela banda em parceria com o produtor Rick Rubin. Com mais de seis milhões de cópias comercializadas ao redor do mundo, o álbum se tornou o mais vendido de 2006.
O disco foi elogiado pela crítica com a integração de estilos musicais de vários aspectos da carreira da banda. O álbum ganhou sete indicações ao Grammy Award em 2007, incluindo um prêmio de Melhor Álbum de Rock. Foi o maior número de indicações que a banda acumulou em seus 25 anos de carreira.
Dani CaliforniaQuando eu estava fazendo os backing vocals no estúdio, essa foi a primeira vez que eu li as palavras. Eu estava familiarizado com as melodias, mas as palavras eram por ultimo, e então eu coloquei o pedaço de papel na minha frente e eu comecei a encaixar minha harmonia com as palavras que eu vi no papel e perceber o quanto de coisas de frases que tinha naquilo, e eu vi que essas palavras, Stadium Arcadium, soavam lindas pra mim, sabe? Pra mim...Eu sou uma pessoa que não precisa de mais do que isso. Eu não preciso saber o que "I am the Walrus" significa, eu acho que é uma bela música, uma bela coleção de palavras, e pra mim não é nada importante saber o que isso significa, porque normalmente até quando nós achamos que soubemos das coisas, eu não acho que realmente sabemos.
As palavras nas cabeças das pessoas, digo, a mesma palavra na cabeça de uma pessoa significa uma coisa, na cabeça de outra pessoa significa outra coisa. Isso não é muito preciso, então se você pega o sentimento da coisa, isso é o importante. A transferência é feita, sabe? Eu pego esse sentimento, então eu nem me pergunto de onde veio a idéia do título do album, sem dúvida é um titulo perfeito. Ultimamente tenho visto muito a palavra "arcanum" que significa "segredo", e eu comecei a imaginar que talvez os espíritos estavam tentando dizer "Stadium Arcanum" e nós entendemos "Stadium Arcadium", porque arcanum é uma palavra diferente de arcadium, mas de algum jeito significam a mesma coisa.
"A verdade direta dos fatos, rapaz! Enfim, o engraçado era que para ser honesto, a guitarra era muito influenciado por ... Fui ver o Red Hot Chili Peppers algumas vezes e eu realmente gosto da maneira como John Frusciante toca. E era uma espécie de homenagem ao que na minha opinião e dificil "não poder-realmente-escolher um tipo de caminho". Thom Yorke falando que "Reckoner" (In Rainbows) foi influenciada pela maneira como John toca.
Em 2007 John ajudou sua ex namorada Emily Kokal, a produzir o primeiro EP de sua banda Warpaint "Exquisite Corpse". John também participa da faixa "#3 Billie Holiday" (tocando Mellotron).
Em 2008, aproveitando o período de férias do Red Hot Chili Peppers, John
preparou o lançamento de um novo álbum solo. O trabalho épico foi batizado como "The Empyrean" e o lançamento ocorreu em 20 de janeiro de 2009, pelo selo norte-americano Record Collection. O CD foi gravado entre dezembro de 2006 e março de 2008. O álbum tem dois convidados especiais bem conhecidos do público. Um deles é o ex-guitarrista da banda inglesa Smiths, John Marr. O outro convidado é o baixista Flea, além de Josh Josh Klinghoffer. "The Empyrean" é o décimo álbum solo do guitarrista e o sétimo desde que ele voltou ao Red Hot Chili Peppers em 1998.
preparou o lançamento de um novo álbum solo. O trabalho épico foi batizado como "The Empyrean" e o lançamento ocorreu em 20 de janeiro de 2009, pelo selo norte-americano Record Collection. O CD foi gravado entre dezembro de 2006 e março de 2008. O álbum tem dois convidados especiais bem conhecidos do público. Um deles é o ex-guitarrista da banda inglesa Smiths, John Marr. O outro convidado é o baixista Flea, além de Josh Josh Klinghoffer. "The Empyrean" é o décimo álbum solo do guitarrista e o sétimo desde que ele voltou ao Red Hot Chili Peppers em 1998. O album é conceitual e conta um história "tanto musical quanto liricamente", como disse o próprio autor. O álbum também contem o cover "Song To The Siren" do album Starsailor de 1970 Tim Buckley e "Before The Beginning" que é totalmente inspirada na musica "Maggot Brain", do album homônimo do Funkadelic de 1971.
The Empyrean é uma história exatamente a partir do meu ponto de vista, mas enganosa, pois não há sinais para levar alguém a perceber uma clara história no álbum. Não houve intenção de escrever o que seria visto como uma história, embora seja uma para mim. Fazendo isso em um lugar na mente de uma pessoa, sem leis de tempo e espaço, ou existem relações concretas nele. Trata-se de dizer que se você olhar para ele com o seu cérebro lógico que você só vai ficar olhando e não vai chegar a nada. As palavras foram escritas especificamente para documentar uma experiência de vida interior, do tipo que uma pessoa tem extrema dificuldade em traduzir para mais alguem. Parte da intenção foi de escrever palavras para se conectar com outras pessoas que foram, ou são, assoberbado pela confusão, o inescapável mundo interior que deviam viver. Igual atenção foi dada para escrever palavras que gentilmente direciona próprios os ouvintes ao cérebro intuitivo, e sua sub-consciência, que eu considero que compreende catálogos e tudo de forma muito mais rica e mais certa do que nossa mente consciente. Tal como um monte de letras, foi escrita para ser entendida de várias maneiras e como as pessoas escutam. Para uma pessoa a quem as palavras não tem clareza, consciencia significa mais do que lê-la como eu faço, e por isso eu recomendo audição ou leitura, enfim, O jeito que você quiser. Teria sido mais simples eu não dizer nada para ninguém, mas isso ocorreu comigo hoje, percebi gradualmente o que isso é para mim, estou encorajando as pessoas a verem do meu jeito e para mim, isso não é o que as letras de rock são. Creio que letras de rock devem ser abertas à interpretação e escrevi estas para que pudessem ser. Embora eu pudesse explicar a história que eu vejo, iria desvirtuar o muitos significados potenciais que virão para as pessoas aplicarem seus próprios sentidos de se sentirem vivendo suas vidas, como elas sempre fazem.
Unreachable
MusicRadar (Janeiro de 2009)
O assunto Red Hot Chili Peppers é como tocar na ferida para Frusciante. Durante a vigência da nossa entrevista, o guitarrista falou extensamente sobre seu novo álbum. Mas uma pergunta bastante habitual sobre o status do Chili Peppers o deixou sem palavras. Quando se recuperou, afirmou enfaticamente que o grupo não tinha "planos". Isso difere muito do que o baterista Chad Smith disse em uma entrevista MusicRadar poucos meses atrás.
John Frusciante: "O oficial...ou... ou você pode deixar e eu apenas dizer, o oficial, a notícia oficial é que não há planos para nada e nós estamos num hiato indefinido... de duração indefinida. Sim, não há, não há absolutamente nenhum plano de fazer qualquer coisa e, sim, é isso. Sim, nós trabalhamos realmente duro por 10 anos, e sabe, há outras coisas na vida".
No dia 17 de Dezembro de 2009, John escreveu um breve esclarecimento em seu blog e Myspace confirmando os rumores divulgados pela MusicRadar de que não estaria mais trabalhando com o Red Hot Chili Peppers, de acordo com a mensagem, ele teria deixado os Chili Peppers há um ano.
“Quando eu saí da banda, há mais ou menos um ano, estávamos num hiato de tempo indefinido. Não houve drama ou raiva, e os outros caras foram muito compreensivos. Eles apóiam eu fazer qualquer coisa que me faça feliz e eu também os apóio... Eu realmente amo essa banda e o que fizemos. Eu entendo e valorizo que meu trabalho com eles signifique tanto pra muita gente, mas eu tenho que seguir meus interesses. Para mim, a arte nunca foi algo feito como se fosse uma responsabilidade. É algo que faço porque é divertido, animador e interessante. Nos últimos doze anos, eu mudei como artista e como pessoa, em tal grau que fazer mais coisas nos termos em que eu vinha fazendo com a banda seria ir contra minha natureza. Não tinham escolhas envolvidas nessa decisão. Eu simplesmente preciso ser o que eu sou, e tenho que fazer o que devo fazer.
Josh Klinghoffer será o substituto de Frusciante. Klinghoffer já excursionou com os Peppers em 2007, além de ter participado varios projetos solo de Frusciante.
Em Abril de 2010, com 13.9% dos votos, John Frusciante é eleito o melhor guitarrista dos últimos 30 anos pela rádio BBC 6 do Reino Unido.
John Frusciante estava concorrendo com 40 guitarristas de diferentes estilos, entre eles Tom Morello, Dave Navarro, Kurt Cobain, Johnny Marr, Slash, The Edge, Kirk Hammet e Omar Rodriguez-Lopez. O 'The Axe Factor' contabilizou mais de 30.000 votos em enquete realizada em março desse ano.
John Frusciante (13.9%) 1
John Frusciante estava concorrendo com 40 guitarristas de diferentes estilos, entre eles Tom Morello, Dave Navarro, Kurt Cobain, Johnny Marr, Slash, The Edge, Kirk Hammet e Omar Rodriguez-Lopez. O 'The Axe Factor' contabilizou mais de 30.000 votos em enquete realizada em março desse ano.
John Frusciante (13.9%) 1Foi com um estilo próprio, tímido porém ousado, que o guitarrista, cantor, compositor e produtor musical norte-americano, John Frusciante, conquistou o título de melhor guitarrista dos últimos 30 anos (1980-2010), eleito por uma enquete dos britânicos da BBC. O músico de 40 anos saiu na frente de Slash e Matt Bellamy, do Muse, escolhido com mais de 30 mil votos. E não é por um acaso que ele marca o seu espaço nessa coluna, que modestamente, abriga apenas os maiores nomes da música.Frusciante também teve o seu trabalho reconhecido pela revista americana Rolling Stone, que lhe concedeu o 18º lugar da lista dos "100 Melhores Guitarristas de Sempre".John ganhou notoriedade quando juntou-se aos Red Hot Chili Peppers, aos 17 anos de idade, em 1988. Conhecida como uma das maiores bandas do mundo, vencedora de seis Grammys, os Red Hot alavancaram a carreira de sucesso no álbum "Blood Sugar Sex Magik", quando John já integrava o grupo. Depois da gravação deste disco, por problemas pessoais, Frusciante deixou a banda, retornando apenas em 1998, para gravação de Californication, coincidentemente, outro álbum que garantiu milhares de vendas para os Chili Peppers. Ao todo, Frusciante gravou 5 álbuns ao lado de Anthony Kiedis, Chad Smith e Flea, de quem se despediu em dezembro de 2009.
Ouvir John Frusciante é como ver a prova de um bom aluno, que estuda sempre antes das apresentações. Ser eleito o melhor guitarrista do mundo é conseqüência de um trabalho que é feito com humildade, cuidado e respeito aos fãs".
O ultimo lançamento do John foi o EP de estréia do projeto de música eletrônica Speed Dealer Moms, que John participa junto com Aaron Venetian Snares e Chris McDonald. Segundo Snares, o álbum foi feito de jams com synths, modulators e drum machines. O som, dentro das variações da música eletrônica, é uma mistura de Glitch com Chiptune.March_Four
Por enquanto não há nem uma noticia de um possivel novo album solo de John.
Saiba mais sobre John em:
![]() |
| Foto recente do John no aniversário da sua atual namorada Nicole Turley |
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“Quando eu saí da banda, há mais ou menos um ano, estávamos num hiato de tempo indefinido. Não houve drama ou raiva, e os outros caras foram muito compreensivos. Eles apóiam eu fazer qualquer coisa que me faça feliz e eu também os apóio... Eu realmente amo essa banda e o que fizemos. Eu entendo e valorizo que meu trabalho com eles signifique tanto pra muita gente, mas eu tenho que seguir meus interesses. Para mim, a arte nunca foi algo feito como se fosse uma responsabilidade. É algo que faço porque é divertido, animador e interessante. Nos últimos doze anos, eu mudei como artista e como pessoa, em tal grau que fazer mais coisas nos termos em que eu vinha fazendo com a banda seria ir contra minha natureza. Não tinham escolhas envolvidas nessa decisão. Eu simplesmente preciso ser o que eu sou, e tenho que fazer o que devo fazer.
















































































